UNITA denuncia campanha "falaciosa" para desacreditar Isaías Samakuva
O Comité Permanente da UNITA criticou hoje a "propaganda falaciosa e danosa" do MPLA, defendendo a "inquestionável" integridade moral e ética de Isaías Samakuva, na sequência do caso do alegado filho do líder da UNITA que aderiu ao MPLA.
"A pretensão do MPLA em dilatar números de militantes com anúncios de virtuais adesões (Ó) não lhe dá o direito de pôr em causa regras universais da democracia", refere um comunicado da direcção da UNITA enviado à Lusa.
Nesse sentido, o Comité Permanente do maior partido da oposição angolana "denuncia com veemência e repulsa o reeditar da propaganda falaciosa e danosa promovida pelo MPLA para desacreditar o líder da UNITA, Isaías Samakuva, cuja integridade moral e ética é inquestionável".
A polémica começou a 09 de Outubro, quando o Jornal de Angola, único diário do país, publicou uma notícia intitulada +Filho de Samakuva adere ao MPLA+.
Nessa noticia era referido que Charles Wandalika Henriques, 29 anos, alegado filho do líder da UNITA, tinha sido apresentado como novo membro do MPLA numa cerimónia realizada em Menongue, capital da província do Cuando Cubango, no leste de Angola.
Isaías Samakuva reagiu nesse mesmo dia, afirmando aos jornalistas que não tem nenhum filho com esse nome, além de recordar que a adesão de Charles Wandalika ao MPLA já tinha sido noticiada em 2001, quando se entregou às forças governamentais, abandonando uma zona controlada pela UNITA.
Nos últimos dias, o Jornal de Angola voltou ao assunto, primeiro para anunciar o resultado de uma investigação jornalística que concluiu que Charles Wandalika não é filho, mas sobrinho de Samakuva, depois para publicar declarações do jovem, nas quais reafirma ser filho do líder da UNITA.
No comunicado hoje emitido, o Comité Permanente da UNITA acusa o MPLA de "inventar de forma indecorosa um suposto filho" de Isaías Samakuva, acrescentando que Charles Wandalika é "filho de David Kapienje e Teresa Kapienje".
"Golpes baixos não podem fazer parte do jogo político de uma Angola que se quer digna, onde seus filhos devem assumir o seu destino com seriedade, responsabilidade, respeitabilidade moral, cívica e ética", conclui o comunicado da direcção da UNITA.