Ucrânia e Médio Oriente dominam agenda da cimeira dos G7 em França

Ucrânia e Médio Oriente dominam agenda da cimeira dos G7 em França

Os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente e os desequilíbrios económicos globais vão dominar a cimeira das sete economias mais desenvolvidas do mundo (G7), que decorre entre hoje e quarta-feira na cidade francesa de Evian.

RTP /

A cimeira do G7, organizada sob a presidência francesa, vai reunir os presidentes francês, Emmanuel Macron; o norte-americano, Donald Trump; o chanceler alemão, Friedrich Merz; o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer; o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney; a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e a japonesa, Sanae Takaichi.

Sobre o conflito no Médio Oriente, agudizado pelos ataques israelo-americanos contra o Irão e a retaliação de Teerão contra países do Golfo Pérsico, os países querem garantir objetivos comuns para diminuir o conflito iraniano, mas também na Faixa de Gaza e Líbano, bem como para reabrir o estreito de Ormuz.

O anúncio de acordo entre EUA e Irão lançou novo foco sobre o tema Médio Oriente.
O presidente ucraniano já veio apelar a que haja uma "resposta decisiva" por parte dos países do G7, depois de uma nova vaga de ataques russos durante a madrugada.

Quanto à Ucrânia, os países europeus deverão reafirmar o apoio a Kiev e pretendem ter um compromisso de envolvimento dos EUA, estando prevista a presença do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na terça-feira.

A presidência francesa do G7 tem como uma das prioridades fomentar a convergência para reduzir os desequilíbrios económicos globais e o chefe de Estado francês quer dar um novo impulso às relações entre o G7 e a China.Sete declarações
Da cimeira deverão sair sete declarações, em temas como a proteção da criança nas redes sociais, tráfico de drogas, investigação do cancro, investimento em países vulneráveis e minerais críticos.

A presidência francesa também publicará declarações sobre as crises no Médio Oriente e na Ucrânia, indicou o Eliseu.

A cidade francesa estará sob medidas de máxima segurança, com mais de 15 mil agentes.

No fim de semana registaram-se vários protestos contra a cimeira do G7.
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