Mundo
Vaga de atentados faz mais de 160 mortos na Nigéria
Uma série de ataques à bomba provocou mais de centena e meia de mortos em Kano, no norte da Nigéria. Os rebeldes islamitas do Boko Haram reivindicaram a autoria dos atentados, alegando que foram uma retaliação pela recusa das autoridades em libertar membros do grupo detidos na prisão. O governo nigeriano decretou um recolher obrigatório de 24 horas na cidade de mais de nove milhões de habitantes.
Os atentados, que algumas testemunhas dizem terem sido obra de bombistas suicidas, ocorreram na sexta-feira e foram coordenados entre si. Os alvos foram cinco edifícios da polícia, dois escritórios das autoridades de emigração e a sede local da polícia secreta nigeriana.
O governo respondeu enviado para a rua centenas de militares e policias e, sábado à tarde, continuava a haver relatos de tiroteios em alguns pontos da cidade.
A verdadeira dimensão do massacre só foi sendo conhecida à medida que passavam as horas.
Depois de, inicialmente, a polícia ter indicado que havia duas vítimas mortais, o número oficial de mortos rapidamente subiu para sete e, à hora em que este artigo é escrito, o número de vítimas indicado por fontes hospitalares ascende a 162, o que, a confirmar-se, torna esta vaga de atentados na mais sangrenta cometida até agora pelo Boko Haram.
Boko Haram: “A educação ocidental é sacrilégio” Esta organização cujo nome na língua Hausa, se pode traduzir por “a educação ocidental é sacrilégio” foi formada em 2002 e luta para implantar a "sharia", ou lei islâmica, em toda a Nigéria, cuja população de 160 milhões se divide entre o norte, predominantemente muçulmano, e o sul onde predominam o Cristianismo e as religiões tradicionais.
A primeira vez que o Boko Haram ocupou as primeiras páginas dos jornais foi em 2009, quando os seus seguidores levaram a cabo uma série de ataques contra edifícios da polícia e do governo em Maiduguri. Na sequência destas ações, as autoridades desencadearam uma vaga de repressão em que morreram centenas de pessoas.
Mais recentemente o grupo efetuou ataques bombistas contra igrejas, e ataques a tiro na via pública contra alvos governamentais, no norte da Nigéria, que provocaram dezenas de mortos e levaram à fuga de muitas pessoas.
Ao todo julga-se que o Boko Haram tenha sido responsável pelo menos, por 510 mortes só no ano passado. Desde o início de 2012 e contando com os últimos atentados o grupo terá já matado 219 pessoas.
O governo respondeu enviado para a rua centenas de militares e policias e, sábado à tarde, continuava a haver relatos de tiroteios em alguns pontos da cidade.
A verdadeira dimensão do massacre só foi sendo conhecida à medida que passavam as horas.
Depois de, inicialmente, a polícia ter indicado que havia duas vítimas mortais, o número oficial de mortos rapidamente subiu para sete e, à hora em que este artigo é escrito, o número de vítimas indicado por fontes hospitalares ascende a 162, o que, a confirmar-se, torna esta vaga de atentados na mais sangrenta cometida até agora pelo Boko Haram.
Boko Haram: “A educação ocidental é sacrilégio” Esta organização cujo nome na língua Hausa, se pode traduzir por “a educação ocidental é sacrilégio” foi formada em 2002 e luta para implantar a "sharia", ou lei islâmica, em toda a Nigéria, cuja população de 160 milhões se divide entre o norte, predominantemente muçulmano, e o sul onde predominam o Cristianismo e as religiões tradicionais.
A primeira vez que o Boko Haram ocupou as primeiras páginas dos jornais foi em 2009, quando os seus seguidores levaram a cabo uma série de ataques contra edifícios da polícia e do governo em Maiduguri. Na sequência destas ações, as autoridades desencadearam uma vaga de repressão em que morreram centenas de pessoas.
Mais recentemente o grupo efetuou ataques bombistas contra igrejas, e ataques a tiro na via pública contra alvos governamentais, no norte da Nigéria, que provocaram dezenas de mortos e levaram à fuga de muitas pessoas.
Ao todo julga-se que o Boko Haram tenha sido responsável pelo menos, por 510 mortes só no ano passado. Desde o início de 2012 e contando com os últimos atentados o grupo terá já matado 219 pessoas.