Mundo
Venezuela e Israel restabelecem relações consulares após 17 anos de rutura diplomática
Israel e Venezuela anunciaram, esta terça-feira, o restabelecimento dos serviços consulares em cada país, 17 anos após o rompimento das relações diplomáticas entre os dois.
"Após conversas realizadas nas últimas semanas e dias entre o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Sa'ar, e o seu homólogo venezuelano, Félix Plasencia, Israel e a Venezuela concordaram em restabelecer as relações consulares", anunciou o Ministério israelita dos Negócios Estrangeiros em comunicado.
Numa declaração conjunta, ambos os governos destacam “a importância da ligação entre o Estado de Israel e a comunidade judaica residente na Venezuela, que constitui uma importante ponte de amizade histórica entre os dois países".
A reaproximação ocorre na sequência da recente visita de uma delegação humanitária israelita à Venezuela para apoiar o país na recuperação do duplo sismo de 24 de junho, que provocou mais de seis mil mortos.
A decisão põe fim a 17 anos de rutura diplomática entre os dois países. A Venezuela rompeu relações com Israel em janeiro de 2009, por ordem do então presidente Hugo Chávez, em apoio à Palestina.
Chávez decidiu "romper todas as relações" com Israel uma semana depois de ter expulsado o embaixador israelita de Caracas, após o início da ofensiva militar israelita na Faixa de Gaza, e o seu governo manifestou a intenção de pressionar a comunidade internacional a denunciar os líderes do Estado judaico perante o Tribunal Penal Internacional, por "crimes contra a humanidade".
Desde então, o regime chavista mantinha fortes críticas a Israel e um apoio inabalável à Palestina, classificando o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, como um "criminoso de guerra".
Ao mesmo tempo, a Venezuela, sob os governos de Chávez e Maduro, fortaleceu os seus laços com o Irão, que se tornou um aliado próximo e parceiro no setor petrolífero, particularmente para contrabalançar as sanções impostas pelos Estados Unidos contra Caracas.
No entanto, Caracas tem vindo a afastar-se do Irão e fortaleceu os laços com Washington, aliado de Israel, desde que os EUA prenderam o presidente Nicolás Maduro, em janeiro deste ano.
Desde então, o Governo da Venezuela é liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, sob intensa pressão do presidente norte-americano Donald Trump.
O ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, descreveu o acordo entre os dois países como "mais uma boa notícia da América do Sul", referindo-se ao recente reconhecimento, por parte da Colômbia, da soberania israelita sobre os Montes Golã, na Síria.
"Continuarei a fortalecer os laços entre Israel e os países de todo o mundo em geral, e entre Israel e os países da América Latina em particular", apontou Saar na rede social X.
c/agências
Numa declaração conjunta, ambos os governos destacam “a importância da ligação entre o Estado de Israel e a comunidade judaica residente na Venezuela, que constitui uma importante ponte de amizade histórica entre os dois países".
A reaproximação ocorre na sequência da recente visita de uma delegação humanitária israelita à Venezuela para apoiar o país na recuperação do duplo sismo de 24 de junho, que provocou mais de seis mil mortos.
A decisão põe fim a 17 anos de rutura diplomática entre os dois países. A Venezuela rompeu relações com Israel em janeiro de 2009, por ordem do então presidente Hugo Chávez, em apoio à Palestina.
Chávez decidiu "romper todas as relações" com Israel uma semana depois de ter expulsado o embaixador israelita de Caracas, após o início da ofensiva militar israelita na Faixa de Gaza, e o seu governo manifestou a intenção de pressionar a comunidade internacional a denunciar os líderes do Estado judaico perante o Tribunal Penal Internacional, por "crimes contra a humanidade".
Desde então, o regime chavista mantinha fortes críticas a Israel e um apoio inabalável à Palestina, classificando o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, como um "criminoso de guerra".
Ao mesmo tempo, a Venezuela, sob os governos de Chávez e Maduro, fortaleceu os seus laços com o Irão, que se tornou um aliado próximo e parceiro no setor petrolífero, particularmente para contrabalançar as sanções impostas pelos Estados Unidos contra Caracas.
No entanto, Caracas tem vindo a afastar-se do Irão e fortaleceu os laços com Washington, aliado de Israel, desde que os EUA prenderam o presidente Nicolás Maduro, em janeiro deste ano.
Desde então, o Governo da Venezuela é liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, sob intensa pressão do presidente norte-americano Donald Trump.
O ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, descreveu o acordo entre os dois países como "mais uma boa notícia da América do Sul", referindo-se ao recente reconhecimento, por parte da Colômbia, da soberania israelita sobre os Montes Golã, na Síria.
"Continuarei a fortalecer os laços entre Israel e os países de todo o mundo em geral, e entre Israel e os países da América Latina em particular", apontou Saar na rede social X.
c/agências