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UE pressiona Ucrânia a libertar Yulia Timoshenko
A União Europeia avisou o presidente da Ucrânia, Victor Yanukovich , de que terá de libertar a antiga primeira-ministra Yulia Timoshenko, se quiser garantir a assinatura de acordos de associação e de comercio livre com a UE no mês que vem. Timoshenko, que disputou as últimas eleições presidenciais contra Yanukovitch, perdendo por escassa margem, cumpre neste momento uma sentença de sete anos de prisão por abuso de poder , depois de condenada num processo judicial que a UE considera ter sido “justiça seletiva”.
Numa mesa redonda em Kiev com deputados ucranianos, o Comissário Europeu para o Alargamento, Stefan Fuele, disse que a antiga república soviética terá de resolver a questão Timoshenko e começar a aplicar as reformas que a UE exige, para garantir a assinatura dos acordos.
Fuele sublinhou que a Ucrânia ainda tem de mostrar progressos tangíveis no que respeita a reformar a lei eleitoral e organismos judiciais como o Ministério Público.
“O terceiro ponto é a necessidade de uma movimentação visível em relação ao caso Yulia Timoshenko” disse o comissário, de acordo com a tradução das declarações feita pelos ucranianos.
Aproximação da Ucrânia à UE provoca hostilidade de Moscovo
O governo de Yanukovich comprometeu-se a assinar os acordos de aproximação à União Europeia, durante uma cimeira que decorreu a 28 e 29 de novembro em Vilnius, capital da Lituânia.
No entanto, o presidente da Ucrânia ainda não deu uma resposta firme aos pedidos de líderes ocidentais no sentido de perdoar a sua grande rival Yulia Timoshenko e de lhe permitir viajar para a Alemanha para receber tratamento médico.
A aproximação da Kiev à União Europeia está a provocar uma crescente hostilidade por parte de Moscovo, que vê nesta mudança uma desvantagem radical em termos geoestratégicos.
Tradicionalmente, a Ucrânia tem mantido laços de grande proximidade com a Rússia, de quem está fortemente dependente, para o fornecimento de gás natural e petróleo.
Putin ameaça Ucrânia com "medidas protecionistas"
O presidente russo Vladimir Putin ameaçou adotar medidas “protecionistas” se Kiev aderir a uma zona de comércio livre europeia, o que poderá comprometer as exportações ucranianas para a Rússia, um dos principais destinos tradicionais.
O comissário Fuele disse aos parlamentares ucranianos que, apesar da UE simpatizar com os problemas da Ucrânia no que respeita às pressões da Rússia, nada disso irá influenciar a decisão do bloco quando os ministros europeus dos negócios estrangeiros avaliarem os progressos democráticos da Ucrânia no final deste mês.
“No que respeita às recentes pressões feitas sobre a Ucrânia para rejeitar o acordo de associação, seria um grande engano pensar que as emoções e as opiniões políticas vão pesar na toma das decisões da EU”, disse.
Numa reunião que teve na passada quinta-feira com o presidente Yanukovich, o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros repetiu a oferta de Berlim que consiste em receber Timoshenko na Alemanha para tratamentos médicos a um problema de coluna.

Decisão nas mãos do presidente Yanukovich
No entanto, apesar de a proposta de Guido Westerwelle poder constituir uma saída airosa para a questão, Yanukovich não deu, na ocasião, uma resposta firme.
Durante a mesa redonda com o Comissário Europeu, o antigo ministro da economia Arseny Yatseniuk, aliado de Timoshenko, disse que as leis que atualmente estão em vigor permitem que seja dado um perdão à antiga primeira-ministra.
“Espero que, juntos, possamos encontrar uma solução. O problema de Yulia Timoshenko pode ser resolvido, só depende da vontade política do presidente da Ucrânia", disse Yatseniuk.
Fuele sublinhou que a Ucrânia ainda tem de mostrar progressos tangíveis no que respeita a reformar a lei eleitoral e organismos judiciais como o Ministério Público.
“O terceiro ponto é a necessidade de uma movimentação visível em relação ao caso Yulia Timoshenko” disse o comissário, de acordo com a tradução das declarações feita pelos ucranianos.
Aproximação da Ucrânia à UE provoca hostilidade de Moscovo
O governo de Yanukovich comprometeu-se a assinar os acordos de aproximação à União Europeia, durante uma cimeira que decorreu a 28 e 29 de novembro em Vilnius, capital da Lituânia.
No entanto, o presidente da Ucrânia ainda não deu uma resposta firme aos pedidos de líderes ocidentais no sentido de perdoar a sua grande rival Yulia Timoshenko e de lhe permitir viajar para a Alemanha para receber tratamento médico.
A aproximação da Kiev à União Europeia está a provocar uma crescente hostilidade por parte de Moscovo, que vê nesta mudança uma desvantagem radical em termos geoestratégicos.
Tradicionalmente, a Ucrânia tem mantido laços de grande proximidade com a Rússia, de quem está fortemente dependente, para o fornecimento de gás natural e petróleo.
Putin ameaça Ucrânia com "medidas protecionistas"
O presidente russo Vladimir Putin ameaçou adotar medidas “protecionistas” se Kiev aderir a uma zona de comércio livre europeia, o que poderá comprometer as exportações ucranianas para a Rússia, um dos principais destinos tradicionais.
O comissário Fuele disse aos parlamentares ucranianos que, apesar da UE simpatizar com os problemas da Ucrânia no que respeita às pressões da Rússia, nada disso irá influenciar a decisão do bloco quando os ministros europeus dos negócios estrangeiros avaliarem os progressos democráticos da Ucrânia no final deste mês.
“No que respeita às recentes pressões feitas sobre a Ucrânia para rejeitar o acordo de associação, seria um grande engano pensar que as emoções e as opiniões políticas vão pesar na toma das decisões da EU”, disse.
Numa reunião que teve na passada quinta-feira com o presidente Yanukovich, o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros repetiu a oferta de Berlim que consiste em receber Timoshenko na Alemanha para tratamentos médicos a um problema de coluna.
Decisão nas mãos do presidente Yanukovich
No entanto, apesar de a proposta de Guido Westerwelle poder constituir uma saída airosa para a questão, Yanukovich não deu, na ocasião, uma resposta firme.
Durante a mesa redonda com o Comissário Europeu, o antigo ministro da economia Arseny Yatseniuk, aliado de Timoshenko, disse que as leis que atualmente estão em vigor permitem que seja dado um perdão à antiga primeira-ministra.
“Espero que, juntos, possamos encontrar uma solução. O problema de Yulia Timoshenko pode ser resolvido, só depende da vontade política do presidente da Ucrânia", disse Yatseniuk.