Vigília na torre Grenfell um ano após incêndio

| Mundo

Peter Nicholls - Reuters
|

Um ano após o incêndio na torre de Grenfell, em Londres, os sobreviventes, amigos e familiares prestam homenagem às 72 vítimas do acidente.

A torre de Grenfell, um edifício de habitação social, foi consumido pelas chamas durante a noite de 14 de junho de 2017. O incêndio doméstico foi considerado o mais mortífero do país desde a II Guerra Mundial.

O foco inicial do incêndio teve origem num dos apartamentos do quarto andar, devido a um frigorífico defeituoso. As chamas alastraram-se rapidamente pelos 24 andares do edifício.

Localizado num dos bairros mais caros de Londres, levantou uma onda de protestos nacionais sobre as desigualdades sociais, a má qualidade das habitações sociais e a negligência para com as comunidades imigrantes.

As ruínas carbonizadas da torre foram cobertas por um pano branco e iluminadas por uma luz verde, a cor adotada pela comunidade de sobreviventes e familiares em luto como um símbolo da tragédia. Também os edifícios circundantes foram iluminados de verde, como foi o caso do número 10 da Downing Street, residência oficial da primeira-ministra, Theresa May.
Homenagens mobilizam toda a comunidade
No dia do incêndio, a igreja de St. Clement’s serviu de abrigo para aqueles que fugiam do edifício em chamas. Esta madrugada, foi o local de uma vigília silenciosa, em memória daqueles que faleceram.

O silêncio apenas foi quebrado à 1h30, altura em que os nomes das vítimas foram lidos em voz alta. Há um ano atrás, à mesma hora, as chamas deflagravam na torre de Grenfell.

No exterior da torre, nova homenagem. Membros da comunidade de mais de 19 nacionalidades caminharam silenciosamente enquanto seguravam fotografias das vítimas do incêndio.

Hoje, ao meio dia, o Reino Unido presta homenagem com 72 segundos de silêncio – um por cada uma das vítimas que morreu no incêndio. As comemorações do aniversário também incluirão uma marcha silenciosa esta noite, bem como serviços religiosos em igrejas e mesquitas.

Sexta-feira está previsto que decorra em todo o país o “Green for Greenfell”, um evento destinado a celebrar “o senso de comunidade”. Espera-se que os alunos apareçam nas aulas vestidos de verde e que sejam organizadas doações a favor de associações locais.

O inquérito público sobre as causas do incêndio não terá lugar durante a semana do aniversário, por respeito às vítimas e aos sobreviventes. O incêndio é ainda objeto de um inquérito policial, que poderá resultar em acusações criminais relacionadas com negligência e falhas nas regulações de saúde e segurança.

A informação mais vista

+ Em Foco

O antigo procurador-geral da República do Brasil revelou à RTP que já recebeu várias ameaças de morte e defendeu uma reforma profunda do sistema político brasileiro.

Quando Ana Paula Vitorino indicou Lídia Sequeira, a economista ainda era gerente da sua empresa, o que viola a lei em matéria de incompatibilidades e o dever de imparcialidade.

Em seis anos, as investigações sucederam-se, sem poupar ninguém, da política ao futebol e à banca, seguindo a bandeira da ainda procuradora geral, o combate à corrupção.

    O Conselho Europeu informal de Salzburgo tem em cima da mesa dossiers sensíveis, com a imigração e o Brexit no topo da agenda. A RTP preparou um conjunto de reportagens especiais sobre esta cimeira.