Urnas encerram, sete mortos durante período eleitoral no Egipto

As urnas fecharam hoje no Egipto, pondo termo a uma maratona eleitoral para as legislativas, iniciada no passado 09 de Novembro, que se saldou na morte de sete pessoas.

Agência LUSA /

Segundo fonte médica, uma quarta pessoa morreu hoje no norte do Egipto, depois do fecho das urnas.

A Irmandade Muçulmana, principal força da oposição ilegalizada desde 1954, também afirmou que quatro pessoas morreram nos confrontos registados entre a polícia e eleitores em vários locais do norte do país.

Três pessoas morreram em Damieta (costa do Mediterrâneo) e um quarto em Sharqia, norte do Cairo, disse Mohamed Habib, "número dois" da Irmandade Muçulmana.

"Estas quatro pessoas morreram devido à violência da polícia, que utilizou bastões, gás lacrimogéneo, balas de borracha e munições para impedir os eleitores de votarem", acrescentou.

As autoridades egípcias reconheceram a existência de dois mortos em Damieta.

Habib disse também que cerca de 900 pessoas ficaram feridas em várias províncias, onde hoje se realizou a segunda volta da terceira fase das legislativas.

Desde o início das legislativas, a 09 de Novembro, já morreram sete pessoas em confrontos.

Hoje, no último dia das legislativas, marcadas pela violência, irregularidades e reforço da principal força da oposição Irmandade Muçulmana, foram eleitos os restantes 127 deputados dos 454 que compõem a Assembleia Nacional.

PUB