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Guerra na Ucrânia
Ucrânia e Moldova. Líderes europeus chegam a acordo para abertura das negociações de adesão
Os Estados-membros do Conselho Europeu chegaram a acordo sobre a abertura das negociações de adesão da Ucrânia e da Moldova à União Europeia. Nenhum dos 27 se opôs a esta decisão, apesar da resistência por parte da Hungria de Viktor Órban. O primeiro-ministro considera que a adesão da Ucrânia é "uma má decisão" e ausentou-se da sala no momento do voto.
O Conselho Europeu decidiu esta quarta-feira abrir as negociações formais de adesão à União Europeia com a Ucrânia e a Moldova.
À saída do Conselho Europeu, em declarações aos jornalistas, o presidente do Conselho Europeu considerou que a decisão de iniciar negociações sobre a adesão da Ucrânia à UE constitui "um sinal político muito poderoso". Na rede social X, antigo Twitter, a presidente da Comissão Europeia, saudou a abertura de negociações. Ursula von der Leyen considerou que se trata de uma decisão que ficará na história da UE.
"Os líderes decidiram abrir negociações de adesão com a Ucrânia e a Moldávia e conceder o estatuto de país candidato à Geórgia. Uma decisão estratégica e um dia que ficará gravado na história da nossa União", argumentou.
A fórmula encontrada para aprovar a decisão é inédita na história europeia. De acordo com o Politico, a solução foi sugerida pelo chanceler alemão, Olaf Scholz, sendo que a proposta foi trabalhada em discussões anteriores à reunião de hoje.
Órban esteve "momentaneamente ausente da sala de forma pré-acordada e construtiva", acrescenta o site.
Através da rede social X, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, considerou que este é "um sinal claro de esperança para os cidadãos destes países e para o nosso continente".
Para além de decidir abrir negociações de adesão com a Ucrânia e a Moldova, o Conselho Europeu concedeu ainda o estatuto de candidato à Geórgia e anunciou que irá abrir negociações com a Bósnia e Herzegovina "assim que for alcançado o grau necessário de cumprimento de critérios de adesão".
À saída do Conselho Europeu, em declarações aos jornalistas, o presidente do Conselho Europeu considerou que a decisão de iniciar negociações sobre a adesão da Ucrânia à UE constitui "um sinal político muito poderoso". Na rede social X, antigo Twitter, a presidente da Comissão Europeia, saudou a abertura de negociações. Ursula von der Leyen considerou que se trata de uma decisão que ficará na história da UE.
"Os líderes decidiram abrir negociações de adesão com a Ucrânia e a Moldávia e conceder o estatuto de país candidato à Geórgia. Uma decisão estratégica e um dia que ficará gravado na história da nossa União", argumentou.
Abstenção húngara
Esta decisão de dar luz verde à abertura de negociações foi alcançada não obstante a oposição por parte da Hungria, que durante várias semanas tinha prometido bloquear a decisão. De acordo com fontes europeias, o primeiro-ministro húngaro abandonou a sala no momento da votação, embora tivesse conhecimento da mesma.
Uma abstenção tácita, sendo que as discussões sobre o alargamento da UE devem ser tomadas por unanimidade e sem qualquer tipo de oposição.
Uma abstenção tácita, sendo que as discussões sobre o alargamento da UE devem ser tomadas por unanimidade e sem qualquer tipo de oposição.
Entretanto, no Facebook, Órban considerou que se tratou de uma "má decisão".
"A adesão à Ucrânia à UE é uma má decisão. A Hungria não quer participar desta má decisão", considerou o líder húngaro.
"A adesão à Ucrânia à UE é uma má decisão. A Hungria não quer participar desta má decisão", considerou o líder húngaro.
A fórmula encontrada para aprovar a decisão é inédita na história europeia. De acordo com o Politico, a solução foi sugerida pelo chanceler alemão, Olaf Scholz, sendo que a proposta foi trabalhada em discussões anteriores à reunião de hoje.
Órban esteve "momentaneamente ausente da sala de forma pré-acordada e construtiva", acrescenta o site.
Em declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro português, António Costa, sublinhou que os tratados europeus preveem que possa haver unanimidade sem que todos os Estados-membros estejam na sala.
A decisão foi acordada porque a Hungria "não queria bloquear a decisão mas não se queria associar à decisão". O chefe de Governo português considerou que esta foi uma "forma elegante" de resolver a divergência com a Hungria.
A decisão foi acordada porque a Hungria "não queria bloquear a decisão mas não se queria associar à decisão". O chefe de Governo português considerou que esta foi uma "forma elegante" de resolver a divergência com a Hungria.
A reação da Ucrânia, Moldova e Geórgia
Em reação à decisão do Conselho Europeu, o presidente da Ucrânia assinalou, na rede social X, que a História "é feita pelos que não estão cansados de lutar pela liberdade".
"O Conselho Europeu decidiu iniciar as negociações com a Ucrânia e a Moldova, agradeço a todos os que trabalham para que isto acontecesse e todos os que ajudaram. Hoje felicito cada ucraniano", acrescentou ainda Volodymyr Zelensky.
"O Conselho Europeu decidiu iniciar as negociações com a Ucrânia e a Moldova, agradeço a todos os que trabalham para que isto acontecesse e todos os que ajudaram. Hoje felicito cada ucraniano", acrescentou ainda Volodymyr Zelensky.
Na Moldova, a presidente Maia Sandu elogiou a decisão dos líderes europeus.
"A Moldova vira hoje uma nova página com o sinal verde da UE para as negociações de adesão. Sentimos hoje o caloroso abraço da Europa. Obrigado pelo vosso apoio e fé na nossa jornada", escreveu a responsável na rede social X.
"A Moldova vira hoje uma nova página com o sinal verde da UE para as negociações de adesão. Sentimos hoje o caloroso abraço da Europa. Obrigado pelo vosso apoio e fé na nossa jornada", escreveu a responsável na rede social X.
Na Geórgia, a presidente saudou a decisão de reconhecer o estatuto de candidato de Tiblissi, considerando que constitui "um grande passo" para o país e que a "vontade inabalável" do povo foi "expressa".
"Este dia representa um grande passo para a Geórgia e para a nossa família europeia", afirmou Salomé Zourabichvilli.
Tal como a Ucrânia e a Moldova, a Geórgia apresentou o pedido de adesão à União Europeia na sequência da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
"Este dia representa um grande passo para a Geórgia e para a nossa família europeia", afirmou Salomé Zourabichvilli.
Tal como a Ucrânia e a Moldova, a Geórgia apresentou o pedido de adesão à União Europeia na sequência da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.