Último padrinho nova-iorquino condenado a prisão perpétua

Joseph "Big Joey" Massino, chefe do clã Bonnano e último padrinho lendário da máfia nova-iorquina, foi condenado quinta-feira a prisão perpétua pelo envolvimento em oito assassínios.

Agência LUSA /

Conhecido pelo seu estilo "mafioso da velha escola", fazendo aplicar com violência e rigor a lei da Cosa Nostra, Massino ficará para a história como o primeiro padrinho nova-iorquino que aceitou colaborar com a polícia.

Depois de condenado por sete assassínios em Julho de 2004, Massino escandalizou o mundo do crime organizado ao escolher colaborar com os agentes federais.

Quinta-feira, Massino, além destes sete assassínios, declarou-se culpado de um oitavo, o de um membro da família Bonnano, Gerlando Sciascia, conhecido como "George do Canadá", em 1999.

A acusação requerera inicialmente a pena de morte no dossier Sciascia, mas acabara por retirar o pedido depois de Massino ter aceitado cooperar no processo contra um outro responsável mafioso.

Massino, conhecido na polícia como o "último Don", assumiu os comandos do clã Bonnano ao sair da prisão em 1993, reorganizou-o depois de este ter sido dizimado nos anos 80 pelos testemunhos de um agente secreto do FBI (Polícia federal, serviços secretos internos), Joe Pistone.

O agente Joseph Pistone, aliás "Donnie Brasco", permanecera infiltrado durante anos no seio da família. A sua história é contada no filme do mesmo nome com Johnny Deep e Al Pacino.


PUB