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Votos por correio devem bater recorde nas presidenciais dos EUA
O fundador do Centro para a Inovação e Investigação de Eleições (CEIR) dos Estados Unidos estimou que as eleições deste ano vão ter uma participação recorde por correio em todos os 50 Estados.
"Em todos os Estados haverá números recorde de votos por correio", afirmou David Becker, numa conferência de imprensa realizada na terça-feira sobre as eleições de 3 de novembro, considerando que, em muitos casos, vão ser de notar grandes diferenças com os votos por correio de 2016.
Segundo dados do United States Elections Project, já se contam mais de quatro milhões de votos registados para a eleição que têm data final para 3 de novembro, mas que já aceitam votos por correio e votos antecipados.
David Becker disse que o número de votos já depositados pode continuar a crescer em "um milhão por dia, até chegar a dois milhões por dia, cada vez mais perto das eleições", sendo de esperar que mais de 50% dos votos sejam realizados antes do dia da eleição.
Aos jornalistas, David Becker explicou que "há duas formas possíveis" em que os votos por correio podem dar problemas.
Um dos problemas prende-se com os envelopes. São obrigatórios dois e eleitores podem esquecer-se de um, ou podem fazer assinaturas diferentes das registadas nos sistemas de inscrição, ou ainda, faltar a assinatura.
A segunda forma em que um voto por correio pode ser problemático é que, sendo votos manuais, particularmente para os eleitores que não estão muito habituados, podem existir marcas de caneta no boletim de voto, que podem pôr em causa a validade.
Neste caso preciso, David Becker acrescentou que os eleitores menos habituados podem estar a assinalar a escolha incorretamente e sem estar a seguir as indicações: alguns fazem círculos à volta do nome quando têm que pôr apenas um `x`, alguns põem `x` quando têm de pintar o círculo à frente do nome do candidato que preferem, alguns riscam todos os nomes restantes.
"Pode haver muitas contestações, legais ou ilegais, mas espero que os estados estejam preparados para isso", disse o responsável.
Processo demorado
David Becker lembrou que "cada estado tem um processo que leva tempo e nenhum estado conta ou certifica todos os boletins de voto na noite das eleições".
Seria até ilegal que a contagem estivesse concluída no dia, acrescentou o responsável, porque os votos por correio podem chegar nos dias posteriores, em alguns casos, mais do que uma semana depois do dia da eleição.
David Becker disse que há duas formas em que os votos podem ser contestados e voltar a ser recontados.
Uma das formas é o que acontece na maior parte dos estados em que há uma diferença pequena entre o primeiro e o segundo classificado e onde se obriga à realização de auditorias para certificar que o equipamento de tabulação é exato.
De uma maneira informal, também os candidatos podem pedir ou exigir a recontagem de votos num estado: "uma das maiores preocupações é quando os candidatos podem corroer a confiança nos resultados, em publicações nas redes sociais, apoiados por milhares de seguidores".
Nos Estados que em 2016 contaram menos de dez por cento de participação por correio, este ano terão entre 25 a 45 por cento de eleitores a votar por correspondência, esclareceu o diretor executivo e fundador do CEIR (Center for Election Innovation and Research).
Segundo dados do United States Elections Project, já se contam mais de quatro milhões de votos registados para a eleição que têm data final para 3 de novembro, mas que já aceitam votos por correio e votos antecipados.
David Becker disse que o número de votos já depositados pode continuar a crescer em "um milhão por dia, até chegar a dois milhões por dia, cada vez mais perto das eleições", sendo de esperar que mais de 50% dos votos sejam realizados antes do dia da eleição.
Problemas possíveis
Um dos problemas prende-se com os envelopes. São obrigatórios dois e eleitores podem esquecer-se de um, ou podem fazer assinaturas diferentes das registadas nos sistemas de inscrição, ou ainda, faltar a assinatura.
A segunda forma em que um voto por correio pode ser problemático é que, sendo votos manuais, particularmente para os eleitores que não estão muito habituados, podem existir marcas de caneta no boletim de voto, que podem pôr em causa a validade.
Neste caso preciso, David Becker acrescentou que os eleitores menos habituados podem estar a assinalar a escolha incorretamente e sem estar a seguir as indicações: alguns fazem círculos à volta do nome quando têm que pôr apenas um `x`, alguns põem `x` quando têm de pintar o círculo à frente do nome do candidato que preferem, alguns riscam todos os nomes restantes.
"Pode haver muitas contestações, legais ou ilegais, mas espero que os estados estejam preparados para isso", disse o responsável.
Seria até ilegal que a contagem estivesse concluída no dia, acrescentou o responsável, porque os votos por correio podem chegar nos dias posteriores, em alguns casos, mais do que uma semana depois do dia da eleição.
David Becker disse que há duas formas em que os votos podem ser contestados e voltar a ser recontados.
Uma das formas é o que acontece na maior parte dos estados em que há uma diferença pequena entre o primeiro e o segundo classificado e onde se obriga à realização de auditorias para certificar que o equipamento de tabulação é exato.
De uma maneira informal, também os candidatos podem pedir ou exigir a recontagem de votos num estado: "uma das maiores preocupações é quando os candidatos podem corroer a confiança nos resultados, em publicações nas redes sociais, apoiados por milhares de seguidores".
"Temos de estar atentos à deslegitimação informal. Se houver debate sobre se o resultado foi apropriado, será em larga parte resolvido pela lei estadual ou até pelo Tribunal Supremo", concluiu David Becker.