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Vaticano não tem dúvida de abusos de ex-padre em Timor-Leste
O Vaticano "não tem qualquer dúvida" de que um ex-padre norte-americano acusado de pedofilia em Timor-Leste é culpado, aplicando-lhe a sentença "inapelável" de expulsão do sacerdócio, disse o representante da Santa Sé.
"Não há nenhuma dúvida para a Igreja de que ele é culpado de abusos sexuais contra menores, reconhecidos pela Congregação da Doutrina da Fé, com uma sentença inapelável", afirmou em entrevista à Lusa Marco Sprizzi, núncio interino e o representante máximo do Papa e do Vaticano em Timor-Leste.
"O próprio Richard Daschbach admitiu e reconheceu-se culpado perante a Igreja. Parece que recuou diante da justiça civil, mas diante da igreja nunca recuou. Quero ser claro nisto", sublinhou.
Sprizzi explicou que a sentença aplicada pelo mais alto tribunal da igreja se baseou numa investigação "a dois ou três casos de vítimas, que atualmente não moram em Timor-Leste nem na região da Ásia".
"Para nós foi suficiente para a máxima sanção possível. Não deve haver qualquer dúvida de que ele cometeu esses crimes", referiu.
"Sobre as outras vítimas, os outros crimes que estão a ser investigados pelas autoridades civis, nisto não queremos e não podemos interferir. Devemos ter só respeito e confiança (...) nas investigações e nas decisões que as autoridades judiciárias do Estado timorense estão a realizar", sustentou.
O ex-padre Richard Daschbach, de 82 anos, está em prisão domiciliária em Díli, acusado de abusar de pelo menos duas dezenas de crianças no orfanato onde trabalhava, o Topu Honis, e de crimes de pornografia infantil, segundo o Ministério Público timorense.
"O próprio Richard Daschbach admitiu e reconheceu-se culpado perante a Igreja. Parece que recuou diante da justiça civil, mas diante da igreja nunca recuou. Quero ser claro nisto", sublinhou.
Sprizzi explicou que a sentença aplicada pelo mais alto tribunal da igreja se baseou numa investigação "a dois ou três casos de vítimas, que atualmente não moram em Timor-Leste nem na região da Ásia".
"Para nós foi suficiente para a máxima sanção possível. Não deve haver qualquer dúvida de que ele cometeu esses crimes", referiu.
"Sobre as outras vítimas, os outros crimes que estão a ser investigados pelas autoridades civis, nisto não queremos e não podemos interferir. Devemos ter só respeito e confiança (...) nas investigações e nas decisões que as autoridades judiciárias do Estado timorense estão a realizar", sustentou.
O ex-padre Richard Daschbach, de 82 anos, está em prisão domiciliária em Díli, acusado de abusar de pelo menos duas dezenas de crianças no orfanato onde trabalhava, o Topu Honis, e de crimes de pornografia infantil, segundo o Ministério Público timorense.
Na terça-feira, o arcebispo de Díli pediu desculpa pelas críticas e acusações aos envolvidos na investigação a Daschbach, reafirmando o apoio total às vítimas e reiterando a confiança nas autoridades judiciais e policiais do Estado.
c/ Lusa
c/ Lusa