Mundo
Voos da CIA a caminho de Guantánamo passaram por território britânico
O director da CIA, Michael Hayden, informou que em 2002 dois aviões da agência, com alegados terroristas a bordo, aterraram para abastecer em Diego Garcia, atol britânico no Índico. Um dos prisioneiros foi depois transportado para a base de Guantánamo, em Cuba.
A informação é fornecida depois de variadas vezes a CIA ter negado a passagem de voos com alegados terroristas a caminho de Guantanámo por território britânico desde os ataques de 11 de Setembro.
Agora, o director, Michael Hayden, afirma que afinal as informações fornecidas ao Governo britânico "estavam erradas".
A CIA, diz, reviu no ano passado os relatórios de voo e descobriu que em 2002 dois aviões, em ocasiões separadas, passaram por Diego Garcia para reabastecer.
Dos dois alegados terroristas que seguiam a bordo dos aparelhos, um deles terá mesmo sido levado para a prisão de Guantánamo. O outro foi libertado no seu país, diz a CIA.
De acordo com Michael Hayden, nenhum dos dois foi torturado.
Gordon Brown considera anúncio "muito sério"
O primeiro-ministro britânico disse hoje, em reacção ao reconhecimento da CIA, que "é claro que o assunto é muito sério". Mas sublinhou que os Estados Unidos expressaram o seu "arrependimento" à Grã-Bretanha.
Gordon Brown disse ainda que o país tem que colocar em prática procedimentos que garantam que um tal incidente não volta a suceder.
No Parlamento, David Miliband, ministro dos Negócios Estrangeiros, afirmou que o assunto foi discutido com a Secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice. "Concordámos que os erros cometidos nestes dois casos não são aceitáveis e ela partilhou o meu profundo desagrado com o facto de a informação ter sido revelada apenas agora", disse Miliband.
O Governo britânico, por variadas vezes, afirmou não ter conhecimento da utilização de território britânico para a transferência de suspeitos de terrorismo fora dos normais procedimentos de extradição desde que George Bush assumiu a presidência dos EUA, em 2001.
Agora, o director, Michael Hayden, afirma que afinal as informações fornecidas ao Governo britânico "estavam erradas".
A CIA, diz, reviu no ano passado os relatórios de voo e descobriu que em 2002 dois aviões, em ocasiões separadas, passaram por Diego Garcia para reabastecer.
Dos dois alegados terroristas que seguiam a bordo dos aparelhos, um deles terá mesmo sido levado para a prisão de Guantánamo. O outro foi libertado no seu país, diz a CIA.
De acordo com Michael Hayden, nenhum dos dois foi torturado.
Gordon Brown considera anúncio "muito sério"
O primeiro-ministro britânico disse hoje, em reacção ao reconhecimento da CIA, que "é claro que o assunto é muito sério". Mas sublinhou que os Estados Unidos expressaram o seu "arrependimento" à Grã-Bretanha.
Gordon Brown disse ainda que o país tem que colocar em prática procedimentos que garantam que um tal incidente não volta a suceder.
No Parlamento, David Miliband, ministro dos Negócios Estrangeiros, afirmou que o assunto foi discutido com a Secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice. "Concordámos que os erros cometidos nestes dois casos não são aceitáveis e ela partilhou o meu profundo desagrado com o facto de a informação ter sido revelada apenas agora", disse Miliband.
O Governo britânico, por variadas vezes, afirmou não ter conhecimento da utilização de território britânico para a transferência de suspeitos de terrorismo fora dos normais procedimentos de extradição desde que George Bush assumiu a presidência dos EUA, em 2001.