Washington estima que o regime sírio utilizou ou pode utilizar armas químicas
Washington, 20 mar (Lusa) - O presidente do Comité de informações da Câmara dos Representantes, o republicano Mike Rogers, disse na terça-feira existirem "grandes probabilidades de uso de armas químicas na Síria", apesar de a informação necessitar de "confirmação final"
"Precisamos de obter uma confirmação final, mas do que sabemos do último ano e meio, eu chegaria à conclusão de que estão prontos e preparados para as usar, ou então já as utilizaram", disse, em declarações à cadeia CNN.
Também a presidente da comissão homónima do Senado, Dianne Feinstein, se expressou em termos semelhantes depois de ter acesso, numa reunião à porta fechada, aos últimos documentos do departamento de informações dos Estados Unidos sobre a situação na Síria.
"Sabemos onde estão as armas químicas. Não é um segredo que estão ali e creio que as possibilidades são muito grandes de que iremos passar um período negro e creio que a Casa Branca deve estar preparada", afirmou a senadora democrata pela Califórnia.
Apesar da Casa Branca não comentar o assunto, reiterou que mantém a vigilância à situação na Síria.
No entanto, o chefe do gabinete presidencial, Denis McDonough, assinalou também na terça-feira que a utilização de armas químicas supõe uma "mudança das regras do jogo" e que, nesse caso, a Casa Branca teria de "atuar de acordo" com as novas regras.
James Stavridis, líder do comando supremo da Nato na Europa e das forças norte-americanas no velho continente, garantiu que as suas forças estão preparadas para participar no conflito sírio se tal for necessário.
O almirante, que apoia várias medidas de contenção para travar o conflito, vê, contudo, a situação a piorar com mais de 70.000 mortos, um milhão de refugiados e um número maior de deslocados internos depois de quase três anos de guerra civil entre as forças rebeldes e as do regime.