Mundo
Guerra na Ucrânia
Xi exorta Putin a fazer "esforços" para "salvaguardar a justiça internacional"
Durante um encontro à margem do 3.º Fórum da Iniciativa Faixa e Rota, esta quarta-feira, o presidente chinês Xi Jinping apelou ao homólogo russo, Vladimir Putin, para que juntos façam “esforços para salvaguardar conjuntamente a justiça internacional" e "promover o desenvolvimento global".
Num discurso após uma reunião com Vladimir Putin, à margem da cerimónia de abertura do 3.º Fórum da Iniciativa Faixa e Rota, Xi Jinping começou por elogiar o estado das relações com o seu homólogo russo.
"A confiança política mútua está a aprofundar-se de forma constante e a cooperação estratégica é eficaz e estreita. O comércio bilateral atingiu máximos históricos, caminhando firmemente para o objetivo que estabelecemos de 200 mil milhões de dólares por ano", destacou o líder chinês.
Recordando que no próximo ano se assinala o 75.º aniversário desde o estabelecimento das relações entre os dois países, Xi disse que a China quer trabalhar com a Rússia para "compreender a tendência histórica do desenvolvimento global com base nos interesses dos nossos dois povos" e deixou um apelo ao seu homólogo russo.
"Temos de enriquecer ainda mais a cooperação bilateral, refletindo a nossa responsabilidade enquanto potências, e continuar a contribuir para a modernização dos nossos dois países", afirmou o líder chinês.
"Temos de fazer esforços para salvaguardar conjuntamente a justiça internacional" e "promover o desenvolvimento global", acrescentou.
Vladimir Putin, por sua vez, elogiou a Iniciativa Faixa e Rota, lançada por Pequim, “pela criação de mundo mais justo e multipolar”.
"Estamos satisfeitos com o sucesso desta iniciativa, que é capaz de ligar e integrar várias regiões", afirmou Putin, sublinhando a "importância da coordenação com a China" em questões como a logística e a conetividade.
"Coperação igualitária e mutuamente benéfica"
Num discurso que se seguiu ao de Xi Jinping, o presidente russo disse estar “satisfeito por ver que a iniciativa está a ser bem-sucedida” e mostrou "esperança" de que o projeto de Pequim traga "soluções coletivas" para os "problemas relevantes" que o mundo enfrenta.
A Rússia e a China "aspiram a uma cooperação igualitária e mutuamente benéfica", que inclui o "respeito pela diversidade civilizacional e o direito de cada Estado ao seu próprio modelo de desenvolvimento", afirmou o líder russo.
A Iniciativa Faixa e Rota consiste num projeto ambicioso, e ao mesmo tempo controverso, que tem como objetivo aumentar a conectividade e o comércio em todo o mundo com projetos de infraestruturas chineses. No âmbito da Faixa e Rota, as empresas chinesas construíram portos, estradas, linhas ferroviárias ou centrais elétricas em todo o mundo, financiadas por bancos de desenvolvimento chineses.
A China é agora o maior credor internacional do mundo, mas o gigantesco programa internacional de infraestruturas enfrenta desafios suscitados pelo excesso de endividamento em alguns países e projetos comercialmente inviáveis, alguns dos quais ficaram por terminar, devido a falta de liquidez.
O presidente russo é um dos 20 líderes mundiais convidados por Xi Jinping para o Fórum que decorre em Pequim.
Putin chegou à capital chinesa esta terça-feira apesar do mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra este, pela deportação ilegal de crianças ucranianas.
O encontro entre os dois surge numa altura de crise geopolítica alimentada pelo conflito israelo-palestiniano ou pela ofensiva russa na Ucrânia, sobre a qual a China tem mantido uma posição ambígua.
A China tem servido como 'tábua de salvamento' de Moscovo após a invasão da Ucrânia. O país asiático é agora o principal parceiro comercial e aliado diplomático da Rússia.
c/ agências
"A confiança política mútua está a aprofundar-se de forma constante e a cooperação estratégica é eficaz e estreita. O comércio bilateral atingiu máximos históricos, caminhando firmemente para o objetivo que estabelecemos de 200 mil milhões de dólares por ano", destacou o líder chinês.
Recordando que no próximo ano se assinala o 75.º aniversário desde o estabelecimento das relações entre os dois países, Xi disse que a China quer trabalhar com a Rússia para "compreender a tendência histórica do desenvolvimento global com base nos interesses dos nossos dois povos" e deixou um apelo ao seu homólogo russo.
"Temos de enriquecer ainda mais a cooperação bilateral, refletindo a nossa responsabilidade enquanto potências, e continuar a contribuir para a modernização dos nossos dois países", afirmou o líder chinês.
"Temos de fazer esforços para salvaguardar conjuntamente a justiça internacional" e "promover o desenvolvimento global", acrescentou.
Vladimir Putin, por sua vez, elogiou a Iniciativa Faixa e Rota, lançada por Pequim, “pela criação de mundo mais justo e multipolar”.
"Estamos satisfeitos com o sucesso desta iniciativa, que é capaz de ligar e integrar várias regiões", afirmou Putin, sublinhando a "importância da coordenação com a China" em questões como a logística e a conetividade.
"Coperação igualitária e mutuamente benéfica"
Num discurso que se seguiu ao de Xi Jinping, o presidente russo disse estar “satisfeito por ver que a iniciativa está a ser bem-sucedida” e mostrou "esperança" de que o projeto de Pequim traga "soluções coletivas" para os "problemas relevantes" que o mundo enfrenta.
A Rússia e a China "aspiram a uma cooperação igualitária e mutuamente benéfica", que inclui o "respeito pela diversidade civilizacional e o direito de cada Estado ao seu próprio modelo de desenvolvimento", afirmou o líder russo.
A Iniciativa Faixa e Rota consiste num projeto ambicioso, e ao mesmo tempo controverso, que tem como objetivo aumentar a conectividade e o comércio em todo o mundo com projetos de infraestruturas chineses. No âmbito da Faixa e Rota, as empresas chinesas construíram portos, estradas, linhas ferroviárias ou centrais elétricas em todo o mundo, financiadas por bancos de desenvolvimento chineses.
A China é agora o maior credor internacional do mundo, mas o gigantesco programa internacional de infraestruturas enfrenta desafios suscitados pelo excesso de endividamento em alguns países e projetos comercialmente inviáveis, alguns dos quais ficaram por terminar, devido a falta de liquidez.
O presidente russo é um dos 20 líderes mundiais convidados por Xi Jinping para o Fórum que decorre em Pequim.
Putin chegou à capital chinesa esta terça-feira apesar do mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra este, pela deportação ilegal de crianças ucranianas.
O encontro entre os dois surge numa altura de crise geopolítica alimentada pelo conflito israelo-palestiniano ou pela ofensiva russa na Ucrânia, sobre a qual a China tem mantido uma posição ambígua.
A China tem servido como 'tábua de salvamento' de Moscovo após a invasão da Ucrânia. O país asiático é agora o principal parceiro comercial e aliado diplomático da Rússia.
c/ agências