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Dia de manifestação nacional pelo direito à habitação e contra aumento do custo de vida

Violência em França. Dezenas de detidos em novo dia de protestos

Violência em França. Dezenas de detidos em novo dia de protestos

O regresso dos confrontos entre manifestantes e polícia nas ruas da capital francesa foi testemunhado pelos correspondentes da RTP em França.

Carlos Santos Neves - RTP / Adicionar como fonte informativa
Jack Taylor - Reuters

Gás lacrimogéneo, cargas policiais e investidades de manifestantes. É este o retrato da manhã deste sábado em Paris, onde há notícia de dezenas de pessoas detidas em nova jornada de protestos.

Até às 11h00 (10h00 em Lisboa), haviam sido efetuadas 61 detenções e 589 controlos preventivos, segundo as autoridades francesas, citadas pela agência Efe.A atenção da políca repartiu-se por duas manifestações: a primeira, sindical, reuniu uma centena de pessoas junto à Gare do Norte; a segunda, de estudantes do ensino secundário, arrancou da Rua de Rennes para a Estação de Montparnasse.

Em Paris, manifestantes encapuzados procuraram bloquear o acesso ao estacionamento da estação televisiva CNews e da emissora Europe 1, de Vincent Bolloré, multimilionário conotado com a extrema-direita. Foram detidas duas dezenas de pessoas.

Também em Marselha foram incendiados contentores do lixo no decurso de uma concentração de pessoas.

Em Lyon, houve manifestações na refinaria de Feyzin. A polícia interveio dispersar manifestantes, acusando-os de tentarem obstruir a circulação rodoviária.O ministro francês do Interior, Laurent Núñez, ordenou às autoridades o desbloqueio sistemático de "infraestruturas ou eixos estruturais".

Mais de dez mil polícias foram mobilizados para este dia, dos quais cinco mil em Paris. Na capital foram proibidas concentrações em zonas como as imediações do Palácio do Eliseu, da residência oficial do primeiro-ministro, das duas câmaras parlamentares, da Avenida dos Campos Elísios ou das estações ferroviárias.

Na origem dos protestos estão coletivos de estudantes, estruturas sindicais e antigos líderes do movimento dos "coletes amarelos". A escalada de preços dos combustíveis, a crise da habitação e o custo de vida são as principais motivações.

c/ agências
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