Urnas encerram em São Tomé e Príncipe, CPLP destaca ambiente calmo

Urnas encerram em São Tomé e Príncipe, CPLP destaca ambiente calmo

As assembleias de voto em São Tomé e Príncipe encerraram hoje pelas 17:00 (18:00 em Lisboa), com a missão de observação eleitoral da CPLP a destacar o ambiente calmo vivido nas eleições legislativas, locais e regional.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Guilherme Neto - Reuters

A abertura das assembleias de voto e a votação ao longo do dia decorreu normalmente e de forma pacífica, afirmou o chefe da missão da observação eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que esteve presente no encerramento das urnas numa das escolas da capital.

O ex-primeiro-ministro da Guiné Equatorial Vicente Ehate Tomi expressou o desejo que o mesmo aconteça durante o apuramento dos resultados e sublinhou mesmo que foram registadas melhorias no processo eleitoral desde as últimas presidenciais, em julho.

Vicente Ehate Tomi chefia a missão de observação da CPLP, organização formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

A missão de observação eleitoral da União Europeia é novamente chefiada pelo eurodeputado português Sérgio Humberto, enquanto a delegação do Parlamento Europeu - uma novidade em relação ao anterior ato eleitoral - é liderada por Ana Catarina Mendes e integra a também eurodeputada Catarina Martins.

Além de observadores da CPLP e da EU, estão presentes os da União Africana, dos países do G7+, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).

Às eleições de hoje concorrem quatro partidos com assento parlamentar: Ação Democrática Independente (ADI); Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP); a coligação Movimento de Cidadão Independentes/Partido de Unidade Nacional (MCI-PUN); e o Movimento Basta.

Outros três partidos sem assento parlamentar vão a votos: o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e o recém-criado Movimento Político Nossa Terra.

Para as legislativas estão em disputa 55 assentos da Assembleia Nacional e estão inscritos mais de 146 mil eleitores, um aumento de quase quatro mil em relação às eleições presidenciais de 19 de julho, quando foi reeleito Carlos Vila Nova, à primeira volta.

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