UE vai propor maior proteção do urso polar na reunião da CITES
Banguecoque, 07 mar (Lusa) - A União Europeia (UE) informou hoje que vai propor uma maior proteção do urso polar na Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção (CITES).
Em comunicado, a União Europeia salienta que a proposta responde a uma iniciativa dos Estados Unidos para proibir o comércio do urso polar, a qual conta com o apoio dos restantes países onde aquele mamífero habita (Canadá, Rússia, Noruega e Dinamarca).
"Precisamos de garantir que são adotadas medidas eficazes para proteger o urso polar", afirmou Feargal O`Coigligh, chefe da delegação da Irlanda, país que ocupa atualmente a presidência da UE.
A proposta da UE prevê a criação de quotas para cada subespécie do urso polar, a obrigatoriedade de informar a CITES sobre a população e políticas de conservação e a possibilidade de controlar os mamíferos com `chips`.
Os 27 salientaram que a diminuição das calotas polares devido ao aquecimento global é a principal ameaça ao urso polar e questionaram a concessão de reservas de caça em áreas onde a informação sobre a população destes animais está incompleta ou demonstra que diminui.
A UE sublinhou a necessidade de proteger o urso polar na CITES e expressou a sua preocupação em relação ao futuro da cultura e meios de subsistência das comunidades indígenas Inuits do Ártico.
Cerca de 2.000 delegados de 177 países participam até dia 14 na reunião da CITES em Banguecoque, durante a qual serão debatidas 70 propostas relativas à proteção de espécies da fauna e flora.
A CITES é um acordo adotado por 177 países e desde 1973 já catalogou cerca de 35 mil espécies de animais e plantas para regular o seu comércio internacional e evitar que este afete a sua sobrevivência.