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Violência de colonos na Cisjordânia. Suspeitos de ataques a fotojornalista e autarca em prisão domiciliária
Foram detidos, ao todo, dez suspeitos de envolvimento nos ataques à fotojornalista norte-americana Heidi Levine e ao autarca francês Bernard Baudoux, presidente da câmara de Aulnoye-Aymeries.
A maioria dos israelitas detidos na sequência dos ataques contra uma fotojornalista norte-americana e um autarca francês ficou em prisão domiciliária, confirmou nas últimas horas a organização Honenou, que assumiu a defesa dos colonos suspeitos. Os atos de violência em território ocupado da Cisjordânia recrudesceram nos últimos meses, coincidindo com a época de colheita de azeitonas.
“O tribunal libertou e colocou em prisão domiciliária a maioria dos detidos no caso dos ataques contra um diplomata e uma jornalista”, revelou na noite de quarta-feira a Honenou, em comunicado citado pela agência France-Presse.
A notícia de detenção dez suspeitos de envolvimento nos ataques contra Heidi Levine e Bernard Baudoux foi conhecida na segunda-feira.
A fotojornalista norte-americana e o presidente da câmara de Aulnoye-Aymeries, no norte de França, integravam uma coluna de diplomatas europeus quando foram atacados por colonos israelitas.
“Como dissemos desde o início, estas detenções ocorreram sob pressão exercida pelos media e interesses estrangeiros”, sustentou o advogado da Honenou Assaf Gonen.
Em contexto de aproximação de eleições, o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, saiu em defesa dos colonos, condenando o que classificou como “campanha de difamação”.
A uma semana das legislativas israelita, os ataques na Cisjordânia valeram ao chefe do Executivo fortes críticas por parte da oposição, que aponta a Netanyahu uma posição de tolerância para com o “terrorismo judaico”.
“O tribunal libertou e colocou em prisão domiciliária a maioria dos detidos no caso dos ataques contra um diplomata e uma jornalista”, revelou na noite de quarta-feira a Honenou, em comunicado citado pela agência France-Presse.
A notícia de detenção dez suspeitos de envolvimento nos ataques contra Heidi Levine e Bernard Baudoux foi conhecida na segunda-feira.
A fotojornalista norte-americana e o presidente da câmara de Aulnoye-Aymeries, no norte de França, integravam uma coluna de diplomatas europeus quando foram atacados por colonos israelitas.
“Como dissemos desde o início, estas detenções ocorreram sob pressão exercida pelos media e interesses estrangeiros”, sustentou o advogado da Honenou Assaf Gonen.
Em contexto de aproximação de eleições, o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, saiu em defesa dos colonos, condenando o que classificou como “campanha de difamação”.
A uma semana das legislativas israelita, os ataques na Cisjordânia valeram ao chefe do Executivo fortes críticas por parte da oposição, que aponta a Netanyahu uma posição de tolerância para com o “terrorismo judaico”.
“Medidas firmes”
No passado sábado, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, viera a público para declarar que os Estados Unidos estavam “muito preocupados” com as imagens da agressão à fotojornalista do diário The Washington Post por parte de colonos israelitas.
“Apelámos aos israelitas - e continuamos a apelar - para que tomem medidas firmes”, afirmava então Marco Rubio, antes da partida para uma visita ao Uzbequistão e à Índia.Heidi Levine foi transportada para uma unidade hospitalar com fraturas nas vértebras. Foi agredida quando cobria a colheita da azeitona em Abu Falah, na Cisjordânia ocupada. Segundo a Associação da Imprensa Estrangeira em Israel, os colonos roubaram-lhe o passaporte, a carteira, um telemóvel e equipamento de trabalho.
“Apelámos aos israelitas - e continuamos a apelar - para que tomem medidas firmes”, afirmava então Marco Rubio, antes da partida para uma visita ao Uzbequistão e à Índia.Heidi Levine foi transportada para uma unidade hospitalar com fraturas nas vértebras. Foi agredida quando cobria a colheita da azeitona em Abu Falah, na Cisjordânia ocupada. Segundo a Associação da Imprensa Estrangeira em Israel, os colonos roubaram-lhe o passaporte, a carteira, um telemóvel e equipamento de trabalho.
Também o embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, exigira no sábado que as autoridades israelitas detivessem e responsabilizassem os colonos envolvidos no ataque à fotojornalista norte-americana.
“Atacar uma fotógrafa é um ato de terrorismo ignóbil perpetrado por cobardes mascarados”, escreveria Mike Huckabee na rede social X.
Candidato norte-americano em apuros na Cisjordânia
Na quarta-feira, a Cisjordânia ocupada foi palco de um outro incidente a envolver um candidato democrata norte-americana ao Congresso.
Brad Lander, candidato à Câmara dos Representantes por Nova Iorque nas próximas eleições intercalares, marcadas para 3 de novembro, anunciou ter sido detido junto a um grupo de rabinos e voluntários que colhia azeitonas a oeste de Belém.
“A ocupação é um crime à luz do Direito Internacional. Colher azeitonas não é crime sob nenhuma lei que eu conheça”, escreveu Lander no X.
O democrata disse ainda ter sido libertado por causa do seu “perfil público”, para sublinhar que “os palestinianos enfrentam consequências muito piores todos os dias”.
Brad Lander, candidato à Câmara dos Representantes por Nova Iorque nas próximas eleições intercalares, marcadas para 3 de novembro, anunciou ter sido detido junto a um grupo de rabinos e voluntários que colhia azeitonas a oeste de Belém.
“A ocupação é um crime à luz do Direito Internacional. Colher azeitonas não é crime sob nenhuma lei que eu conheça”, escreveu Lander no X.
O democrata disse ainda ter sido libertado por causa do seu “perfil público”, para sublinhar que “os palestinianos enfrentam consequências muito piores todos os dias”.
O Ministério israelita dos Negócios Estrangeiros considerou o incidente uma “manobra política”, acusando Brad Lander de ignorar as orientações das autoridades do Estado hebraico.“Não se tratava de colher azeitonas. Tratava-se de colher manchetes”, reagiu Telavive.
As Forças de Defesa de Israel alegam, por sua vez, que o proprietário palestiniano do olival não pediu autorização para a colheita: “Essa coordenação é necessária para garantir a segurança da área e manter a ordem pública”.
Vários palestinianos perderam a vida, no decurso da colheita de azeitonas, em ataques perpetrados quase diariamente por colonos israelitas, que assumem as formas de espancamentos ou incêndios.
c/ agências