Mundo
Guerra na Ucrânia
Várias regiões russas e ucranianas sem energia após troca de ataques
Ataques russos danificaram duas instalações energéticas na região de Chernihiv, no norte da Ucrânia, deixando cerca de 212 mil consumidores sem energia. Já na Rússia, quase meio milhão de pessoas ficaram sem eletricidade região de Belgorod, depois de drones ucranianos terem atingido as infraestruturas energéticas.
A Chernihivoblenergo, empresa de distribuição de eletricidade, revelou que quase 150 mil consumidores na cidade de Chernihiv e no distrito vizinho ficaram sem energia depois de um ataque russo ter danificado uma instalação energética no distrito de Chernihiv.
Mais tarde, a empresa acrescentou que cerca de 62 mil consumidores ficaram sem energia em outros três distritos da região após um ataque a uma instalação de energia no distrito de Nizhynskyi.
A Força Aérea da Ucrânia informou que a Rússia lançou 147 drones contra o país durante a noite, dos quais 121 foram abatidos ou neutralizados.A Rússia tem atacado instalações energéticas ucranianas ao longo da guerra, causando apagões regulares de várias horas em todo o país. A Ucrânia tem também atacado o sistema energético russo, particularmente as refinarias de petróleo, os depósitos e os terminais de transporte.
Cherniv foi gravemente afetada pelos cortes de energia durante o Inverno, enquanto a Rússia realizava a sua maior campanha de bombardeamentos dos quatro anos de guerra contra a rede elétrica da Ucrânia.
Um ataque anterior deixou grande parte da região sem energia no sábado.
Cerca de 21 mil residentes da cidade de Slavutych, localizada na região vizinha de Kiev, também ficaram temporariamente sem energia após um ataque na manhã de sábado, informou o governador regional pelo Telegram.
O governador acrescentou que a infraestrutura crítica passou a utilizar fontes de energia de reserva.
O governador da região russa de Belgorod, Vyacheslav Gladkov, afirmou que os cortes de energia afetaram cerca de 450 mil pessoas em vários distritos, incluindo a capital regional, Belgorod, e muitos residentes enfrentam também interrupções no fornecimento de água e aquecimento.A previsão é que as temperaturas noturnas em Belgorod nos próximos dias rondem os zero graus Celsius.
Gladkov disse que os trabalhos de reparação já começaram, mas que levarão vários dias a serem concluídos e qua a “infraestrutura sofreu danos significativos”.
Belgorod, que fica a cerca de 40 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, tem sido um alvo frequente de ataques de drones e mísseis ucranianos nos quatro anos desde que a Rússia invadiu o seu vizinho.Quase 400 drones ucranianos abatidos
A Rússia anunciou esta quarta-feira que abateu 389 drones ucranianos na noite de terça para quarta-feira, um dos maiores ataques lançados por Kiev em mais de quatro anos de ofensiva russa. O ataque atingiu um importante porto no golfo da Finlândia, longe das linhas da frente.A Ucrânia intensificou os seus ataques contra a Rússia nas últimas semanas, que bombardeia o país diariamente desde fevereiro de 2022. Segundo Kiev, a Ucrânia disparou quase mil drones em 24 horas na terça-feira.
Entre as 20h00 GMT (mesma hora em Lisboa) de terça-feira e as 4h00 GMT de quarta-feira, "os sistemas de defesa aérea intercetaram e destruíram 389 drones ucranianos", principalmente sobre as regiões de Bryansk, Belgorod e Kursk, que fazem fronteira com a Ucrânia, disse o Ministério russo da Defesa em comunicado.
Os ataques ucranianos atingiram também a região de Moscovo, bem como a região de Leninegrado, onde foi atingido o importante porto de Ust-Luga, no Golfo da Finlândia.
"Está a ser controlado um incêndio no porto de Ust-Luga", disse o governador da região, Alexander Drozdenko. Segundo disse, não houve vítimas até ao momento, sem especificar qual a área da região portuária que foi afetada pelos ataques com drones ucranianos.O porto de Ust-Luga, no Golfo da Finlândia e que faz fronteira com a costa da Estónia, é um importante centro para as exportações russas de fertilizantes, petróleo e carvão, entre outras mercadorias.
Em Kronstadt, que alberga uma base naval russa na região de Leninegrado, vários edifícios foram atingidos por um ataque de drone, disse o governador de São Petersburgo, Alexander Beglov.
"As janelas de vários edifícios residenciais foram parcialmente danificadas", disse, garantindo que "ninguém ficou ferido".
Na segunda-feira, a Ucrânia já tinha atacado o porto de Primorsk, localizado perto da fronteira com a Finlândia, provocando um incêndio.
“Depravação absoluta”
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou na noite de terça-feira a "depravação absoluta" da Rússia após os ataques ocorridos em todo o país, particularmente no centro histórico da cidade de Lviv, no oeste do país, onde várias pessoas ficaram feridas e um complexo do século XVII foi danificado.
"A dimensão deste ataque demonstra claramente que a Rússia não tem absolutamente nenhuma intenção de pôr fim a esta guerra", acrescentou Zelensky, prometendo que Kiev "certamente responderá a qualquer ataque". As negociações entre Kiev e Moscovo, mediadas pelos EUA e com o objetivo de pôr fim ao conflito mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, foram suspensas devido à guerra no Médio Oriente.
Um novo encontro entre negociadores de Kiev e enviados dos EUA decorreu no passado fim de semana nos Estados Unidos, numa tentativa de reativar o processo diplomático.
Mais tarde, a empresa acrescentou que cerca de 62 mil consumidores ficaram sem energia em outros três distritos da região após um ataque a uma instalação de energia no distrito de Nizhynskyi.
A Força Aérea da Ucrânia informou que a Rússia lançou 147 drones contra o país durante a noite, dos quais 121 foram abatidos ou neutralizados.A Rússia tem atacado instalações energéticas ucranianas ao longo da guerra, causando apagões regulares de várias horas em todo o país. A Ucrânia tem também atacado o sistema energético russo, particularmente as refinarias de petróleo, os depósitos e os terminais de transporte.
Cherniv foi gravemente afetada pelos cortes de energia durante o Inverno, enquanto a Rússia realizava a sua maior campanha de bombardeamentos dos quatro anos de guerra contra a rede elétrica da Ucrânia.
Um ataque anterior deixou grande parte da região sem energia no sábado.
Cerca de 21 mil residentes da cidade de Slavutych, localizada na região vizinha de Kiev, também ficaram temporariamente sem energia após um ataque na manhã de sábado, informou o governador regional pelo Telegram.
O governador acrescentou que a infraestrutura crítica passou a utilizar fontes de energia de reserva.
Perto de meio milhão sem energia em Belgorod
O governador da região russa de Belgorod, Vyacheslav Gladkov, afirmou que os cortes de energia afetaram cerca de 450 mil pessoas em vários distritos, incluindo a capital regional, Belgorod, e muitos residentes enfrentam também interrupções no fornecimento de água e aquecimento.A previsão é que as temperaturas noturnas em Belgorod nos próximos dias rondem os zero graus Celsius.
Gladkov disse que os trabalhos de reparação já começaram, mas que levarão vários dias a serem concluídos e qua a “infraestrutura sofreu danos significativos”.
Belgorod, que fica a cerca de 40 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, tem sido um alvo frequente de ataques de drones e mísseis ucranianos nos quatro anos desde que a Rússia invadiu o seu vizinho.Quase 400 drones ucranianos abatidos
A Rússia anunciou esta quarta-feira que abateu 389 drones ucranianos na noite de terça para quarta-feira, um dos maiores ataques lançados por Kiev em mais de quatro anos de ofensiva russa. O ataque atingiu um importante porto no golfo da Finlândia, longe das linhas da frente.A Ucrânia intensificou os seus ataques contra a Rússia nas últimas semanas, que bombardeia o país diariamente desde fevereiro de 2022. Segundo Kiev, a Ucrânia disparou quase mil drones em 24 horas na terça-feira.
Entre as 20h00 GMT (mesma hora em Lisboa) de terça-feira e as 4h00 GMT de quarta-feira, "os sistemas de defesa aérea intercetaram e destruíram 389 drones ucranianos", principalmente sobre as regiões de Bryansk, Belgorod e Kursk, que fazem fronteira com a Ucrânia, disse o Ministério russo da Defesa em comunicado.
Os ataques ucranianos atingiram também a região de Moscovo, bem como a região de Leninegrado, onde foi atingido o importante porto de Ust-Luga, no Golfo da Finlândia.
"Está a ser controlado um incêndio no porto de Ust-Luga", disse o governador da região, Alexander Drozdenko. Segundo disse, não houve vítimas até ao momento, sem especificar qual a área da região portuária que foi afetada pelos ataques com drones ucranianos.O porto de Ust-Luga, no Golfo da Finlândia e que faz fronteira com a costa da Estónia, é um importante centro para as exportações russas de fertilizantes, petróleo e carvão, entre outras mercadorias.
Em Kronstadt, que alberga uma base naval russa na região de Leninegrado, vários edifícios foram atingidos por um ataque de drone, disse o governador de São Petersburgo, Alexander Beglov.
"As janelas de vários edifícios residenciais foram parcialmente danificadas", disse, garantindo que "ninguém ficou ferido".
Na segunda-feira, a Ucrânia já tinha atacado o porto de Primorsk, localizado perto da fronteira com a Finlândia, provocando um incêndio.
“Depravação absoluta”
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou na noite de terça-feira a "depravação absoluta" da Rússia após os ataques ocorridos em todo o país, particularmente no centro histórico da cidade de Lviv, no oeste do país, onde várias pessoas ficaram feridas e um complexo do século XVII foi danificado.
"A dimensão deste ataque demonstra claramente que a Rússia não tem absolutamente nenhuma intenção de pôr fim a esta guerra", acrescentou Zelensky, prometendo que Kiev "certamente responderá a qualquer ataque". As negociações entre Kiev e Moscovo, mediadas pelos EUA e com o objetivo de pôr fim ao conflito mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, foram suspensas devido à guerra no Médio Oriente.
Um novo encontro entre negociadores de Kiev e enviados dos EUA decorreu no passado fim de semana nos Estados Unidos, numa tentativa de reativar o processo diplomático.
Mas o presidente ucraniano lamentou no domingo, após o final da reunião, que "a situação em torno do Irão" fosse "o foco principal do lado americano".
c/ agências