Mundo
Unicef alerta para 17 milhões de crianças a precisar de ajuda no Sudão
Os conflitos no Sudão perduram há quase três anos e, segundo a Unicef, existem cerca 17,3 milhões de crianças em situação de carência, vítimas do impacto dos conflitos.
Trata-se de um conflito cujos impactos são descritos como devastadores para uma geração inteira que “vai crescer traumatizada”, alertou a diretora de comunicação da Unicef no Sudão, Eva Hinds, em declarações à agência Lusa.
Hinds afirmou que milhões de crianças sudanesas “viram coisas que nenhuma criança deveria ver”, acrescentando que “muitas testemunharam pessoas a serem mortas ou gravemente feridas à sua frente”, uma experiência que classificou como “profundamente traumatizante” e cujas marcas “levarão muito tempo a sarar”.Segundo dados mais recentes da Unicef, “a cerca de três meses de se assinalarem três anos de guerra civil, 33,7 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária no Sudão, das quais mais de metade são crianças”.
“Trata-se de uma catástrofe provocada pela guerra, pelo deslocamento forçado, pelas doenças e pela fome”, sublinhou Eva Hinds.
A responsável destacou que também assim as infâncias estão a ser interrompidas “de múltiplas formas (...) pela fome, pelas doenças, pela violência, pela ausência de escola e pelo trauma prolongado”.
A diretora de comunicação da Unicef esteve neste mês de janeiro na região de Darfur, uma das mais afetadas pelo conflito entre o exército regular e as Forças de Apoio Rápido (RSF), e descreveu um cenário de extrema precariedade.
“Vêem-se abrigos improvisados feitos de palha, paus, plástico e lonas até onde a vista alcança”, relatou, sublinhando que “há crianças por todo o lado”.
Nestas condições, frisou, “é extremamente difícil cuidar de uma criança”, apesar de muitos pais e mães “fazerem tudo o que podem para proteger os seus filhos”, numa tarefa que descreveu como “imensamente difícil”.No terreno, faltam até os bens mais básicos, como comida, água potável e acesso à educação.
Para a representante da Unicef, a ausência de ensino é particularmente preocupante, uma vez que “terá impactos não só na vida das crianças, mas também nas famílias, nas comunidades e no país como um todo”.
Hinds afirmou que milhões de crianças sudanesas “viram coisas que nenhuma criança deveria ver”, acrescentando que “muitas testemunharam pessoas a serem mortas ou gravemente feridas à sua frente”, uma experiência que classificou como “profundamente traumatizante” e cujas marcas “levarão muito tempo a sarar”.Segundo dados mais recentes da Unicef, “a cerca de três meses de se assinalarem três anos de guerra civil, 33,7 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária no Sudão, das quais mais de metade são crianças”.
“Trata-se de uma catástrofe provocada pela guerra, pelo deslocamento forçado, pelas doenças e pela fome”, sublinhou Eva Hinds.
A responsável destacou que também assim as infâncias estão a ser interrompidas “de múltiplas formas (...) pela fome, pelas doenças, pela violência, pela ausência de escola e pelo trauma prolongado”.
A diretora de comunicação da Unicef esteve neste mês de janeiro na região de Darfur, uma das mais afetadas pelo conflito entre o exército regular e as Forças de Apoio Rápido (RSF), e descreveu um cenário de extrema precariedade.
“Vêem-se abrigos improvisados feitos de palha, paus, plástico e lonas até onde a vista alcança”, relatou, sublinhando que “há crianças por todo o lado”.
Nestas condições, frisou, “é extremamente difícil cuidar de uma criança”, apesar de muitos pais e mães “fazerem tudo o que podem para proteger os seus filhos”, numa tarefa que descreveu como “imensamente difícil”.No terreno, faltam até os bens mais básicos, como comida, água potável e acesso à educação.
Para a representante da Unicef, a ausência de ensino é particularmente preocupante, uma vez que “terá impactos não só na vida das crianças, mas também nas famílias, nas comunidades e no país como um todo”.
“Privar estas crianças da aprendizagem compromete o futuro”, alertou.
Eva Hinds lamentou ainda que a crise sudanesa seja pouco noticiada pelos meios de comunicação e que a região continue sem receber capital suficiente de forma a atenuar os efeitos do conflito - situação que resulta em “milhões de crianças desprotegidas, sem educação e sem acesso a serviços básicos”.
A entrega de ajuda humanitária enfrenta obstáculos significativos num país descrito como “enorme” e com infraestruturas “profundamente destruídas” após quase três anos de guerra. “Pontes e estradas foram destruídas, há escassez de combustível e as comunicações são extremamente instáveis, o que dificulta o transporte da ajuda”, explicou à agência Lusa.
A estes constrangimentos juntam-se entraves burocráticos e riscos de segurança. “São necessárias diferentes autorizações para atravessar zonas de conflito, o que exige negociações constantes. Existe insegurança, pilhagens e confrontos armados, tornando a entrega de ajuda muito difícil e, por vezes, extremamente perigosa”, acrescentou.
Os conflitos no Sudão iniciaram-se a 15 de abril de 2023 e milhões de crianças foram deslocadas das suas casas, “muitas vezes forçadas a fugir apenas com a roupa que vestiam”. Grande parte encontra-se em campos de deslocados sobrelotados.
Eva Hinds lamentou ainda que a crise sudanesa seja pouco noticiada pelos meios de comunicação e que a região continue sem receber capital suficiente de forma a atenuar os efeitos do conflito - situação que resulta em “milhões de crianças desprotegidas, sem educação e sem acesso a serviços básicos”.
A entrega de ajuda humanitária enfrenta obstáculos significativos num país descrito como “enorme” e com infraestruturas “profundamente destruídas” após quase três anos de guerra. “Pontes e estradas foram destruídas, há escassez de combustível e as comunicações são extremamente instáveis, o que dificulta o transporte da ajuda”, explicou à agência Lusa.
A estes constrangimentos juntam-se entraves burocráticos e riscos de segurança. “São necessárias diferentes autorizações para atravessar zonas de conflito, o que exige negociações constantes. Existe insegurança, pilhagens e confrontos armados, tornando a entrega de ajuda muito difícil e, por vezes, extremamente perigosa”, acrescentou.
Os conflitos no Sudão iniciaram-se a 15 de abril de 2023 e milhões de crianças foram deslocadas das suas casas, “muitas vezes forçadas a fugir apenas com a roupa que vestiam”. Grande parte encontra-se em campos de deslocados sobrelotados.