10 mil alunos optaram pela disciplina de Espanhol no ano lectivo 2005/6

O número de alunos que optam pela língua espanhol a nas escolas portuguesas duplicou nos últimos dois anos lectivos, atingindo já mais de 10 mil, de acordo com dados de um conselheiro da embaixada de Espanha.

Agência LUSA /

A opção pelo castelhano "resulta da abertura dos jovens e de um novo es pírito de abertura da nova geração" disse à Agência Lusa o conselheiro da embaix ada, Francisco España, durante um encontro que hoje juntou na Escola Secundária Pinheiro e Rosa, em Faro, os professores de Espanhol que leccionam no Algarve.

Segundo Francisco España, o ensino do castelhano nas escolas básicas e secundárias, que começou em 1991, com 30 alunos e três professores, já conta com 10.230 alunos e 204 professores, distribuídos por 138 escolas de todo o País, s endo que 75 são escolas básicas, 60 secundárias e três de formação profissional.

No ano lectivo 2002/03 havia 382 alunos, no ano lectivo seguinte 561, e m 2004/5 cresceu para 678 e no ano que agora finda estão inscritos 10.230 estuda ntes, revelou o conselheiro da embaixada de Espanha, sublinhando que o número cr esceu sempre desde o ano lectivo 1991/92, sobretudo quando o ensino do castelhan o passou a ser oficial, em 1994/95.

"Os jovens não têm fronteiras e perceberam que a globalização também é humana", sustentou o conselheiro da embaixada, que atribuiu também o interesse pelo espanhol à fluidez das relações económicas entre os dois países.

O diplomata observou que o fim das tradicionais desconfianças entre os dois povos resulta de um longo processo que começou com o fim das ditaduras e a entrada dos países ibéricos para a União Europeia, passou pela abertura de front eiras e continuou com a intensificação das relações económicas.

"Eles [os jovens] sabem que para serem médicos, para trabalharem no tur ismo, num escritório ou numa oficina é indispensável conhecer bem a língua", pre cisou, apontando as preocupações laborais como uma das principais explicações s obre a opção pelo Espanhol.

Segundo o conselheiro, o clima político entre os dois países também aj uda à existência de condições favoráveis à aprendizagem mútua das duas línguas.

De resto, o conselheiro garante que o interesse pelo Português é cresce nte entre os jovens espanhóis e que nas escolas superiores de línguas do país vi zinho já não há vagas para a disciplina de Português.

"Só em Badajoz há 9.000 alunos de Português, no ensino oficial e não of icial", garantiu, acrescentando que o fenómeno se estende por todo o território do seu país.

O interesse pelas línguas "do vizinho" é maior nas zonas de fronteira, sobretudo entre o Minho e a Galiza, assim como nas regiões entre o Algarve e a A ndaluzia.

No Algarve, as duas escolas que leccionam Espanhol na cidade fronteiriç a de Vila Real de Santo António têm 382 alunos, quase um terço de todos os 1.234 alunos inscritos na disciplina de Espanhol no Algarve.

Com 151 alunos, Tavira é a segunda cidade algarvia no ensino do Espanho l.

O encontro de hoje dedicou-se ao debate das estratégias sobre o ensino do Espanhol em Portugal, disse o conselheiro, observando que os recursos finance iros para o efeito não provêm do Estado espanhol, mas das próprias escolas portu guesas e, em alguns casos de empresas privadas espanholas que têm apoiado os est abelecimento de ensino na aquisição de livros.

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