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Zapatero assegura investidura com maioria simples e pede apoio da direita
Os votos dos 169 deputados socialistas ao Parlamento espanhol aprovaram hoje, à segunda volta, a investidura de José Luis Rodriguez Zapatero para um segundo mandato de quatro anos na chefia do Governo. Zapatero repartiu o seu discurso perante o Congresso entre a promessa de reformas para enfrentar o abrandamento da economia e a apologia do diálogo com os adversários políticos. Ao Partido Popular (PP), de Mariano Rajoy, é pedido o apoio no combate ao terrorismo.
Zapatero é o primeiro presidente do Governo espanhol cujo mandato é aprovado por maioria simples e à segunda ronda da votação parlamentar.
Apurados os resultados das legislativas, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) ficou a sete assentos da maioria absoluta de 176 deputados num hemiciclo de 350. A distribuição de forças ditou, quarta-feira, a rejeição do primeiro-ministro eleito na primeira sessão de investidura, que impunha a obtenção de uma maioria absoluta. O segundo mandato é assegurado decorridas 48 horas – o período mínimo estabelecido pela Constituição – com os votos da bancada socialista.
As demais correntes políticas mantiveram as posições da primeira volta: os 254 deputados do PP votaram contra e a maior parte dos partidos nacionalistas, em particular bascos e catalães, escolheram a abstenção.
“Espanha unida”
Num breve discurso aos deputados, o presidente eleito do Governo prometeu “pôr em prática uma ideia da Espanha em constante crescimento económico e dotada de políticas sociais robustas”. Uma das primeiras medidas a concretizar será a abertura de negociações com sindicatos e patronato para definir um novo “pacto social”, de modo a “reforçar a competitividade da economia e do mercado de trabalho”. Mas o desenho do hemiciclo impõe agora uma abertura ao diálogo com os restantes partidos representados no Congresso dos Deputados, pelo que Zapatero coloca também a tónica na necessidade de uma “Espanha unida”, sobretudo em matéria de combate à “violência terrorista”.
“Não é uma maioria suficiente. Mas procurarei sempre o apoio dos outros grupos”, afirmou o líder do PSOE. De olhos apontados à bancada do PP, Zapatero pediu ao maior partido da Oposição e ao seu líder, Mariano Rajoy, uma colaboração estreita “para acabar com a ETA”.
Neste plano, Zapatero pode desde já contar com o entusiasmo de Rajoy, um dos mais acérrimos opositores, desde a primeira hora, às negociações entre o Governo socialista e a organização independentista basca, uma via aberta há dois anos e entretanto frustrada.
Acordo entre partidos é “necessidade nacional”
O discurso do líder da Oposição, na ponte de comando da direita, recaiu sobre o actual abalo da economia espanhola, ao cabo de dez anos de um crescimento sem quartel.
“Temos um problema sério de endividamento. A Espanha não está bem preparada para a crise. Há uma séria crise na construção. Creio que as medidas são insuficientes e não servem. Há que governar”, enfatizou o líder do PP.
Quanto às propostas de diálogo do primeiro-ministro eleito, Rajoy deu sinais de abertura: “O acordo entre os dois grandes partidos é uma necessidade nacional”.
Zapatero tomará posse este sábado perante o Rei Juan Carlos, para depois anunciar a composição do Executivo.
O líder do PSOE tem mantido uma postura discreta no que toca aos nomes escolhidos para o Governo. Até ao momento, estão apenas confirmadas as reconduções dos vice-presidentes Pedro Solbes e María Teresa Fernández de la Vega.
Apurados os resultados das legislativas, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) ficou a sete assentos da maioria absoluta de 176 deputados num hemiciclo de 350. A distribuição de forças ditou, quarta-feira, a rejeição do primeiro-ministro eleito na primeira sessão de investidura, que impunha a obtenção de uma maioria absoluta. O segundo mandato é assegurado decorridas 48 horas – o período mínimo estabelecido pela Constituição – com os votos da bancada socialista.
As demais correntes políticas mantiveram as posições da primeira volta: os 254 deputados do PP votaram contra e a maior parte dos partidos nacionalistas, em particular bascos e catalães, escolheram a abstenção.
“Espanha unida”
Num breve discurso aos deputados, o presidente eleito do Governo prometeu “pôr em prática uma ideia da Espanha em constante crescimento económico e dotada de políticas sociais robustas”. Uma das primeiras medidas a concretizar será a abertura de negociações com sindicatos e patronato para definir um novo “pacto social”, de modo a “reforçar a competitividade da economia e do mercado de trabalho”. Mas o desenho do hemiciclo impõe agora uma abertura ao diálogo com os restantes partidos representados no Congresso dos Deputados, pelo que Zapatero coloca também a tónica na necessidade de uma “Espanha unida”, sobretudo em matéria de combate à “violência terrorista”.
“Não é uma maioria suficiente. Mas procurarei sempre o apoio dos outros grupos”, afirmou o líder do PSOE. De olhos apontados à bancada do PP, Zapatero pediu ao maior partido da Oposição e ao seu líder, Mariano Rajoy, uma colaboração estreita “para acabar com a ETA”.
Neste plano, Zapatero pode desde já contar com o entusiasmo de Rajoy, um dos mais acérrimos opositores, desde a primeira hora, às negociações entre o Governo socialista e a organização independentista basca, uma via aberta há dois anos e entretanto frustrada.
Acordo entre partidos é “necessidade nacional”
O discurso do líder da Oposição, na ponte de comando da direita, recaiu sobre o actual abalo da economia espanhola, ao cabo de dez anos de um crescimento sem quartel.
“Temos um problema sério de endividamento. A Espanha não está bem preparada para a crise. Há uma séria crise na construção. Creio que as medidas são insuficientes e não servem. Há que governar”, enfatizou o líder do PP.
Quanto às propostas de diálogo do primeiro-ministro eleito, Rajoy deu sinais de abertura: “O acordo entre os dois grandes partidos é uma necessidade nacional”.
Zapatero tomará posse este sábado perante o Rei Juan Carlos, para depois anunciar a composição do Executivo.
O líder do PSOE tem mantido uma postura discreta no que toca aos nomes escolhidos para o Governo. Até ao momento, estão apenas confirmadas as reconduções dos vice-presidentes Pedro Solbes e María Teresa Fernández de la Vega.