Mundo
Guerra na Ucrânia
Volodymyr Zelensky. Ataques russos contínuos dificultam acordo para pôr termo à guerra
Na sua mensagem da noite ao país, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, referiu que os ataques de Moscovo estão "em constante evolução" combinando uma série de armas, como drones e mísseis. O que exige "defesa especial e apoio dos parceiros".
Na véspera de mais uma ronda de conversações com responsáveis russos e norte-americanos, os serviços de informação ucranianos indicaram ainda que Moscovo se prepara para continuar a atacar alvos energéticos, acrescentou Zelensky. "Os relatórios dos serviços de informação mostram que a Rússia está a
preparar novos ataques maciços contra a infraestrutura energética, pelo
que é necessário garantir que todos os sistemas de defesa aérea estão
devidamente configurados", disse Zelensky no seu comunicado diário em
vídeo.
As delegações ucranianas, russas e norte-americanas estão reunidas na cidade suíça de Genebra para a terceira ronda de negociações mediadas pelos EUA, que se centrará, pela primeira vez, na questão mais espinhosa da guerra: o destino do território ucraniano ocupado pela forças russas.
"A Rússia não consegue resistir à tentação dos últimos dias do frio do inverno e quer atingir os ucranianos de forma dolorosa", acusou. "Os parceiros precisam de compreender isto. Em primeiro lugar, isto diz respeito aos Estados Unidos."
Tais ataques, afirmou o presidente ucraniano, tornam mais difícil chegar a um entendimento para por fim à guerra, que está prestes a completar quatro anos.
As delegações ucranianas, russas e norte-americanas estão reunidas na cidade suíça de Genebra para a terceira ronda de negociações mediadas pelos EUA, que se centrará, pela primeira vez, na questão mais espinhosa da guerra: o destino do território ucraniano ocupado pela forças russas.
"A Rússia não consegue resistir à tentação dos últimos dias do frio do inverno e quer atingir os ucranianos de forma dolorosa", acusou. "Os parceiros precisam de compreender isto. Em primeiro lugar, isto diz respeito aos Estados Unidos."
O chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov, afirmou no Telegram que a sua equipa já se encontrava em Genebra, ansiosa por "trabalho construtivo e reuniões substanciais sobre questões de segurança e humanitárias".
Moscovo quer que a Ucrânia ceda a totalidade da região do Donbass. O Kremlin confirmou que Vladimir Medinsky, conselheiro do presidente Vladimir Putin, vai liderar a delegação russa.
"Desta vez, a ideia é discutir um leque mais vasto de questões, incluindo, na verdade, as principais, que dizem respeito tanto aos territórios como a tudo o resto relacionado com as exigências que apresentamos", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos jornalistas.
Duas rondas anteriores de negociações apoiadas pelos EUA nos EAU resultaram numa troca de prisioneiros, mas não em avanços significativos para um acordo.
Moscovo quer que a Ucrânia ceda a totalidade da região do Donbass. O Kremlin confirmou que Vladimir Medinsky, conselheiro do presidente Vladimir Putin, vai liderar a delegação russa.
"Desta vez, a ideia é discutir um leque mais vasto de questões, incluindo, na verdade, as principais, que dizem respeito tanto aos territórios como a tudo o resto relacionado com as exigências que apresentamos", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos jornalistas.
Duas rondas anteriores de negociações apoiadas pelos EUA nos EAU resultaram numa troca de prisioneiros, mas não em avanços significativos para um acordo.
c/ agências