Xi Jinping pronto para "reprimir firmemente" forças pela independência de Taiwan
O Presidente chinês, Xi Jinping, expressou hoje a sua determinação em combater as forças pró-independência de Taiwan e a ingerência externa nos assuntos da ilha, na véspera do Dia Nacional da República Popular da China (RPC).
Xi reafirmou também o objetivo de "reunificação" da China continental e de Taiwan.
A China comunista considera Taiwan sob um Governo democrático uma "parte inalienável" do território chinês e a "reunificação" como sendo inegociável e inevitável, mesmo que seja necessário o uso da força.
"Devemos aprofundar o comércio e a cooperação entre as duas margens do estreito, reprimir firmemente as forças separatistas que defendem a `independência de Taiwan`, opor-nos à ingerência de forças externas, promover o desenvolvimento pacífico das relações através do estreito e fazer avançar a grande causa da reunificação nacional", declarou Xi Jinping, num discurso proferido numa receção em Pequim e transcrito pela agência estatal Nova China.
Pequim vê o líder taiwanês, Lai Ching-te, um acérrimo defensor da soberania da ilha, como "um separatista", "um criador de crises e um instigador de guerras".
Nos últimos anos, a China aumentou significativamente a pressão, incluindo a pressão militar, sobre Taiwan e combate qualquer interação estrangeira com Taiwan que possa pôr em causa o princípio de "uma só China".
O apoio dos Estados Unidos a Taiwan é um elemento de destaque na relação entre Pequim e Washington.
Na semana passada, durante uma visita de Estado a Washington, o Presidente chinês pediu ao homólogo norte-americano, Donald Trump, para tratar a questão de Taiwan "com cautela", segundo a Nova China.
E exigiu abertamente que os Estados Unidos "se oponham" à independência de Taiwan e se afastem da sua posição histórica de a apoiar.
A visita de Xi aos Estados Unidos teve como objetivo manter o clima de apaziguamento entre as duas potências, após meses de guerra comercial em 2025, e apesar de persistirem divergências e rivalidades.
Xi defendeu hoje a necessidade de trazer "mais certeza e energia positiva a um mundo marcado pela mudança e pela turbulência".