2.135 toneladas de material ferroviário rumo à Argentina (c/ fotos)
A CP iniciou hoje, no porto de Leixões, uma mega-operação de embarque em navio-cargueiro de 2.135 toneladas de "material circulante" (carruagens e locomotivas) destinado aos caminhos-de-ferro da Argentina, disse um porta-voz da transportadora ferroviária portuguesa.
O material circulante é composto por 40 carruagens e sete locomotivas que foram perfiladas no ramal ferroviário Ermesinde- Leixões, a aguardar embarque, ao longo de quilómetro e meio.
A operação desenvolve-se em duas fases, a primeira entre as 08:00 e as 24:00 de hoje e a segunda em igual período horário de domingo, prevendo-se que a partida do navio-cargueiro rumo ao porto de Buenos Aires ocorra "segunda ou terça-feira, se tudo correr bem", disse o porta-voz da CP.
O negócio destas carruagens e locomotivas, que a CP diz ser "o maior contrato de sempre no género", foi fechado por 6,9 milhões de euros, sendo celebrado pela CP e pela Secretaria de Estado portuguesa dos Transportes com o departamento governamental homólogo da Argentina.
Este contrato foi celebrado durante uma visita a Portugal, em 31 de Maio de 2005, do secretário de Estado argentino dos Transportes, Ricardo Jaime, no contexto das relações económicas entre os dois países.
Trata-se de material circulante que a CP tinha desactivado em 2003, em consequência da progressiva electrificação e modernização das ferrovias portuguesas, e que foi revisto pela Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, do grupo CP.
As sete locomotivas, movidas a diesel, são da série 1400, de fabrico inglês, pesam 65 toneladas cada, debitam 1.350 cavalos e atingem velocidades de 100 quilómetros horários.
Quanto às 40 carruagens, cada uma tem 27 metros de comprimento, 42 toneladas de peso e capacidade para 100 a 120 pessoas.
As locomotivas e as carruagens vão substituir material circulante argentino que foi vandalizado em Dezembro do ano passado.
Portugal já tinha vendido à Argentina, em Junho do ano passado, por 3,8 milhões de euros, 17 automotoras a diesel, de via estreita e da série 9600, que tinham sido desactivadas da ferrovia da Póvoa, entretanto convertida em linha do Metro do Porto.