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Vaticano autoriza bênção a casais do mesmo sexo sob certas condições
Numa decisão histórica aprovada pelo papa Francisco, o Vaticano anunciou que os padres católicos vão passar a poder dar a bênção a casais do mesmo sexo, desde que não faça parte de "qualquer tipo de ritual litúrgico", sem "roupas, gestos ou palavras típicas de um casamento".
Num documento publicado na página oficial do Vaticano, é anunciado que a Igreja passará a autorizar bênçãos a casais do mesmo sexo e "em situação irregular", mas mantém-se firme na sua oposição ao casamento homossexual.
O documento do Dicastério para a Doutrina da Fé, aprovado pelo papa Francisco, declara que os padres devem decidir caso a caso e “não devem impedir ou proibir a proximidade da Igreja às pessoas em todas as situações em que possam procurar a ajuda de Deus através de uma simples bênção”.
No entanto, o Vaticano salienta que “esta declaração permanece firme na doutrina tradicional da Igreja a respeito do casamento, não admitindo qualquer tipo de rito litúrgico ou bênçãos semelhantes a um rito litúrgico que possa criar confusão”.
No documento, o Vaticano explica que, desta forma, a Igreja vai “abençoar os casais em situação irregular e os casais do mesmo sexo, sem validar oficialmente o seu estatuto nem modificar de forma alguma o ensinamento perene da Igreja sobre o matrimónio”.
Esta bênção “nunca será realizada ao mesmo tempo que as cerimónias de união civil ou mesmo em conexão com elas. Nem com roupas, gestos ou palavras típicas de um casamento”, esclarece a declaração. Em vez disso, a bênção pode enquadrar-se “numa visita a um santuário, um encontro com um sacerdote, uma oração recitada em grupo ou durante uma peregrinação”.
Apesar de esta declaração não significar a aprovação do casamento homossexual, esta é uma decisão histórica, dado que é a primeira vez que a Igreja abre caminho à bênção dos casais do mesmo sexo - um tema polémico dentro da Igreja devido à forte oposição da sua ala conservadora, em particular nos Estados Unidos. Apesar do não reconhecimento da Santa Sé, a bênção de casais do mesmo sexo já era praticada até agora por alguns padres, nomeadamente na Bélgica e na Alemanha.
A declaração é conhecida seis semanas após o encerramento da Assembleia Geral do Sínodo para o Futuro da Igreja Católica, uma reunião consultiva global durante a qual bispos, mulheres e leigos debateram questões sociais como o acolhimento de pessoas LGBT+ ou pessoas divorciadas e com mais do que um casamento.
Em resposta a questões apresentadas por cinco cardeais conservadores no início de um sínodo de bispos no Vaticano, em outubro, o papa Francisco já tinha dado a entender que esta decisão iria ser aprovada em breve.
Desde a sua eleição em 2013, Francisco tem tentado tornar a Igreja mais inclusiva e acolhedora para as pessoas LGBT, sem, no entanto, mudar a doutrina moral sobre a relação entre pessoas do mesmo sexo.
O documento foi assinado pelo cardeal Victor Manuel Fernandez, chefe do Dicastério para a Doutrina da Fé do Vaticano, e aprovado pelo chefe da Igreja Católica em audiência privada com Fernandez e outro funcionário do escritório doutrinário, na manhã desta segunda-feira.
O documento do Dicastério para a Doutrina da Fé, aprovado pelo papa Francisco, declara que os padres devem decidir caso a caso e “não devem impedir ou proibir a proximidade da Igreja às pessoas em todas as situações em que possam procurar a ajuda de Deus através de uma simples bênção”.
No entanto, o Vaticano salienta que “esta declaração permanece firme na doutrina tradicional da Igreja a respeito do casamento, não admitindo qualquer tipo de rito litúrgico ou bênçãos semelhantes a um rito litúrgico que possa criar confusão”.
No documento, o Vaticano explica que, desta forma, a Igreja vai “abençoar os casais em situação irregular e os casais do mesmo sexo, sem validar oficialmente o seu estatuto nem modificar de forma alguma o ensinamento perene da Igreja sobre o matrimónio”.
Esta bênção “nunca será realizada ao mesmo tempo que as cerimónias de união civil ou mesmo em conexão com elas. Nem com roupas, gestos ou palavras típicas de um casamento”, esclarece a declaração. Em vez disso, a bênção pode enquadrar-se “numa visita a um santuário, um encontro com um sacerdote, uma oração recitada em grupo ou durante uma peregrinação”.
Apesar de esta declaração não significar a aprovação do casamento homossexual, esta é uma decisão histórica, dado que é a primeira vez que a Igreja abre caminho à bênção dos casais do mesmo sexo - um tema polémico dentro da Igreja devido à forte oposição da sua ala conservadora, em particular nos Estados Unidos. Apesar do não reconhecimento da Santa Sé, a bênção de casais do mesmo sexo já era praticada até agora por alguns padres, nomeadamente na Bélgica e na Alemanha.
A declaração é conhecida seis semanas após o encerramento da Assembleia Geral do Sínodo para o Futuro da Igreja Católica, uma reunião consultiva global durante a qual bispos, mulheres e leigos debateram questões sociais como o acolhimento de pessoas LGBT+ ou pessoas divorciadas e com mais do que um casamento.
Em resposta a questões apresentadas por cinco cardeais conservadores no início de um sínodo de bispos no Vaticano, em outubro, o papa Francisco já tinha dado a entender que esta decisão iria ser aprovada em breve.
Desde a sua eleição em 2013, Francisco tem tentado tornar a Igreja mais inclusiva e acolhedora para as pessoas LGBT, sem, no entanto, mudar a doutrina moral sobre a relação entre pessoas do mesmo sexo.
O documento foi assinado pelo cardeal Victor Manuel Fernandez, chefe do Dicastério para a Doutrina da Fé do Vaticano, e aprovado pelo chefe da Igreja Católica em audiência privada com Fernandez e outro funcionário do escritório doutrinário, na manhã desta segunda-feira.