Urnas fecham em São Tomé e Príncipe. Fraca mobilização e dois boicotes nas presidenciais
Terminou a votação nas eleições presidenciais de São Tomé e Príncipe e, nesta altura, já decorre a contagem dos votos. O dia ficou marcado por alguns incidentes, como um ciberataque ao portal da Comissão Eleitoral Nacional.
As urnas nas mais de 350 assembleias de voto encerraram às 18h00 (19h00 em Lisboa) nas eleições presidenciais são-tomenses deste domingo que ficaram marcadas pela reduzida mobilização do eleitorado e por dois boicotes eleitorais.
Ainda sem números globais, a comissão eleitoral sublinhou, a menos de duas horas do fecho das urnas, a fraca afluência, dando como exemplo uma das maiores assembleias de voto na capital de São Tomé e Príncipe, onde teriam votado até meio da tarde menos de um terço dos eleitores inscritos.
As presidenciais ficaram marcadas desde cedo por dois boicotes eleitorais, a sul de São Tomé, no Ilhéu das Rolas e em Praia de Messias Alves.
Junto às mesas de voto, delegados, observadores e alguns populares lamentavam a fraca afluência, lembrando outros atos eleitorais em que se formaram filas e as assembleias de voto foram obrigadas a distribuir senhas para garantir que todos votassem.
As eleições, que decorreram de forma pacífica, segundo a autoridade eleitoral de diversas missões de observação, foram ainda assim marcadas por outros incidentes: uma tentativa de assalto informático à base de dados eleitoral, a difusão de falsas notícias por alguns candidatos (que a CEN preferiu não nomear) e pelo `sequestro` à página na rede social Facebook do Presidente da República, na sexta-feira, sem que Carlos Vila Nova tenha ainda recuperado o seu controlo.
Segundo a CEN, estavam previstas 358 assembleias de voto para estas eleições, 287 em São Tomé e Príncipe (distribuídas por seis distritos em São Tomé e pela Região Autónoma do Príncipe) e as restantes pela Europa (32 em Portugal) e 14 em quatro países africanos.
Mais de 142 mil eleitores foram chamados hoje a escolher o próximo Presidente de São Tomé e Príncipe, numas eleições marcadas pela crispação política, mas sem registo de incidentes de maior.
Quatro candidatos disputam as eleições presidenciais, cujo fecho das urnas está previsto para as 18:00.
O atual Presidente, Carlos Vila Nova, tem como principal adversário Nito d`Abreu.
Eugénio Tiny e Miques João são os outros dois candidatos, mas não contam com qualquer apoio partidário e a sua campanha eleitoral foi praticamente inexistente.
Jorge Bom Jesus chegou a oficializar a sua candidatura, mas anunciou a sua desistência, ainda que fora do prazo legal. Ou seja, consta do boletim, mas, qualquer voto no candidato será considerado nulo.
Para a observação das eleições presidenciais de domingo em São Tomé e Príncipe encontram-se no terreno várias missões internacionais, nomeadamente da União Europeia, da União Africana, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), dos países do G-7+, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e ainda da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).
Segundo a CEN, os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.
C/Lusa