Mundo
Guerra no Médio Oriente
Vance assegura que EUA estão a "fazer progressos" nas negociações com o Irão
Washington acredita que a via diplomática ainda é possível e que estão a ser feitos progressos no sentido de pôr fim à guerra no Irão.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse na quarta-feira acreditar que estão a ser feitos progressos nas negociações com o Irão para pôr fim às hostilidades, depois de o presidente Donald Trump ter rejeitado a última proposta de Teerão por considerá-la inaceitável.
"Penso que estamos a fazer progressos. A questão fundamental é: estamos a fazer progressos suficientes para satisfazer a linha vermelha do presidente?", disse Vance aos jornalistas na Casa Branca.
"E a linha vermelha é muito simples. Ele precisa de ter a certeza que implementámos uma série de proteções para que o Irão nunca venha a ter uma arma nuclear", explicou.
“É essa a questão. Vamos atingir esse limiar ou não? Penso que fizemos muitos progressos desde que deixámos o Paquistão, penso que fizemos muitos progressos no Paquistão, mas fizemos mais desde então”, assegurou o vice-presidente.
JD Vance afirmou que o objetivo é “poder encarar o povo americano e dizer com confiança que não terão de se preocupar se este regime tão perigoso terá acesso às armas mais perigosas do mundo”.
“Há muitas maneiras de alcançar esse objetivo. O presidente lançou-nos numa via diplomática por agora e é nisso que estou concentrado”, acrescentou. Israel e Líbano voltam a tentar aproximação em Washington
Negociadores israelitas e libaneses reúnem-se a partir desta quinta-feira em Washington, a poucos dias do fim de um cessar-fogo durante o qual Israel prosseguiu com os seus ataques, causando centenas de mortos.
Ainda esta manhã o Exército israelita anunciou novos ataques contra o Hezbollah pró-iraniano no sul do país, após ter ordenado a evacuação de oito aldeias.
Numa mensagem publicada na noite de quarta-feira, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros avisou que "aqueles que se aliam a Israel para semear a discórdia serão responsabilizados", após o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter revelado uma alegada visita secreta aos Emirados Árabes Unidos.
Abbas Araghchi declarou nas redes sociais que "Netanyahu revelou agora publicamente o que os serviços de segurança iranianos já tinham confirmado há algum tempo". "Inimizade com o grande povo do Irão é uma aposta insensata. Conluio com Israel a este respeito: imperdoável", afirmou Araghchi.
Horas antes, o gabinete de Netanyahu anunciou que o primeiro-ministro visitara secretamente os Emirados durante a ofensiva israelo-norte-americana contra o Irão, tendo sido recebido pelo presidente, o xeque Mohammed bin Zayed Al-Nahyan.
"Em pleno decurso da operação [militar], o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, efetuou uma visita secreta aos Emirados Árabes Unidos", indicou um comunicado oficial.
Pouco depois, o Governo dos Emirados desmentiu, num comunicado, "as informações que circulam sobre uma alegada visita do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, aos Emirados ou a receção de qualquer delegação militar israelita no país".
c/ Lusa
"Penso que estamos a fazer progressos. A questão fundamental é: estamos a fazer progressos suficientes para satisfazer a linha vermelha do presidente?", disse Vance aos jornalistas na Casa Branca.
"E a linha vermelha é muito simples. Ele precisa de ter a certeza que implementámos uma série de proteções para que o Irão nunca venha a ter uma arma nuclear", explicou.
“É essa a questão. Vamos atingir esse limiar ou não? Penso que fizemos muitos progressos desde que deixámos o Paquistão, penso que fizemos muitos progressos no Paquistão, mas fizemos mais desde então”, assegurou o vice-presidente.
JD Vance afirmou que o objetivo é “poder encarar o povo americano e dizer com confiança que não terão de se preocupar se este regime tão perigoso terá acesso às armas mais perigosas do mundo”.
“Há muitas maneiras de alcançar esse objetivo. O presidente lançou-nos numa via diplomática por agora e é nisso que estou concentrado”, acrescentou. Israel e Líbano voltam a tentar aproximação em Washington
Negociadores israelitas e libaneses reúnem-se a partir desta quinta-feira em Washington, a poucos dias do fim de um cessar-fogo durante o qual Israel prosseguiu com os seus ataques, causando centenas de mortos.
Ainda esta manhã o Exército israelita anunciou novos ataques contra o Hezbollah pró-iraniano no sul do país, após ter ordenado a evacuação de oito aldeias.
O encontro em Washington será o terceiro entre representantes israelitas e libaneses.
No último, a 23 de abril, também acolhido pelos EUA, o presidente Donald Trump anunciou uma prorrogação de três semanas da trégua e expressou a esperança de uma aproximação histórica entre os dois vizinhos do Médio Oriente.
Teerão deixa ameaça após alegada viagem de Netanyahu aos EmiradosNuma mensagem publicada na noite de quarta-feira, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros avisou que "aqueles que se aliam a Israel para semear a discórdia serão responsabilizados", após o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter revelado uma alegada visita secreta aos Emirados Árabes Unidos.
Abbas Araghchi declarou nas redes sociais que "Netanyahu revelou agora publicamente o que os serviços de segurança iranianos já tinham confirmado há algum tempo". "Inimizade com o grande povo do Irão é uma aposta insensata. Conluio com Israel a este respeito: imperdoável", afirmou Araghchi.
Horas antes, o gabinete de Netanyahu anunciou que o primeiro-ministro visitara secretamente os Emirados durante a ofensiva israelo-norte-americana contra o Irão, tendo sido recebido pelo presidente, o xeque Mohammed bin Zayed Al-Nahyan.
"Em pleno decurso da operação [militar], o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, efetuou uma visita secreta aos Emirados Árabes Unidos", indicou um comunicado oficial.
Pouco depois, o Governo dos Emirados desmentiu, num comunicado, "as informações que circulam sobre uma alegada visita do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, aos Emirados ou a receção de qualquer delegação militar israelita no país".
c/ Lusa