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Ucrânia. Putin acusa EUA de estarem a tentar "arrastar" a Rússia para a guerra
Vladimir Putin acusou na terça-feira os EUA de estarem a criar deliberadamente um cenário projetado para atrair a Rússia para a guerra, de forma a usarem o confronto como pretexto para impor mais sanções ao país. O presidente russo acusou ainda Washington de estar a ignorar as "principais preocupações" da Rússia relativamente à Ucrânia.
O presidente russo falou pela primeira vez em quase seis semanas sobre o conflito na Ucrânia e a posição dos Estados Unidos, não mostrando sinais de recuo nas suas exigências, mas também não esclarecendo quais os seus próximos passos.
Putin acusou os EUA de estarem a “arrastar” a Rússia para um conflito armado com a Ucrânia, com o objetivo de usar o confronto como pretexto para impor mais sanções a Moscovo. Putin afirmou que o principal objetivo de Washington é forçar "os aliados na Europa a impor sanções muito duras contra nós", ou "atrair a Ucrânia para a NATO". O presidente russo acusa ainda Washington de estar a ignorar as “principais preocupações” de Moscovo relativamente à Ucrânia, referindo-se ao alargamento da NATO ao país vizinho. “Parece-me que os EUA não estão tão preocupados com a segurança da Ucrânia. O seu principal objetivo é conter o progresso da Rússia. Nesse sentido, a própria Ucrânia é apenas uma ferramenta para atingir esse objetivo”, disse Putin durante uma conferência de imprensa na terça-feira, juntamente com o primeiro-ministro da Hungria.
"É Washington, e não Moscovo, que está a alimentar as tensões. Não vamos recuar e ficar atentos às ameaças de sanções dos EUA", escreveu a embaixada russa em Washington na sua página do Facebook, em resposta a um tweet do corpo diplomático norte-americano que acusa Moscovo de "invadir" a Ucrânia em 2014, anexando a península da Crimeia.
“Vamos para uma guerra com a NATO?”
Os EUA e a NATO responderam a essas exigências no final de janeiro, numa carta enviada a Moscovo. Washington não cedeu à exigência russa sobre o não alargamento da aliança à Ucrânia, apesar das constantes ameaças de uma possível invasão a Kiev por parte da vizinha Rússia. A Rússia colocou mais de 100.000 soldados na fronteira com a Ucrânia e os países ocidentais dizem temer que Putin possa estar a planear uma invasão ao país vizinho. A Rússia nega, mas afirmou que poderia tomar medidas militares não especificadas, a menos que as suas exigências de segurança sejam atendidas.
Os EUA têm alertado que uma invasão russa à Ucrânia teria consequências “horríveis” para ambos os lados, mas insistem que o conflito “não é inevitável” e apelam à diplomacia. Na terça-feira, após uma chamada telefónica com o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, o secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, enfatizou a disposição dos EUA de continuarem a discutir "preocupações de segurança mútuas".
Putin acusou os EUA de estarem a “arrastar” a Rússia para um conflito armado com a Ucrânia, com o objetivo de usar o confronto como pretexto para impor mais sanções a Moscovo. Putin afirmou que o principal objetivo de Washington é forçar "os aliados na Europa a impor sanções muito duras contra nós", ou "atrair a Ucrânia para a NATO". O presidente russo acusa ainda Washington de estar a ignorar as “principais preocupações” de Moscovo relativamente à Ucrânia, referindo-se ao alargamento da NATO ao país vizinho. “Parece-me que os EUA não estão tão preocupados com a segurança da Ucrânia. O seu principal objetivo é conter o progresso da Rússia. Nesse sentido, a própria Ucrânia é apenas uma ferramenta para atingir esse objetivo”, disse Putin durante uma conferência de imprensa na terça-feira, juntamente com o primeiro-ministro da Hungria.
"É Washington, e não Moscovo, que está a alimentar as tensões. Não vamos recuar e ficar atentos às ameaças de sanções dos EUA", escreveu a embaixada russa em Washington na sua página do Facebook, em resposta a um tweet do corpo diplomático norte-americano que acusa Moscovo de "invadir" a Ucrânia em 2014, anexando a península da Crimeia.
“Vamos para uma guerra com a NATO?”
Putin sugere que, se a Ucrânia conseguir juntar-se à NATO, isso poderá arrastar os restantes membros da aliança para uma guerra com a Rússia. “Vamos imaginar que a Ucrânia é membro da NATO e inicia uma operação militar [para recuperar a Crimeia]. É suposto avançarmos para uma guerra com a NATO? Alguém já pensou nisso? Parece que não”, questionou o presidente russo.
Em dezembro, Moscovo enviou a Washington uma a lista de propostas que incluía, entre outras exigências, o não alargamento da NATO à Ucrânia e à Geórgia, assim como a retirada das forças e armamentos dos países do leste europeu que aderiram à aliança após o fim da Guerra Fria.
Os EUA e a NATO responderam a essas exigências no final de janeiro, numa carta enviada a Moscovo. Washington não cedeu à exigência russa sobre o não alargamento da aliança à Ucrânia, apesar das constantes ameaças de uma possível invasão a Kiev por parte da vizinha Rússia. A Rússia colocou mais de 100.000 soldados na fronteira com a Ucrânia e os países ocidentais dizem temer que Putin possa estar a planear uma invasão ao país vizinho. A Rússia nega, mas afirmou que poderia tomar medidas militares não especificadas, a menos que as suas exigências de segurança sejam atendidas.
Os EUA têm alertado que uma invasão russa à Ucrânia teria consequências “horríveis” para ambos os lados, mas insistem que o conflito “não é inevitável” e apelam à diplomacia. Na terça-feira, após uma chamada telefónica com o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, o secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, enfatizou a disposição dos EUA de continuarem a discutir "preocupações de segurança mútuas".
Vladimir Putin disse estar também aberto a mais negociações. “Espero que este diálogo continue”, disse o presidente russo na terça-feira. “Espero que eventualmente encontremos essa solução, embora não seja fácil e estamos cientes disso. Que solução será, não estou capaz de dizer hoje, como é óbvio”, concluiu.
c/ agências