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Presidência UE
Uma nódoa Brown no Tratado de Lisboa assinado nos Jerónimos
Uma única nódoa parece ter manchado a forma como, com pompa e circunstância, decorreu a cerimónia de assinatura do Tratado de Lisboa. Gordon Brown está no centro de todas as acusações e nem a imprensa britânica perdoou a forma como o primeiro-ministro “desdenhou” a viagem a Lisboa.
“Desdenho”, “desorganizado” e “desinteressado” são alguns dos mimos com que os jornais de Londres se referem ao atraso do primeiro-ministro britânico à assinatura do Tratado de Lisboa que ontem decorreu no Mosteiro dos Jerónimos.
O diário The Times considera mesmo “bizarro” o atraso de Brown que chama de um “extraordinário episódio diplomático” que foi em parte “desdenho”, também “desorganização”, mas, acima de tudo, “inteiramente embaraçoso”.
Recorde-se, que à cerimónia dos Jerónimos apenas faltou o líder do Governo britânico que alegou a ausência com uma presença inevitável num comité parlamentar, onde teve de responder a perguntas, tendo a assinatura do Tratado estado apenas a cargo do ministro dos Negócios Estrangeiros, David Miliband.
Só que, na verdade, esse mesmo comité, segundo revelam os jornais, até se disponibilizou a adiar esse compromisso o que, tudo indica, foi recusado por Brown.
“Como o primeiro-ministro conseguiu meter-se nesta posição humilhante é um mistério”, refere o The Times que adianta no mesmo texto como Brown “deu um tiro em ambos os pés” e como “chateou ao anti-europeus por assinar a coisa e chateou os pró-europeus por parecer que não queria”, conclui o diário londrino.
As críticas a Gordon Brown estendem-se ainda ao Daily Telegraph que fala em “hesitação” e ao The Sun que acusa Brown de “traição” por ter assinado o Tratado.
Espanhóis também atacam Brown
Em Espanha os diários de hoje dão um largo destaque à cerimónia de Lisboa e não deixam passar em claro o atraso do primeiro-ministro inglês, Gordon Brown.
No El País e no El Mundo o tema vem na primeira página e no primeiro a posição de Brown ao assinar o Tratado de Lisboa sozinho é considerada com um “gesto de pragmatismo” face ao que tinha acabado de rubricar adiantando ainda o jornal numa reportagem feita em Londres que o atraso do primeiro-ministro foi “premeditado para afastar o Reino Unido do documento”.
O diário ABC vai mais longe ao adiantar que “a posição do Reino Unido é agora uma das incógnitas do futuro do Tratado” referindo ainda que o texto assinado em Lisboa tem agora pela frente “um caminho cheio de obstáculos” não deixando de considerar que Gordon Brown ao assinar tardiamente o documento “se afastou do acto oficial aderindo ao Tratado pela porta traseira.”
O diário The Times considera mesmo “bizarro” o atraso de Brown que chama de um “extraordinário episódio diplomático” que foi em parte “desdenho”, também “desorganização”, mas, acima de tudo, “inteiramente embaraçoso”.
Recorde-se, que à cerimónia dos Jerónimos apenas faltou o líder do Governo britânico que alegou a ausência com uma presença inevitável num comité parlamentar, onde teve de responder a perguntas, tendo a assinatura do Tratado estado apenas a cargo do ministro dos Negócios Estrangeiros, David Miliband.
Só que, na verdade, esse mesmo comité, segundo revelam os jornais, até se disponibilizou a adiar esse compromisso o que, tudo indica, foi recusado por Brown.
“Como o primeiro-ministro conseguiu meter-se nesta posição humilhante é um mistério”, refere o The Times que adianta no mesmo texto como Brown “deu um tiro em ambos os pés” e como “chateou ao anti-europeus por assinar a coisa e chateou os pró-europeus por parecer que não queria”, conclui o diário londrino.
As críticas a Gordon Brown estendem-se ainda ao Daily Telegraph que fala em “hesitação” e ao The Sun que acusa Brown de “traição” por ter assinado o Tratado.
Espanhóis também atacam Brown
Em Espanha os diários de hoje dão um largo destaque à cerimónia de Lisboa e não deixam passar em claro o atraso do primeiro-ministro inglês, Gordon Brown.
No El País e no El Mundo o tema vem na primeira página e no primeiro a posição de Brown ao assinar o Tratado de Lisboa sozinho é considerada com um “gesto de pragmatismo” face ao que tinha acabado de rubricar adiantando ainda o jornal numa reportagem feita em Londres que o atraso do primeiro-ministro foi “premeditado para afastar o Reino Unido do documento”.
O diário ABC vai mais longe ao adiantar que “a posição do Reino Unido é agora uma das incógnitas do futuro do Tratado” referindo ainda que o texto assinado em Lisboa tem agora pela frente “um caminho cheio de obstáculos” não deixando de considerar que Gordon Brown ao assinar tardiamente o documento “se afastou do acto oficial aderindo ao Tratado pela porta traseira.”