Ucrânia afirma ter abatido avião espião militar da Rússia

A Força Aérea ucraniana avançou esta segunda-feira que abateu dois aviões de comando aéreos russos, um dos quais um avião espião, enquanto sobrevoavam o Mar de Azov, zona atualmente controlada por Moscovo.

Joana Raposo Santos - RTP /
Maxim Shemetov - Reuters

"A Força Aérea da Ucrânia destruiu um avião de deteção de radar de longo alcance A-50 e um centro de controlo aéreo IL-22 inimigo", declarou no Telegram Valery Zaloujny, chefe do exército ucraniano. "Agradeço à Força Aérea por esta operação perfeitamente planeada e executada na região do Mar de Azov".

Segundo Kiev, foram destruídos um Beriev A-50, um avião de deteção, vigilância e comando aéreo, e um Ilyushin Il-22, um avião também utilizado como posto de comando.

Estas aeronaves são utilizadas para a recolha de informações, identificação de alvos e coordenação de tropas. Kiev não especificou, até ao momento, de que modo os aviões foram destruídos.

Confrontado com esta questão esta segunda-feira numa conferência de imprensa, o porta-voz do Kremlin disse não poder comentar devido à falta de informação sobre o assunto. "Não temos qualquer informação", assegurou Dmitri Peskov.

O Ministério ucraniano da Defesa avaliou o avião A-50 em 330 milhões de dólares. Esta aeronave, que entrou em serviço pela primeira vez perto do final da era soviética, consegue analisar uma área de várias centenas de quilómetros em busca de aviões, navios e mísseis inimigos.
"Um dia negro para as forças russas"
Alguns bloggers militares russos consideram o abate da aeronave uma grande perda para a Força Aérea do país, que possui um número limitado de aviões em serviço. "Será mais um dia negro para as Forças Aeroespaciais Russas e para a Defesa Aérea", escreveu Rybar, um blogger com quase 1,2 milhões de subscritores.

"Não há muitos A-50s. E os especialistas que os operam são escassos. Se um avião deste tipo for atingido, a tripulação não conseguirá escapar", acrescentou.

Não se sabe ao certo quantos A-50 a Rússia tem em serviço. O grupo de reflexão IISS, sediado em Londres, indicou num relatório de 2021 que Moscovo tinha nove A-50 operacionais, incluindo quatro A-50U modernizados.

No entanto, o Ministério russo da Defesa disse há cerca de um ano que eram seis os operacionais e que os A-50U estavam a realizar missões na guerra na Ucrânia.

c/ agências
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