Venezuela "denuncia gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos

O Governo da Venezuela denunciou hoje uma "gravíssima agressão militar" após as explosões que abalaram a capital durante a noite, e o Presidente Nicolás Maduro decretou estado de exceção.

Lusa /

"A Venezuela rejeita, repudia e denuncia [...] a gravíssima agressão militar perpetrada pelos [...] Estados Unidos contra o território e a população venezuelanos, em localidades civis e militares de Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, nos arredores de Caracas", refere um comunicado do Governo.

O Presidente Nicolas Maduro decretou o estado de exceção e apelou a "todas as forças sociais e políticas do país para ativarem os planos de mobilização", segundo o comunicado.

O Governo da Venezuela, na declaração, convocou os seus apoiantes a irem para as ruas. "Povo às ruas!", refere-se na declaração.

"O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem planos de mobilização e a repudiarem este ataque imperialista", acrescenta.

Caracas anunciou também que irá denunciar nas Nações Unidas a "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos no país.

A declaração acrescenta que Maduro ordenou "a implementação de todos os planos de defesa nacional" e declarou "estado de perturbação externa", um plano de emergência que lhe dá o poder de suspender os direitos das pessoas e expandir o papel das forças armadas.

O comunicado surge numa altura em que as forças armadas dos Estados Unidos têm, nos últimos dias, tido como alvo barcos suspeitos de contrabando de drogas. Na sexta-feira, a Venezuela disse estar aberta a negociar um acordo com Washington para combater o tráfico de drogas.

Para já, desconhece-se a existência de vítimas. 

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