Volodymyr Zelensky. Ataques russos contínuos dificultam acordo para pôr termo à guerra

Volodymyr Zelensky. Ataques russos contínuos dificultam acordo para pôr termo à guerra

Na sua mensagem da noite ao país, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, referiu que os ataques de Moscovo estão "em constante evolução" combinando uma série de armas, como drones e mísseis. O que exige "defesa especial e apoio dos parceiros".

Graça Andrade Ramos - RTP /
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, na Conferência de Segurança de Munique, em 14 e 15 de fevereiro de 2026 Liesa Johannssen - Reuters

Na véspera de mais uma ronda de conversações com responsáveis russos e norte-americanos, os serviços de informação ucranianos indicaram ainda que Moscovo se prepara para continuar a atacar alvos energéticos, acrescentou Zelensky. "Os relatórios dos serviços de informação mostram que a Rússia está a preparar novos ataques maciços contra a infraestrutura energética, pelo que é necessário garantir que todos os sistemas de defesa aérea estão devidamente configurados", disse Zelensky no seu comunicado diário em vídeo.

Tais ataques, afirmou o presidente ucraniano, tornam mais difícil chegar a um entendimento para por fim à guerra, que está prestes a completar quatro anos.

As delegações ucranianas, russas e norte-americanas estão reunidas na cidade suíça de Genebra para a terceira ronda de negociações mediadas pelos EUA, que se centrará, pela primeira vez, na questão mais espinhosa da guerra: o destino do território ucraniano ocupado pela forças russas.

"A Rússia não consegue resistir à tentação dos últimos dias do frio do inverno e quer atingir os ucranianos de forma dolorosa"
, acusou. "Os parceiros precisam de compreender isto. Em primeiro lugar, isto diz respeito aos Estados Unidos."

O chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov, afirmou no Telegram que a sua equipa já se encontrava em Genebra, ansiosa por "trabalho construtivo e reuniões substanciais sobre questões de segurança e humanitárias".

Moscovo quer que a Ucrânia ceda a totalidade da região do Donbass. O Kremlin confirmou que Vladimir Medinsky, conselheiro do presidente Vladimir Putin, vai liderar a delegação russa.

"Desta vez, a ideia é discutir um leque mais vasto de questões, incluindo, na verdade, as principais, que dizem respeito tanto aos territórios como a tudo o resto relacionado com as exigências que apresentamos", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos jornalistas.

Duas rondas anteriores de negociações apoiadas pelos EUA nos EAU resultaram numa troca de prisioneiros, mas não em avanços significativos para um acordo.

c/ agências
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