"Virgin Galatic" apresenta a nave comercial SS2, em Nova Iorque

Richard Branson apresentou hoje em Nova Iorque um modelo do que vai ser o interior do "Space Ship Two" (SS2), a primeira nave espacial sub-orbital comercial da "Virgin Galactic."

Agência LUSA /

Projectada pelo inglês Seymour Powell, a nave vai transportar seis passageiros e dois pilotos, que durante o voo poderão sair dos seus lugares para fazerem experiências ou apenas observarem a Terra e a Lua através das 15 janelas estrategicamente distribuídas.

Na apresentação, Richard Branson disse que tem como objectivo a construção do primeiro "sistema de lançamento ambientalmente benigno e provar definitivamente a viabilidade comercial de um sistema de lançamento espacial seguro, que acreditamos será capaz de levar até ao espaço não só a carga e experiências científicas mas também pessoas".

Como o SS1, que em 21 de Junho de 2004 completou com êxito o primeiro voo espacial civil, o SS2 será também lançado de um avião especial, o "White Knight 2", a uma altitude de 60 mil pés (18.200 metros).

O "White Knight 2", que tem uma envergadura semelhante à de um Boeing 757, deverá estar pronto para voar no terceiro trimestre de 2007.

O SS2, que está a ser construído na "Scale Composites", no deserto do Mojave, Califórnia, e deverá estar concluído dentro de um ano, tem o tamanho de um jacto executivo. Os primeiros voos de teste deverão ser efectuados em 2008, estando as operações comerciais marcadas para 2009.

Richard Branson referiu que "alguns dos nossos astronautas pioneiros estão hoje em Nova Iorque, incluindo o primeiro passageiro frequente da "Virgin Atlantic" a usar as suas milhas para ir para o espaço".

Esse passageiro é o britânico Alan Watts, que conseguiu reunir os dois milhões de milhas necessárias para ser admitido no Programa Espacial e que deve fazer a sua viagem em 2009.

Está previsto que os bilhetes para as viagens espaciais custem 200 mil dólares.

A "Virgin Galactic" está a construir uma infra-estrutura de lançamento no Novo México, mas Will Whitehorn, o presidente da companhia, lembrou que "um dos atractivos do novo sistema é a capacidade de transportá-lo da base do Novo México para qualquer ponto do mundo onde tenhamos autorização para operar. Já estamos em negociações com vários países, entre os quais o Reino Unido, a Suécia e a Austrália".

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