Urnas fecham em São Tomé e Príncipe. Fraca mobilização e dois boicotes nas presidenciais

Urnas fecham em São Tomé e Príncipe. Fraca mobilização e dois boicotes nas presidenciais

Terminou a votação nas eleições presidenciais de São Tomé e Príncipe e, nesta altura, já decorre a contagem dos votos. O dia ficou marcado por alguns incidentes, como um ciberataque ao portal da Comissão Eleitoral Nacional.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Guilherme Neto - Reuters

As urnas nas mais de 350 assembleias de voto encerraram às 18h00 (19h00 em Lisboa) nas eleições presidenciais são-tomenses deste domingo que ficaram marcadas pela reduzida mobilização do eleitorado e por dois boicotes eleitorais.

Ainda sem números globais, a comissão eleitoral sublinhou, a menos de duas horas do fecho das urnas, a fraca afluência, dando como exemplo uma das maiores assembleias de voto na capital de São Tomé e Príncipe, onde teriam votado até meio da tarde menos de um terço dos eleitores inscritos.

As presidenciais ficaram marcadas desde cedo por dois boicotes eleitorais, a sul de São Tomé, no Ilhéu das Rolas e em Praia de Messias Alves.

Junto às mesas de voto, delegados, observadores e alguns populares lamentavam a fraca afluência, lembrando outros atos eleitorais em que se formaram filas e as assembleias de voto foram obrigadas a distribuir senhas para garantir que todos votassem.

As eleições, que decorreram de forma pacífica, segundo a autoridade eleitoral de diversas missões de observação, foram ainda assim marcadas por outros incidentes: uma tentativa de assalto informático à base de dados eleitoral, a difusão de falsas notícias por alguns candidatos (que a CEN preferiu não nomear) e pelo `sequestro` à página na rede social Facebook do Presidente da República, na sexta-feira, sem que Carlos Vila Nova tenha ainda recuperado o seu controlo.

Segundo a CEN, estavam previstas 358 assembleias de voto para estas eleições, 287 em São Tomé e Príncipe (distribuídas por seis distritos em São Tomé e pela Região Autónoma do Príncipe) e as restantes pela Europa (32 em Portugal) e 14 em quatro países africanos.

Mais de 142 mil eleitores foram chamados hoje a escolher o próximo Presidente de São Tomé e Príncipe, numas eleições marcadas pela crispação política, mas sem registo de incidentes de maior.

Quatro candidatos disputam as eleições presidenciais, cujo fecho das urnas está previsto para as 18:00.

O atual Presidente, Carlos Vila Nova, tem como principal adversário Nito d`Abreu.

Eugénio Tiny e Miques João são os outros dois candidatos, mas não contam com qualquer apoio partidário e a sua campanha eleitoral foi praticamente inexistente.

Jorge Bom Jesus chegou a oficializar a sua candidatura, mas anunciou a sua desistência, ainda que fora do prazo legal. Ou seja, consta do boletim, mas, qualquer voto no candidato será considerado nulo.

Para a observação das eleições presidenciais de domingo em São Tomé e Príncipe encontram-se no terreno várias missões internacionais, nomeadamente da União Europeia, da União Africana, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), dos países do G-7+, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e ainda da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).

Segundo a CEN, os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.

C/Lusa

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