Mundo
Venezuela. Maduro acusa Portugal de reter fundos venezuelanos
O presidente da Venezuela admitiu, esta terça-feira, aceitar ajuda humanitária internacional e pede desbloqueio de fundos retidos em Portugal para comprar medicamentos e produtos alimentares.
Nicolás Maduro, numa cerimónia do programa de assistência social "Misión Barrio Adentro", acusou Portugal e os Estados Unidos de reterem dinheiro venezuelano que poderia ser utilizado em medicamentos e alimentos.
Apelando à ajuda humanitária internacional, o presidente venezuelano insistiu que se a Europa e os EUA querem ajudar, desbloquear os recursos da Venezuela será o suficiente.
“Já que afirmam que querem ajudar a Venezuela, há uma fórmula muito simples. Não têm que tirar um dólar das vossas contas, desbloqueiem todos os recursos económicos que nos roubaram”.
Referindo-se ao banco português, Novo Banco, Maduro afirmou que com os fundos retidos em Portugal “sobrariam medicamentos e alimentos na Venezuela”, acusando o governo português de bloquear ilegalmente mais de 1,7 mil milhões de dólares.
No discurso transmitido em simultâneo nas televisões e rádios da Venezuela, o Chefe de Estado afirmou ainda que Portugal não tem motivos para bloquear os ativos venezuelanos. “Não há medidas de embargo na União Europeia ou nos bancos de Portugal que justifiquem que não possamos retirar esse dinheiro, que é venezuelano, que é nosso”, argumentou.
Este caso foi revelado pela primeira vez em fevereiro deste ano, mas só esta terça-feira Maduro o evocou. Na altura, a oposição, liderada por Juan Guaidó, acusou o Nicolás Maduro de pretender transferir fundos venezuelanos para filiais no Uruguai.
Juan Guaidó autoproclamou-se presidente interino da Venezuela a 23 de janeiro, sendo reconhecido por mais de 50 países, entre os quais os Estados Unidos e a maioria dos países membros da União Europeia, incluindo Portugal. O oponente de Maduro terá intervindo junto do governo português no sentido de pedir que Portugal não permitisse o acesso aos fundos e a sua transferência para o Uruguai.
Os Estados Unidos, por outro lado, impuseram sanções ao governo de Caracas impedindo a disponibilização dos recursos venezuelanos no sistema financeiro internacional.
O governo da Venezuela também tem exigido a restituição do Banco da Inglaterra às reservas de ouro que a Venezuela confiou a esta instituição.
"Estamos sob um bloqueio económico, uma perseguição financeira", concluiu o presidente venezuelano no seu discurso.
Nicolás Maduro lembrou que o Estado venezuelano tem acordos de ajuda humanitária com Cuba, China, Rússia e Irão, para aquisição de material médico e produtos alimentares.
O primeiro carregamento de ajuda humanitária, a cargo da Cruz Vermelha Internacional, chegou esta terça-feira ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, a norte de Caracas.
Apelando à ajuda humanitária internacional, o presidente venezuelano insistiu que se a Europa e os EUA querem ajudar, desbloquear os recursos da Venezuela será o suficiente.
“Já que afirmam que querem ajudar a Venezuela, há uma fórmula muito simples. Não têm que tirar um dólar das vossas contas, desbloqueiem todos os recursos económicos que nos roubaram”.
Referindo-se ao banco português, Novo Banco, Maduro afirmou que com os fundos retidos em Portugal “sobrariam medicamentos e alimentos na Venezuela”, acusando o governo português de bloquear ilegalmente mais de 1,7 mil milhões de dólares.
No discurso transmitido em simultâneo nas televisões e rádios da Venezuela, o Chefe de Estado afirmou ainda que Portugal não tem motivos para bloquear os ativos venezuelanos. “Não há medidas de embargo na União Europeia ou nos bancos de Portugal que justifiquem que não possamos retirar esse dinheiro, que é venezuelano, que é nosso”, argumentou.
Este caso foi revelado pela primeira vez em fevereiro deste ano, mas só esta terça-feira Maduro o evocou. Na altura, a oposição, liderada por Juan Guaidó, acusou o Nicolás Maduro de pretender transferir fundos venezuelanos para filiais no Uruguai.
Juan Guaidó autoproclamou-se presidente interino da Venezuela a 23 de janeiro, sendo reconhecido por mais de 50 países, entre os quais os Estados Unidos e a maioria dos países membros da União Europeia, incluindo Portugal. O oponente de Maduro terá intervindo junto do governo português no sentido de pedir que Portugal não permitisse o acesso aos fundos e a sua transferência para o Uruguai.
Os Estados Unidos, por outro lado, impuseram sanções ao governo de Caracas impedindo a disponibilização dos recursos venezuelanos no sistema financeiro internacional.
O governo da Venezuela também tem exigido a restituição do Banco da Inglaterra às reservas de ouro que a Venezuela confiou a esta instituição.
"Estamos sob um bloqueio económico, uma perseguição financeira", concluiu o presidente venezuelano no seu discurso.
Nicolás Maduro lembrou que o Estado venezuelano tem acordos de ajuda humanitária com Cuba, China, Rússia e Irão, para aquisição de material médico e produtos alimentares.
O primeiro carregamento de ajuda humanitária, a cargo da Cruz Vermelha Internacional, chegou esta terça-feira ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, a norte de Caracas.