Turistas fugiram do idílio depois das derrocadas do Ano Novo

Angra dos Reis, 28 mar (Lusa) - Em Angra dos Reis as marcas dos deslizamentos que na passagem do ano provocaram a morte de 53 pessoas mantêm-se bem visíveis. Mas, apesar de as estruturas hoteleiras estarem operacionais, os turistas têm medo de regressar ao mais belo troço costeiro do Brasil.

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Um repórter do portal brasileiro Terra encontrou Paulo e Fomiko Hadama abraçados a olharem a praia vazia. "Se estivesse tudo normal, essa praia aí estaria cheia de gente nas areias, na água, jogando bola, brincando. O que nós precisamos para poder retomar a vida é que eles [os turistas] voltem", diz Paulo. "Olha que lindo é este lugar!".

O casal é dono da pousada Satiko, na praia do Bananal, na Ilha Grande, a maior das 365 ilhas do município de Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro. Eles perderam um neto no deslizamento de terras ocorrido na madrugada dia 1 de janeiro no morro sobranceiro àquela praia e que arrastou para o mar sete casas e uma parte da pousada Sankai, cheia de hóspedes, provocando a morte a 32 pessoas.

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