Mundo
Guerra na Ucrânia
Ucrânia vai partilhar dados de combate com aliados para treinar a IA
"Os nossos parceiros querem nossos dados”, esclarece o ministro da Defesa, que justifica a decisão pelo facto dos dados da linha de frente serem “incrivelmente valiosos”.
A Ucrânia irá criar um sistema de treino de modelos de inteligência artificial para partilhar com os seus aliados. A informação é avançada pelo ministro ucraniano da Defesa, Mikhailo Fedorov, em conferência de imprensa realizada esta terça-feira.
Fedorov avança que o sistema de treino irá incluir dados recolhidos ao longo dos quase quatro anos de guerra, desde a invasão em larga escala por parte da Rússia, e que, apesar do “apoio significativo” dos aliados, considera que a organização dos dados é “a questão crucial”.
"Os nossos parceiros querem nossos dados”, esclarece o ministro da Defesa, que justifica a decisão pelo facto de os dados da linha de frente serem “incrivelmente valiosos”.
Estes dados são descritos como sendo importantes para o treino de modelos de inteligência artificial, por exigir grandes volumes de informação para identificar padrões e prever situações no terreno.
Desde a invasão russa em larga escala, começada em fevereiro de 2022, que a Ucrânia armazenou milhões de horas de imagens de drones e outras informações nas frentes de batalha.
Também nesta quarta-feira, na rede social X, Mikhailo Fedorov tinha anunciado o lançamento de uma parceria entre a Brave1 – plataforma ucraniana de desenvolvimento da tecnologia de defesa – e a companhia de defesa Palantir.
De acordo com o ministro da Defesa, a inteligência artificial “baseada em dados reais de guerra ajudará a intercetar drones inimigos e proteger o espaço aéreo ucraniano”.
Causar mais de 50 mil mortes russas por mês
Na conferência de imprensa, o ministro da Defesa ucraniano revelou ter como objetivo “matar 50 000 russos por mês”, muito além das 35 mil baixas do mês passado.
“Se chegarmos aos 50 mil, veremos o que acontecerá com o inimigo. Eles veem as pessoas como um recurso, cujos problemas já são óbvios”, defendeu Fedorov. A Ucrânia estima que a Rússia terá tido mais de 1,2 milhões de baixas desde 2022.
Além disso, o ministro da Defesa anunciou que irá desenvolver uma versão nacional do drone chinês Mavic, com o objetivo de reduzir a dependência face a China, numa altura em que o país está a aprofundar as suas relações diplomáticas e económicas com Moscovo.
Fedorov avança que o sistema de treino irá incluir dados recolhidos ao longo dos quase quatro anos de guerra, desde a invasão em larga escala por parte da Rússia, e que, apesar do “apoio significativo” dos aliados, considera que a organização dos dados é “a questão crucial”.
"Os nossos parceiros querem nossos dados”, esclarece o ministro da Defesa, que justifica a decisão pelo facto de os dados da linha de frente serem “incrivelmente valiosos”.
Estes dados são descritos como sendo importantes para o treino de modelos de inteligência artificial, por exigir grandes volumes de informação para identificar padrões e prever situações no terreno.
Desde a invasão russa em larga escala, começada em fevereiro de 2022, que a Ucrânia armazenou milhões de horas de imagens de drones e outras informações nas frentes de batalha.
Também nesta quarta-feira, na rede social X, Mikhailo Fedorov tinha anunciado o lançamento de uma parceria entre a Brave1 – plataforma ucraniana de desenvolvimento da tecnologia de defesa – e a companhia de defesa Palantir.
De acordo com o ministro da Defesa, a inteligência artificial “baseada em dados reais de guerra ajudará a intercetar drones inimigos e proteger o espaço aéreo ucraniano”.
We are launching Brave1 Dataroom with @PalantirTech @louismosley. AI based on real war data will help intercept enemy drones and protect Ukrainian airspace. Ukraine is developing autonomous air defense solutions that are already delivering results. pic.twitter.com/zlp5HCo4ji
— Mykhailo Fedorov (@FedorovMykhailo) January 20, 2026
Causar mais de 50 mil mortes russas por mês
Na conferência de imprensa, o ministro da Defesa ucraniano revelou ter como objetivo “matar 50 000 russos por mês”, muito além das 35 mil baixas do mês passado.
“Se chegarmos aos 50 mil, veremos o que acontecerá com o inimigo. Eles veem as pessoas como um recurso, cujos problemas já são óbvios”, defendeu Fedorov. A Ucrânia estima que a Rússia terá tido mais de 1,2 milhões de baixas desde 2022.
Além disso, o ministro da Defesa anunciou que irá desenvolver uma versão nacional do drone chinês Mavic, com o objetivo de reduzir a dependência face a China, numa altura em que o país está a aprofundar as suas relações diplomáticas e económicas com Moscovo.