Zelensky na ONU. Exército russo está mais frágil, mas ameaça estende-se a outros países

Zelensky na ONU. Exército russo está mais frágil, mas ameaça estende-se a outros países

Volodymyr Zelensky subiu à tribuna da Assembleia-Geral da ONU horas depois de um novo ataque russo à capital ucraniana que matou dois cidadãos. Sergei Lavrov garantiu que a Rússia "não vai interromper" as agressões, mas Kiev acredita que o inimigo está mais enfraquecido.

Nicole Russo - RTP / Adicionar como fonte informativa
Sarah Yenesel - EPA

Apesar da ofensiva contra o território ucraniano, conduzida através de dois mil mísseis e 63 mil drones, desde o início do ano, a Rússia não vai conseguir tomar a região de Donetsk e tem, na realidade, auxiliado no desenvolvimento das capacidades de defesa da Ucrânia, acredita Volodymyr Zelensky.

“Só este ano, de janeiro a agosto, o exército russo perdeu 248.964 pessoas no campo de batalha”, acrescentou, referindo-se à vulnerabilidade das forças militares russas, mais de quatro anos após a primeira invasão ao território ucraniano.

O líder descreveu uma guerra que não está em curso por decisão do seu povo: “Não escolhemos morrer, perder as nossas famílias e a nossa liberdade”.

A ameaça estende-se, atualmente, para lá de Donetsk, alertou. Segundo o presidente ucraniano, Vladimir Putin vai virar atenções para a Moldávia, os países bálticos e os vizinhos no Cáucaso.

“Mesmo a nossa região de Donetsk não é suficiente para ele. Quer mais das nossas cidades e outras”, avisou.

“A indústria petrolífera não é o alvo da Ucrânia. O nosso alvo é a capacidade da Rússia de financiar esta guerra, de arrastá-la, de a tornar mais destrutiva”, assegurou o chefe de Estado em relação àquela que tem sido a resposta da Ucrânia aos ataques russos.

Anunciando uma vontade clara de terminar o conflito, Zelensky apelou à diplomacia perante a Assembleia da ONU, em Nova Iorque, e convidou outros países a participarem no programa antibalístico Freya.
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