União Europeia lamenta veto da Rússia e da China à resolução da ONU
A União Europeia lamentou hoje o veto da Rússia e da China à resolução do Conselho de Segurança da ONU a condenar a repressão sangrenta na Síria e a reclamar o fim do regime de Bachar al-Assad.
A posição da União Europeia foi expressa pela chefe da diplomacia europeia e pelo presidente do Parlamento Europeu.
"Lamentamos profundamente que, devido ao veto reiterado da Rússia e da China, o Conselho de Segurança não tenha tido capacidade de apoiar o apelo da Liga Árabe a favor de um processo político global, dirigido pelo sírios num quadro sem violência", declarou em comunicado a representante da UE para os negócios estrangeiros, Catherine Ashton.
"A União Europeia continua a apoiar todos os esforços dos estados da Liga Árabe e apela a todos os membros do Conselho de Segurança para que assumam as suas responsabilidades" acrescentou.
A chefe da diplomacia europeia defendeu ainda que "é tempo de falar a uma só voz", para reclamar o fim do banho de sangue e um futuro democrático para a Síria.
O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, Também apelou à união da comunidade internacional e lamentou o veto da Rússia e da China.
"Em nome do Parlamento Europeu condeno as terríveis atrocidades cometidas em nome do regime sirio contra os cidadãos em Homs. Os meus pensamentos vão para os familiares e amigos das vítimas", afirmou num comunicado em que apelou a Bachar al-Assad para que retire de imediato as suas forças, pertencentes a um regime a que já não reconhece legitimidade.
O ministro francês dos negócios estrangeiros, Alain Juppé, também lamentou o veto da Russia e da China à resolução do Conselho de Segurança da ONU e considerou que esta atitude "paralisa a comunidade internacional".
De acordo com a oposição síria, mais de 230 civís, entre os quais dezenas de mulheres e crianças, foram mortos em bombardeamentos durante a madrugada de sábado em Homs, no que terá sido o episódio mais sangrento desde o início da revolta popular em março de 2011.
Damasco desmentiu ter bombardeado Homs e acusou a oposição de ter incitado grupos terroristas a pilhar a cidade para influenciar a votação nas Nações Unidas.