Violência na região de Sinjar no Iraque provocou mais de 4.000 deslocados

Os recentes combates na região iraquiana do Sinjar entre o Exército e combatentes yazidis afiliados aos rebeldes turcos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) deixaram mais de 4.000 deslocados, anunciou hoje o Curdistão iraquiano.

Lusa /

Um soldado iraquiano foi morto na segunda-feira numa nova escalada de violência na região de Sinjar, no norte do Iraque, onde está concentrada a minoria yazidi, uma comunidade de língua curda com séculos de existência que segue uma religião monoteísta.

A região é regularmente abalada por confrontos entre o Exército e as Unidades de Resistência de Sinjar, uma fação armada afiliada ao PKK.

A mais recente vaga de violência "levou à deslocação de 701 famílias, ou 4.083 pessoas, que foram para a província de Dohuk", que faz parte da região autónoma do Curdistão do Iraque, anunciou em conferência de imprensa Hussein Klari, responsável do centro de crise do Ministério do Interior curdo.

As autoridades federais em Bagdade reconheceram o fenómeno.

"Estes movimentos são temporários. A situação de segurança é muito boa e a situação voltou ao normal" em Sinjar, disse Ali Abbas, um alto funcionário do Ministério da Imigração iraquiano, responsável pelos deslocados internos.

Os confrontos eclodiram no domingo à noite e intensificaram-se na segunda-feira, antes de cessarem ao final da tarde. Os dois lados responsabilizaram-se mutuamente pelos ataques.

As Unidades de Resistência de Sinjar, cujos combatentes estão também afiliados aos ex-paramilitares do Hachd-al-Chaabi, acusam o Exército de querer tomar controlo da região.

O Exército quer aplicar um acordo negociado por Bagdade com o vizinho Curdistão iraquiano, que estipula a retirada dos combatentes yazidis e do PKK.

A minoria yazidi é perseguida há séculos devido às suas crenças religiosas e foi alvo dos `jihadistas` do Estado Islâmico.

A região de Sinjar é esporadicamente visada por ataques aéreos da vizinha Turquia contra bases do PKK, um grupo considerado "terrorista" por Ancara.

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