Mundo
Guerra na Ucrânia
Zelensky diz que G7 discutiu sanções à Rússia e apelou a acordo "o mais rápido possível"
O presidente da Ucrânia disse ter detetado uma mudança de atitude entre os líderes do G7, que terão concordado que a Rússia está a atacar deliberadamente infraestruturas civis.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça-feira que os líderes do G7 concordaram, na cimeira que decorre em França, que a Rússia não está a ganhar a guerra na Ucrânia, tendo sido discutidas sanções adicionais para levar Moscovo à mesa das negociações.
“Houve unanimidade quanto ao facto de a Rússia não estar a vencer e de estar a perder muitas vidas, assim como de terem de chegar a um acordo o mais rápido possível”, afirmou o líder ucraniano em entrevista à agência Reuters.
Segundo Zelensky, os líderes do G7 discutiram esta terça-feira, na cimeira na estância francesa de Evian-les-Bains, sanções adicionais dirigidas às exportações de petróleo da Rússia, ao seu setor bancário e à sua produção militar.
O presidente ucraniano garantiu que o seu país vai manter os ataques com drones e mísseis de longo alcance contra alvos energéticos e militares russos e exigiu mais pressão política para levar o líder russo, Vladimir Putin, a um acordo de paz.
O presidente ucraniano, que deverá realizar conversações bilaterais com Trump ainda esta terça-feira, disse esperar que o líder norte-americano possa convocar negociações diretas com Putin num país neutro, como a Suíça, a Turquia ou algures no Médio Oriente.
“Sei que Putin voltou a fazer muitas propostas através de vários líderes para irmos a Moscovo. Mas nós não entramos nesses jogos. Portanto, precisamos de um terceiro país. Não é a Rússia nem a Ucrânia. Pode ser a Suíça, pode ser a Turquia, podem ser países do Médio Oriente”, declarou.
“Não sei, não sou presidente dos Estados Unidos, cabe a ele fazê-lo, falar connosco ou não, convidar-nos a ambos ou não. Mas penso que também podem ser os EUA”, vincou, alertando que “é muito importante tentar organizar um encontro antes do inverno”.
“Não queremos passar pelo mesmo inverno outra vez. E a Rússia tem de saber (...) que também não terá um inverno fácil”, acrescentou.
Nas últimas semanas, Putin rejeitou a oferta de Zelensky para conversações cara a cara, afirmando que não via motivo para as mesmas e insistindo que a Ucrânia deve fazer concessões territoriais em troca da paz.
Ainda segundo Zelensky, Kiev estima 35.000 mortos ou feridos por mês do lado de Moscovo. A Rússia já negou, porém, esse número.
O presidente norte-americano confirmou que vai estar reunido esta terça-feira com o homólogo ucraniano à margem da cimeira do G7. Donald Trump acredita ainda que Moscovo quer chegar a um acordo com Kiev.
c/ agências
“Houve unanimidade quanto ao facto de a Rússia não estar a vencer e de estar a perder muitas vidas, assim como de terem de chegar a um acordo o mais rápido possível”, afirmou o líder ucraniano em entrevista à agência Reuters.
Segundo Zelensky, os líderes do G7 discutiram esta terça-feira, na cimeira na estância francesa de Evian-les-Bains, sanções adicionais dirigidas às exportações de petróleo da Rússia, ao seu setor bancário e à sua produção militar.
O presidente ucraniano garantiu que o seu país vai manter os ataques com drones e mísseis de longo alcance contra alvos energéticos e militares russos e exigiu mais pressão política para levar o líder russo, Vladimir Putin, a um acordo de paz.
O presidente ucraniano, que deverá realizar conversações bilaterais com Trump ainda esta terça-feira, disse esperar que o líder norte-americano possa convocar negociações diretas com Putin num país neutro, como a Suíça, a Turquia ou algures no Médio Oriente.
“Sei que Putin voltou a fazer muitas propostas através de vários líderes para irmos a Moscovo. Mas nós não entramos nesses jogos. Portanto, precisamos de um terceiro país. Não é a Rússia nem a Ucrânia. Pode ser a Suíça, pode ser a Turquia, podem ser países do Médio Oriente”, declarou.
“Não sei, não sou presidente dos Estados Unidos, cabe a ele fazê-lo, falar connosco ou não, convidar-nos a ambos ou não. Mas penso que também podem ser os EUA”, vincou, alertando que “é muito importante tentar organizar um encontro antes do inverno”.
“Não queremos passar pelo mesmo inverno outra vez. E a Rússia tem de saber (...) que também não terá um inverno fácil”, acrescentou.
Nas últimas semanas, Putin rejeitou a oferta de Zelensky para conversações cara a cara, afirmando que não via motivo para as mesmas e insistindo que a Ucrânia deve fazer concessões territoriais em troca da paz.
Ainda segundo Zelensky, Kiev estima 35.000 mortos ou feridos por mês do lado de Moscovo. A Rússia já negou, porém, esse número.
O presidente norte-americano confirmou que vai estar reunido esta terça-feira com o homólogo ucraniano à margem da cimeira do G7. Donald Trump acredita ainda que Moscovo quer chegar a um acordo com Kiev.
c/ agências