Uma em cada 10 raparigas menores de 20 anos já foi violada revela ONU

De acordo com estatísticas compiladas pela UNICEF, uma rapariga em cada dez é vítima de violação ou sofre outros tipos de abuso sexual. Já entre os rapazes dos 15 aos 19 anos a causa mais frequente de morte é o homicídio, sobretudo nos países da América Latina. As estatísticas são reveladas no Relatório "Escondido à nossa vista" publicado esta sexta-feira.

Inês Geraldo /
Relatório da ONU revela que uma em cada 10 raparigas no mundo são violadas Muhammad Hamed - REUTERS

No estudo, realizado em 190 países, a Organização das Nações Unidas revelou que, em 2012 foram mortas 95 000 crianças, com maior incidência nos países latino americanos e nas Caraíbas, seguindo-se o continente africano.

Países como a Guatemala, a Bolívia, a Venezuela ou o El Salvador são os que mais homicídios infantis registam, sendo que na Nigéria e no Brasil encontra-se o maior número de mortes entre adolescentes. No mundo ocidental, este número é mais alto nos EUA.

Em relação a crimes sexuais, o relatório "Escondido à nossa vista" revela que, uma em cada dez raparigas é forçada a ter relações sexuais, normalmente com pessoas conhecidas, havendo certas zonas do globo onde o risco de violação é maior, como alguns países da América (Bolívia, Guatemala e República Dominicana) e de África (Quénia e Uganda). Os rapazes, principalmente entre os 15 e 19 anos, são igualmente vítimas de maus tratos sexuais e de violações mas, em muito menor escala que nas raparigas, revelou o Relatório.

Anthony Lake, diretor da UNICEF, afirmou que “estes factos são desconfortáveis e nenhum Governo ou pai vai querer vê-lo. Mas se não enfrentarmos a realidade das estatísticas e não percebemos que a segurança, e a infância protegida da criança foi violada, vamos continuar a pensar que a violência contra crianças é normal. E não o é”, concluiu.

Para além dos homicídios e de crimes sexuais, o Relatório revela também estatísticas sobre o bullying. Um em cada três adolescentes entre os 13 e os 15 anos são vítimas deste fenómeno na escola e o Relatório aponta que, cada vez mais, o bullying é praticado na internet.

Registam-se também cada  vez mais casos de violência perpetrada por familiares, professores, vizinhos ou outras crianças.

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