Mundo
UE pronta a apoiar reformas na Ucrânia
A União Europeia disponibiliza assistência financeira e técnica, para ajudar as reformas na antiga república soviética. A chefe da diplomacia europeia reuniu-se, em separado, com o presidente Viktor Ianukovich e com os líderes da oposição e apelou a que sejam feitos mais esforços para conseguir uma saída pacífica para a crise política. Moscovo renovou entretanto as pressões sobre o país vizinho, recordando aos ucranianos a sua dependência económica em relação à Rússia.
Um porta-voz de Vladimir Putin disse à radio que a Rússia está “cada vez mais inquieta “ com o atraso da Ucrânia no pagamento das faturas de gás natural.
Dmitri Peskov confirmou também que as parcelas futuras do pacote de ajuda económica russa à Ucrânia só serão libertadas “quando o novo chefe do governo ucraniano puder explicar a Moscovo, até que ponto seguirá a linha de orientação da equipa precedente”.
As declarações do porta-voz da presidência russa são um aviso à navegação no momento em que a chefe da diplomacia europeia se encontra em Kiev.

UE promete ajuda diversificada
Depois de se encontrar com o presidente Ianukovich e com a oposição, Cahterine Ashton declarou que a União Europeia está pronta a apoiar uma reforma constitucional na Ucrânia e para ajudar na investigação às violências ocorridas durante os protestos.
A representante europeia diz que a União está pronta a ajudar a Ucrânia de muitas formas, tanto em termos financeiros como de assistência técnica, para apoiar o desenvolvimento económico a longo prazo e ajudar nas possíveis alterações ao quadro constitucional do país.
Recentemente, a chefe da diplomacia europeia e responsáveis do governo norte-americano sugeriram que a União Europeia e os Estados Unidos estariam a preparar um pacote de ajuda à Ucrânia. Questionada sobre esse assunto, Catherine Ashton esclareceu que, “em termos de apoio económico, não se trata apenas da UE, nem de oferecer grandes somas de dinheiro”.
Ashton quer dinamização do diálogo político
Segundo a diplomata europeia, a ajuda poderia passar por vários tipos de apoio, como a disponibilização de peritos, conhecimentos técnicos, recursos que podem ser atribuídos, e também “o papel de instituições internacionais e o papel dos Estados membros da UE”.
“Trata-se mais da forma como se articula um pacote de ajuda económica que iria ao encontro das reais necessidades do país, no contexto de uma reforma económica”, disse.
No plano político, Ashton apelou ao diálogo e ao compromisso entre os vários protagonistas e admitiu que são necessários mais esforços do que até aqui para colocar um ponto final à crise na Ucrânia.
“Queremos ver o movimento [negocial] a acelerar-se e teremos de fazer muito mais”, disse.

Comissário Europeu para o Alargamento vai a Kiev
O Comissário Europeu para o Alargamento e Vizinhança anunciou entretanto que se vai deslocar a Kiev na próxima semana para prosseguir os esforços de resolução pacífica da crise ucraniana.
“Queremos facilitar o diálogo político e evitar os cenários mais negativos, incluindo a imposição do Estado de Emergência”, disse Steffan Fülle no Parlamento Europeu.
Fülle disse aos eurodeputados que a UE está pronta a considerar um apoio financeiro à Ucrânia, com a participação do FMI, se o país se empenhar “numa via positiva com reformas políticas e estruturais”.
“Temos uma estratégia, que não está centrada em sanções, mas sim sobre o envolvimento”, disse o comissário em resposta às criticas de numerosos eurodeputados que apelam a um endurecimento das posições europeias na resposta à crise na Ucrânia, nomeadamente, através de sanções económicas.

Impasse após dois meses e meio de protestos
As movimentações diplomáticas de sinal contrário ocorrem num momento em que a situação na Ucrânia atingiu um impasse, após dois meses e meio de protestos de rua.

Uma reunião do parlamento para discutir uma reforma constitucional terminou terça-feira sem quaisquer resultados que não fossem acusações e insultos mútuos entre deputados da esfera governamental e da oposição.
A sugestão de eleições antecipadas avançada pelo representante do presidente ucraniano parece também ter ficado pelo caminho e tanto a oposição como o poder parecem irredutivelmente entrincheirados nas suas posições.

Moeda ucraniana em queda
Num sinal de preocupação dos agentes económicos, o valor da moeda ucraniana registou hoje uma queda considerável, face às divisas ocidentais, atingindo o patamar simbólico de 9 hryvnias por um dólar. Isto representa uma valorização da moeda norte-americana em 5,6 por cento, desde a véspera, em relação à congénere ucraniana.
“É o pânico, o hryvnia cai e o banco central não o sustenta, porque as suas reservas são escassas” , explicou à France Press o economista Dmytro Sologoub do banco Raiffeisen Aval bank.

“As pessoas começaram a virar-se para as moedas estrangeiras. Também há fuga de capitais, não sendo de excluir que aqueles que têm boas ligações a nível político estejam a retirar dinheiro do país”, disse o mesmo economista.
A baixa da moeda ucraniana registou-se também em relação ao rublo russo, embora de forma mais atenuada.
Dmitri Peskov confirmou também que as parcelas futuras do pacote de ajuda económica russa à Ucrânia só serão libertadas “quando o novo chefe do governo ucraniano puder explicar a Moscovo, até que ponto seguirá a linha de orientação da equipa precedente”.
As declarações do porta-voz da presidência russa são um aviso à navegação no momento em que a chefe da diplomacia europeia se encontra em Kiev.
UE promete ajuda diversificada
Depois de se encontrar com o presidente Ianukovich e com a oposição, Cahterine Ashton declarou que a União Europeia está pronta a apoiar uma reforma constitucional na Ucrânia e para ajudar na investigação às violências ocorridas durante os protestos.
A representante europeia diz que a União está pronta a ajudar a Ucrânia de muitas formas, tanto em termos financeiros como de assistência técnica, para apoiar o desenvolvimento económico a longo prazo e ajudar nas possíveis alterações ao quadro constitucional do país.
Recentemente, a chefe da diplomacia europeia e responsáveis do governo norte-americano sugeriram que a União Europeia e os Estados Unidos estariam a preparar um pacote de ajuda à Ucrânia. Questionada sobre esse assunto, Catherine Ashton esclareceu que, “em termos de apoio económico, não se trata apenas da UE, nem de oferecer grandes somas de dinheiro”.
Ashton quer dinamização do diálogo político
Segundo a diplomata europeia, a ajuda poderia passar por vários tipos de apoio, como a disponibilização de peritos, conhecimentos técnicos, recursos que podem ser atribuídos, e também “o papel de instituições internacionais e o papel dos Estados membros da UE”.
“Trata-se mais da forma como se articula um pacote de ajuda económica que iria ao encontro das reais necessidades do país, no contexto de uma reforma económica”, disse.
No plano político, Ashton apelou ao diálogo e ao compromisso entre os vários protagonistas e admitiu que são necessários mais esforços do que até aqui para colocar um ponto final à crise na Ucrânia.
“Queremos ver o movimento [negocial] a acelerar-se e teremos de fazer muito mais”, disse.
Comissário Europeu para o Alargamento vai a Kiev
O Comissário Europeu para o Alargamento e Vizinhança anunciou entretanto que se vai deslocar a Kiev na próxima semana para prosseguir os esforços de resolução pacífica da crise ucraniana.
“Queremos facilitar o diálogo político e evitar os cenários mais negativos, incluindo a imposição do Estado de Emergência”, disse Steffan Fülle no Parlamento Europeu.
Fülle disse aos eurodeputados que a UE está pronta a considerar um apoio financeiro à Ucrânia, com a participação do FMI, se o país se empenhar “numa via positiva com reformas políticas e estruturais”.
“Temos uma estratégia, que não está centrada em sanções, mas sim sobre o envolvimento”, disse o comissário em resposta às criticas de numerosos eurodeputados que apelam a um endurecimento das posições europeias na resposta à crise na Ucrânia, nomeadamente, através de sanções económicas.
Impasse após dois meses e meio de protestos
As movimentações diplomáticas de sinal contrário ocorrem num momento em que a situação na Ucrânia atingiu um impasse, após dois meses e meio de protestos de rua.
Uma reunião do parlamento para discutir uma reforma constitucional terminou terça-feira sem quaisquer resultados que não fossem acusações e insultos mútuos entre deputados da esfera governamental e da oposição.
A sugestão de eleições antecipadas avançada pelo representante do presidente ucraniano parece também ter ficado pelo caminho e tanto a oposição como o poder parecem irredutivelmente entrincheirados nas suas posições.
Moeda ucraniana em queda
Num sinal de preocupação dos agentes económicos, o valor da moeda ucraniana registou hoje uma queda considerável, face às divisas ocidentais, atingindo o patamar simbólico de 9 hryvnias por um dólar. Isto representa uma valorização da moeda norte-americana em 5,6 por cento, desde a véspera, em relação à congénere ucraniana.
“É o pânico, o hryvnia cai e o banco central não o sustenta, porque as suas reservas são escassas” , explicou à France Press o economista Dmytro Sologoub do banco Raiffeisen Aval bank.
“As pessoas começaram a virar-se para as moedas estrangeiras. Também há fuga de capitais, não sendo de excluir que aqueles que têm boas ligações a nível político estejam a retirar dinheiro do país”, disse o mesmo economista.
A baixa da moeda ucraniana registou-se também em relação ao rublo russo, embora de forma mais atenuada.