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Zelensky demite alta responsável da Presidência após suspeitas de corrupção

Zelensky demite alta responsável da Presidência após suspeitas de corrupção

Iryna Mudra foi demitida após anúncio de uma operação anticorrupção. Desempenhava o cargo de adjunta do chefe de gabinete do presidente ucraniano.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Valentyn Ogirenko - Reuters

A Agência Anticorrupção Ucraniana (NABU) e a Procuradoria Especializada Anticorrupção (SAP) do país anunciaram, na manhã desta quarta-feira, uma “operação especial destinada a desmantelar uma organização criminosa que operava sob a direção de um deputado ucraniano em exercício e de um ex-deputado, com a participação de altos responsáveis da Presidência ucraniana”.

No mesmo dia, foi divulgado o afastamento de Iryna Mudra, diretora-adjunta do chefe de gabinete de Zelensky, Kyrylo Budanov.

Segundo a investigação, a rede de corrupção estaria a ser gerida por Timur Mindich, empresário e amigo íntimo do presidente ucraniano. A residência de Vadym Stolar também foi alvo de buscas. O deputado admitiu estar a “colaborar plenamente” com as autoridades.

Os suspeitos terão branqueado 150 milhões de hryvnias (cerca de 2,8 milhões de euros) para pagar a fiança de um arguido noutro caso de desvio de fundos, neste caso, no setor energético. O caso remonta a novembro do último ano e levou à demissão dos ministros da Justiça e da Energia e do antigo chefe de gabinete do presidente, Andriy Yermak.

A diligência surge na sequência da denúncia de Mykhailo Fedorov, ex-ministro da Defesa, à corrupção oficial na Ucrânia, que, segundo ele, tem prejudicado o esforço de guerra nacional.

Com o título de ministro mais jovem da história da Ucrânia, Fedorov assumiu a pasta da Defesa enquanto especialista em guerra de alta tecnologia.

Num vídeo publicado no YouTube, Fedorov apelou à realização de eleições no decorrer do conflito com a Rússia, considerando que o país enfrenta uma "crise sistémica de governação" e tem "medo da mudança".

A Ucrânia está sob o Regime Legal da Lei Marcial desde o início do confronto, em 2022, o que implica a suspensão da lei civil, nomeadamente da realização de eleições.
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