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Os danos e a evolução do estado do tempo

A evolução do estado do tempo em Portugal ao minuto

Reportagem

A evolução do estado do tempo em Portugal ao minuto

Estradas cortadas, milhares de casas sem eletricidade e água. Continuam a fazer-se sentir as consequências da tempestade. O Governo decidiu decretar situação de calamidade nas zonas do país mais afetadas pela passagem da Depressão Kristin.

Carla Quirino, Inês Moreira Santos, Paulo Alexandre Amaral, Graça Andrade Ramos, Joana Raposo Santos, Mariana Ribeiro Soares, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Foto: Carlos Barroso - Lusa

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Lusa /

Autoridades garantem que caudal do Mondego está a ser controlado

As autoridades de Proteção Civil e de autarquias da região de Coimbra garantiram esta noite que os caudais do rio Mondego estão a ser monitorizados e controlados, embora existam alertas de cheias nos municípios a jusante de Coimbra.

Em declarações à agência Lusa, Ana Abrunhosa, presidente do município de Coimbra, disse que a Proteção Civil municipal está a monitorizar em contínuo a situação, estando a barragem da Aguieira a efetuar descargas controladas.

Já o comandante da Companhia de Bombeiros Sapadores, Paulo Palrilha, que se encontrava junto da presidente de Câmara, observou que as infraestruturas que permitem descarregar água do canal central do rio para os campos agrícolas, a jusante da ponte-açude, "estão todas em boas condições e a funcionar".

O rio Mondego possui quatro descarregadores para a margem direita: um dique fusível na zona da mata do Choupal, em Coimbra, a funcionar desde a manhã de hoje, que permite escoar até 200 m3/s e três diques sifão (cada um com capacidade de descarga idêntica ao dique fusível) colocados a jusante daquele, rio abaixo.

A descarga de água para os campos de Coimbra e Montemor-o-Velho, embora possa potenciar uma inundação na planície agrícola, insere-se na obra hidráulica do Mondego e permite retirar pressão sobre o leito central e garantir que o rio não galga ou parte as margens (diques) do canal artificial por onde corre até à Figueira da Foz.

O caudal do Mondego na ponte-açude de Coimbra, que rondava a meio da tarde os 1.450 metros cúbicos por segundo (m3/s), o equivalente a 1,45 milhões de litros de água por segundo, foi subindo gradualmente nas últimas horas, situando-se, pelas 21:15, nos 1.757 m3/s, nível de alerta laranja do plano especial de cheias do concelho de Coimbra.

Ana Abrunhosa esclareceu, no entanto, que aquele plano não foi ativado, por estar ativo o plano municipal de emergência do município de Coimbra, bem como o plano distrital e a situação de calamidade decretada pelo Governo, nos territórios afetados pela depressão Kristin, que, automaticamente, leva à ativação dos vários planos de emergência.

Já José Veríssimo, presidente da autarquia de Montemor-o-Velho, notou que a gestão dos caudais "está a ser controlada" pelas autoridades, não antecipando problemas mais graves do que a eventual inundação de zonas habitualmente afetadas pela subida das águas, situação que tem levado a sucessivos alertas do município que dirige.

"Se tudo funcionar como deve ser [na obra hidráulica], se os descarregadores funcionarem, não deverão existir problemas graves", como o rebentamento dos diques do canal central - o que sucedeu em 12 locais em 2001 e em dois locais, um no canal central e outro no leito periférico direito nas cheias de 2019 - "porque o rio tinha muita madeira e os descarregadores estavam entupidos", explicou o autarca.

"Mas, em 2016, o rio não rebentou os diques porque o sistema funcionou e esperamos que agora aconteça o mesmo", evidenciou José Veríssimo.

Sobre a situação revelada esta noite junto à localidade de Casais (Coimbra), de infiltração de água no dique da margem esquerda, proveniente do leito central e que está a preocupar os moradores das povoações vizinhas, a GNR disse à Lusa estar a monitorizar o caso em permanência.

Já o comandante Paulo Palrilha lembrou que aquele dique foi o primeiro a partir em 2001, tendo, depois disso, sido reforçado com betão e que as escorrências que se verificam estão a passar pelas juntas de dilatação da infraestrutura, não pondo em causa, neste momento, a sua integridade.

Por seu turno, o autarca José Veríssimo confirmou que ali existe uma infraestrutura "em profundidade, que tem funcionamento automático e, quando a água chega a um determinado nível, nunca abre".

"Rebentou em 2001 e depois foi reparado. Mas em 2016 tinha uma fuga, em 2019 tinha uma fuga e continua com uma fuga", avisou o presidente da Câmara, lembrando, como sucedeu em 2001, que "se a água for muita, pode vir a acontecer" um rebentamento de diques.

"Mas se a obra funcionar toda não acontece. O ano passado [em 2025] chegaram a passar 2.160 metros cúbicos [por segundo] na ponte-açude e não houve problemas de maior. Vai encher os campos, que já estão saturados de água e com pouca capacidade de encaixe, pode provocar alguns prejuízos, mas vai ser uma situação controlada", reafirmou.

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Lusa /

Proteção Civil registou 2.050 ocorrências na quinta-feira

Portugal continental registou entre as 00:00 e as 23:59 de quinta-feira 2.050 ocorrências relacionadas com o mau tempo, com Coimbra, Oeste e Leiria a serem as regiões mais afetadas, adiantou fonte da Proteção Civil.

Num balanço à Lusa, fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANEPC) referiu que Coimbra foi a região mais afetada com 375 ocorrências, seguida do Oeste (221) e Leiria (201).

Por tipologia, 756 ocorrências foram por queda de árvores, 572 por inundações e 354 por queda de estruturas.

Segundo a mesma fonte, durante a noite de quinta-feira não houve registo de ocorrências significativas ou novas vítimas, acrescentando que os meios continuam destacados no terreno, sobretudo nas zonas mais afetadas pela passagem da depressão Kristin, sendo esperado hoje um dia semelhante ao de quinta-feira.

Num balanço divulgado anteriormente, com dados entre as 16:00 de terça-feira e as 17:00 de quinta-feira, a ANEPC contabilizava 8.160 ocorrências, maioritariamente queda de árvores e de estruturas, sendo as regiões mais afetadas Lisboa, Oeste e Coimbra.

A ANEPC contabilizava naquele balanço 4.554 quedas de árvores; 1.685 quedas de estruturas; 848 inundações; 527 movimentos de massa; 517 limpezas de vias.

Houve ainda 17 salvamentos terrestres e 12 salvamentos aquáticos.

Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga vão estar entre as 09:00 e as 15:00 de hoje sob aviso amarelo de chuva, enquanto toda a costa ocidental estará sob aviso laranja por agitação marítima.

Segundo um comunicado divulgado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Porto, Viana do Castelo e Braga entraram às 00:00 de hoje em aviso laranja, antes da passagem a vermelho, o mais grave, por "ondas de oeste/noroeste com 7 a 8 metros, podendo atingir 14/15 metros de altura máxima, com período de pico de 16/18 segundos".

Estes três distritos estão em aviso vermelho entre as 21:00 de sexta-feira e as 03:00 de sábado e regressam a aviso laranja até às 21:00 de sábado, segundo o instituto.

Faro, Beja e Setúbal entram em aviso laranja a partir das 09:00 de sexta-feira até às 15:00 de sábado (Faro na costa oeste).

Já Lisboa, Leiria, Aveiro e Coimbra estão sob aviso laranja entre as 03:00 de sexta-feira e as 21:00 de sábado.

Durante este período, todos os dez distritos estarão sob aviso amarelo por agitação marítima sempre que não estiver em vigor o laranja ou vermelho.

Os distritos de Guarda e Castelo Branco vão estar sob aviso amarelo entre as 12:00 de sexta-feira e as 09:00 de sábado devido à possibilidade de queda de neve acima dos 1.000 metros.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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Lusa /

Cerca de 340 mil clientes da E-Redes sem energia pelas 21 horas

Cerca de 340 mil clientes da E-Redes continuavam hoje às 21:00 sem fornecimento de eletricidade em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, informou a empresa.

Segundo informação enviada à agência Lusa, o distrito de Leiria continuava a ser a zona mais afetada com cerca de 260 mil clientes afetados.

No distrito de Leiria, o mais afetado pela passagem da depressão Kristin, a E-Redes ativou o "estado de emergência", tendo ali instalados 30 geradores e estando a ser mobilizados mais cerca de 200.

O pico de clientes sem energia foi registado pelas 06:00 de quarta-feira, quando cerca de um milhão de clientes ficaram afetados no território continental.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

 

 

 

 

 

 

 

 

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RTP /

Castelo de Leiria já está iluminado

A imagem que comprova a reposição da eletricidade no célebre monumento de Leiria, foi captada pelo reporter da RTP, Tiago Imaginário.
 
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RTP /

Oposição acusa Montenegro de decretar tarde a situação de calamidade

A oposição acusa Luís Montenegro de ter decretado tarde a situação de calamidade. Diz que houve falta de comunicação por parte do governo.

O PS fala em inação e falta de planeamento do executivo.

Os socialistas acabaram por ser acusados pelo governo e pelos partidos à direita de explorar uma tragédia para efeitos políticos.
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RTP /

Alcácer do Sal. Bombeiros retiram viaturas submersas

Santa Catarina está isolada desde terça-feira. Nas últimas 24h foi possível retirar 45 pessoas de casa. Nas próximas horas poderão ser socorridos mais habitantes.

A água começou a baixar mas a maré cheia pode inverter a situação.
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RTP /

Água deverá regressar sexta-feira a algumas freguesias de Leiria

O abastecimento de água deverá chegar às residências de algumas freguesias de Leiria durante esta sexta-feira, depois de terem sido colocados geradores em alguns pontos, disse o administrador-delegado do SMAS.

"Ao longo do dia, estivemos a instalar alguns geradores nos reservatórios em baixa para garantir o fornecimento para a população. É expectável que no início da próxima manhã já exista água em algumas zonas como Pousos, São Romão, Guimarota, Andrinos, Vale da Fonte, Sampaio, Gândara, cidade, Ervedeira, Quartel, Telheiro, Casal dos Claros, Coimbrão, Amor, Arrabal, Janardo", disse Ricardo Gomes.

Segundo o administrador-delegado dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Leiria, ainda há "uma franja da população nas zonas mais afastadas em que o fornecimento de água vai ser num período mais tardio".

No entanto, serão disponibilizados vários pontos de água nessas zonas para ir ao encontro das necessidades das populações.

Algumas habitações já estão a ter eletricidade, mas apenas estão a beneficiar das estações móveis ligadas aos postos de transformação que a E-Redes está a instalar junto das "infraestruturas nevrálgicas", como quartéis de bombeiros, hospital ou centros de saúde.

"Por isso, há quarteirões que já têm abastecimento de corrente elétrica", explicou o vereador da Proteção Civil municipal, Luís Lopes.

O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, reafirmou que a "prioridade das prioridades" é o restabelecimento da energia elétrica. "Sem energia, sem eletricidade, não vamos conseguir desenvolver a nossa missão e, por isso, continuamos com dificuldades extremas", adiantou.

Verificando hoje, in loco, que existem "muitas torres de alta tensão e de média tensão derrubadas", Gonçalo Lopes observou que a "operação que a E-Redes está a montar é extremamente trabalhosa e que vai obrigar a ter mapeamentos específicos de energia e de eletricidade enquanto reparam essas mesmas torres".

No entanto, desconhece-se ainda o "prazo de restabelecimento da eletricidade no concelho de Leiria".

"O abastecimento de eletricidade de forma consecutiva e estável vai levar tempo", reforçou Luís Lopes.

Segundo o vereador, têm estado no terreno "405 operacionais de diversas entidades e que previsivelmente amanhã poderão ser reforçados com mais grupos que foram disponibilizados, acionados pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, de várias origens do país, nomeadamente do Alentejo, Alto Minho e Douro, e que estamos a validar agora a sua entrada neste concelho".

Luís Lopes referiu também que várias ambulâncias de socorro estão a dar apoio à emergência pré-hospitalar, de forma a conseguimos libertar os bombeiros para as ações que estão a ser desenvolvidas no terreno.

A Câmara de Leiria disponibilizou, no pavilhão dos Pousos, lonas e plásticos, para que a população cujos tetos das edificações foram afetados, possa proteger os seus telhados.

"Conseguimos contratar mangas plásticas de estufa numa empresa de Leiria que tinha sido destruída também pelo vendaval e, mesmo assim, foi buscar, no meio dos escombros, o que tinha para disponibilizar e amanhã (sexta-feira) vai entregar mais. Quando disse que é esta a força e a vontade solidária que o nosso povo tem, é isso que nos enche de orgulho", reforçou.

O presidente da autarquia apelou ainda aos fornecedores de plástico e outros para que possam ceder lonas que já tenham sido utilizadas noutras áreas de trabalho para redistribuir pela população afetada.

Lusa
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RTP /

André Ventura critica falhas na prevenção do impacto da Kristin

André Ventura aponta que falhou toda a prevenção para evitar as consequências da tempestade Kristin.

Foto: Tiago Petinga - Lusa

Diz que não são compreensíveis as falhas no SIRESP e na rede elétrica.

O candidato esteve no centro de Leiria.
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RTP /

Falhas no SIRESP. "Parece que não aprendemos nada com o que tem acontecido"

Mário Conde, especialista em Proteção Civil, reconhece que a situação dos últimos dias seria difícil de evitar, mas que se repetiram problemas antigos, nomeadamente ao nível das comunicações.

Recordou os problemas do SIRESP nos incêndios de Pedrógão Grande e durante o apagão e concluiu: "Parece que não aprendemos nada com aquilo que tem acontecido".

Critica os "estudos prolongados" que "ficam na gaveta" e o "país de burocracias" que adia a resolução dos problemas que se sentem no terreno.

"Voltou a falhar quase tudo o que falhou para trás", resumiu, recordando que há populações que estão quase há 48 horas sem qualquer apoio.
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RTP /

Descargas das barragens agravam possibilidade de cheias

Inundações em Águeda e Coimbra estão entre as maiores preocupações.

Por motivos de segurança o Alqueva está a libertar 1400 metros cúbicos de água por segundo.

São descargas controladas, mas há 13 anos que não acontecia uma descarga assim.

A Agência Portuguesa para o Ambiente, APA, teme que a situação se agrave na próxima semana.
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Lusa /

Mais de 50% das freguesias do país afetadas - Anafre

Mais de 50% das 3.259 freguesias do país foram afetadas pela depressão Kristin, revelou hoje a Associação Nacional de Freguesias (Anafre), relatando "muitos estragos" em habitações, empresas e áreas florestais, sobretudo nos distritos de Leiria e Coimbra.

"Há muitas juntas de freguesia, como não podia deixar de ser, a desenvolver trabalhos para proteção, salvaguardando bens e até casas das pessoas", afirmou o presidente da Anafre, Jorge Veloso (PS), em declarações à agência Lusa.

Realçando que as freguesias têm um "conhecimento profundo" do território, Jorge Veloso sublinhou que as juntas são "a primeira porta que se abre para que possa haver, para as populações, uma resposta rápida", apesar de terem meios reduzidos em comparação, por exemplo, com as câmaras municipais e as comunidades intermunicipais.

"É uma situação, por vezes, de uma dimensão tal que é difícil a freguesia responder rapidamente, porque são centenas de árvores, são habitações, são telhados que voaram. Temos uma série de situações que não conseguimos resolver à primeira, [...] nem as câmaras municipais conseguem, quanto mais as juntas de freguesia. No entanto, tentamos dar o melhor encaminhamento possível a todas as situações que nos são transmitidas", declarou.

Questionado sobre o universo de freguesias afetadas pela depressão Kristin, sobretudo com ventos fortes, chuva e agitação marítima, o presidente da Anafre disse que ainda não dispõe desse levantamento, "mas pelo menos mais de 50% das freguesias estão a ser neste momento envolvidas nesta situação, mais de 50% com certeza".

O também ex-presidente da União de Freguesias de São Martinho e Ribeira de Frades, em Coimbra, referiu que "há muitos estragos em termos de habitações, em termos também de floresta", com especial incidência nos distritos de Leiria e Coimbra.

"Foi uma situação anómala, mas que provocou e continuará a provocar, se as condições do tempo não melhorarem, este tipo de situação, até porque neste momento nos deparamos com outro problema, que é a questão das inundações: há efetivamente barragens que estão neste momento a descarregar ou estão a começar a descarregar. Isso implicará que os terrenos, como estão já completamente encharcados com água, não consigam receber mais água proveniente das barragens", alertou.

Jorge Veloso indicou que a possível ocorrência de inundações poderá provocar "prejuízos incalculáveis".

Sobre se há mais freguesias como a das Meirinhas, no concelho de Pombal, que antecipou hoje prejuízos na ordem dos 500 milhões de euros, o presidente da Anafre respondeu: "Com certeza que sim [...], vai haver com certeza muitas mais a reivindicarem também o apoio urgente para as habitações, para as pessoas afetadas, para as unidades industriais. Vai haver muita freguesia que irá envolver-se nesta situação."

"Esses 500 milhões de euros que a junta de freguesia está a reivindicar são com certeza para fazer face a todos os prejuízos causados, [...] é para todas as unidades industriais, habitações, etc.", explicou.

Sobre se a depressão Kristin foi pior do que o furacão Leslie, registado em outubro de 2018, Jorge Veloso contou que viveu as duas situações e "esta foi mais grave": "Na zona do território onde vivo, que é Coimbra, considero que esta foi mais grave."

Relativamente ao Governo ter decidido decretar a situação de calamidade "nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin", considerou que é importante para "se estabelecerem prazos a cumprir" relativamente à reposição da normalidade, em particular no reabastecimento de eletricidade, gás e comunicações.

"Há situações que são urgentes de resolver", reforçou Jorge Veloso, afirmando que as freguesias estarão também envolvidas na resposta no âmbito da situação de calamidade.

A Anafre realiza o seu Congresso eletivo em Portimão, no distrito de Faro, entre sexta-feira e domingo, mas o autarca afastou o registo de problemas devido ao impacto do mau tempo.

"O Congresso não vai ser adiado, com certeza que não. Poderá haver uma ou outra desistência, mas não contamos que seja muito grave", indicou.

A disponibilidade das freguesias para colaborarem na resposta aos danos provocados pelo mau tempo será também manifestada na reunião magna destas autarquias, frisou Jorge Veloso.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

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Lusa /

Seis supermercados fechados em Leiria, Figueira da Foz e Marinha Grande - APED

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) registou, devido à passagem da depressão Kristin, constrangimentos "pontuais" no transporte de mercadorias e o encerramento temporário de seis supermercados em Leiria, Figueira da Foz e Marinha Grande.

Assim, a APED indicou que regista "constrangimentos pontuais no transporte de mercadorias e no encerramento temporário de 6 das 41 lojas" dos seus associados nos concelhos de Leiria, Figueira da Foz e Marinha Grande.

Segundo a associação, foram "de imediato acionadas medidas para minimizar esta situação", estando as populações afetadas a ser "devidamente encaminhadas", com acesso a informação afixada nos espaços comerciais encerrados, para as lojas mais próximas em funcionamento.

A APED assegurou que os constrangimentos são localizados, rejeitando "qualquer rutura da cadeia de abastecimento alimentar no País", incluindo nas regiões mais atingidas, garantindo que está "acautelada a resposta às necessidades das populações".

A APED assegurou ainda que "os seus associados tudo farão para garantir o regresso à normalidade o mais rapidamente possível, nas zonas afetadas".

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.

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RTP /

208.8 km/hora. Confirmado novo recorde de rajada em Portugal

O IPMA validou a rajada mais intensa de sempre em Portugal, contenental, superior em 32 km/hora ao recorde anterior. Aconteceu em Soure, Coimbra.

Em 2018 havia sido rejeitada uma rajada de 176 km/hora, na Figueira da Foz, o recorde até à passada quiarta-feira.

A intensidade média do vento também registou o valor maior de sempre, com 149 km/hora, no Cabo Carvoeiro. O recorde anterior era de 2015, no mesmo local.
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RTP /

Kristin isolou 300 pessoas em Alcácer do Sal

A zona baixa de Alcácer do Sal está submersa e sem eletricidade.

Várias pessoas foram retiradas das habitações durante o dia.

Uma aldeia está rodeada de água há dois dias e muitos residentes não conseguem sair.
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RTP /

Sertã. Kristin deixou um rasto de destruição em Cernache

No concelho da Sertã, a freguesia de Cernache foi uma das mais afetadas pela tempestade Kristin.

A par da falta de energia elétrica e de comunicações, é grande o rasto de destruição.
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RTP /

"Na generalidade o sistema funcionou", diz o secretário de Estado da Proteção Civil

Rui Rocha, secretário de Estado da Proteção Civil, reconhece que o SIRESP "pode não ter estado na plenitude" em todos os momentos, mas que foi "o único meio de comunicação" em muitas circunstâncias.

O responsável explica as falhas com a "bomba meteorológica" com uma "velocidade fora daquilo que era expectável", que obrigou a uma "reorientação e reorganização".

Considerou que seria "injusto" generalizar as falhas devido a "algumas situações" que ocorreram ao longo das últimas horas, nomeadamente lares que não conseguem prestar cuidados médicos devido à falha de energia.

O secretário de Estado adiantou que há cerca de 366 mil pessoas sem energia e reconheceu que a recuperação "não tem sido à velocidade que todos gostaríamos".

Ressalva que estão por resolver "situações complexas" com estações de foram afetadas "de uma forma que não é normal".

Rui Rocha adiantou ainda que há militares no terreno para apoiar as populações e garantiu que o país está preparado para enfrentar mais chuva e frio, apesar de reconhecer que os terrenos estão "saturados".
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RTP /

Ribeira de Frades, Coimbra. Agricultores temem rebentamento de um dique

Esta tarde, retiraram animais e haveres, antes que a estrutura cedesse.
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RTP /

Calamidade. Lar em Maceira sem água e sem eletricidade

Há muitas situações ainda de populações mais vulneráveis com muitas dificuldades.

O Tiago Imaginário está num lar de Maceira em Leiria, onde há falta de eletricidade.

Entretanto ligaram um gerador que não cobre todas as necessidades.

O elevador não funciona e sacrificou-se o aquecimento de água à necessidade de ter a funcionar uma arca frigorífica com alimentos e o fornecimento de oxigénio.
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RTP /

Falhas da rede SIRESP obrigaram a recorrer a métodos alternativos

As comunicações voltaram a falhar, por completo, em algumas zonas do país.

A rede SIRESP, exclusiva do Estado português para controlo e coordenação em situações de emergência e segurança também voltou a falhar..

Alguns autarcas, como o de Ferreira do Zêzere e Figueiró dos Vinhos, tiveram de recorrer ao telefone satélite dos respetivos bombeiros, para pedir socorro.
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Luís Montenegro. Danos da tempestade superiores ao esperado

O primeiro-ministro diz que os danos do mau tempo são maiores do que o esperado.

Luís Montenegro anunciou que o governo já falou com a Comissão Europeia para obter apoio e ajuda na recuperação das zonas afetadas.
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Dois feridos e 160 casas danificadas em Figueiró dos Vinhos e Alvaiázere

Em Figueiró dos Vinhos há cerca de 160 casas danificadas. Há muitos estragos em vários telhados e inundações dentro das habitações.

Em Alvaiázere registou-se um ferido grave e um ligeiro.

A população está a ser apoiada num pavilhão municipal.
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Idosos às escuras e sem comunicações. Em causa faltas de comunicação

Os responsáveis dos lares de idosos das zonas mais afetados estão muito preocupados com a falta de comunicação.

Afirmam que se houver uma urgência têm de ir pelos próprios meios aos bombeiros

Muitos ainda não foram sequer contactados pelas autoridade.s

Acusam ainda as autarquias e a segurança social de falta de coordenação
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O maior desafio. Viver sem água e sem eletricidade

Um dos maiores desafios das populações das zonas mais afetadas é viver sem água e sem luz.

Só em Leiria 45.000 casas estão sem água.

Em todo o país há mais de 700 quilómetros de linhas de alta tensão danificadas.
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Prejuízos impossíveis de calcular para já em Leiria

Quase dois dias depois da tempestade Kristin, a cidade de Leiria continua sem eletricidade. Ainda há falta de água e as comunicações também não foram restabelecidadas na totalidade.

O levantamento total dos prejuízos ainda está longe de ser possível calcular.

À medida que o tempo passa descobrem-se mais equipamentos destruídos e danificados.
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RTP /

Destruídas centenas de casas, empresas e serviços na Marinha Grande

A Marinha Grande foi também um dos concelhos mais afetado do país. Há centenas de casas, empresas e serviços públicos destruídos.

Há também milhares de pessoas sem eletricidade, sem água e sem rede pelo segundo dia consecutivo.

Parte da zona costeira está completamente destruída.
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RTP /

O segundo dia após a Kristin

Quase dois dias depois da tempestade Kristin, ainda há povoações isoladas, estradas cortadas, milhares de casas sem eletricidade e água.

E há ainda quem não consiga comunicar com familia ou pedir ajuda.

Há já milhões de euros em prejuízos mas muitos mais ainda estão por contabilizar.

Foi já decretada a situação de calamidade em cerca de 60 municípios mais mais podem vir a ser incluidos á medida que se descobram mais e mais estragos desta terrivel tempestade.
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Von der Leyen garante apoio da UE à recuperação

A presidente da Comissão Europeia manifestou "a mais profunda solidariedade" pelos mortos e danos da tempestade. Dirigindo-se ao primeiro-ministro português através das redes sociais, Ursula von der Leyen assegurou que a União Europeia "está pronta para apoiar a recuperação".


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Lusa /

Cerca de 384 mil clientes da E-Redes sem energia pelas 18h30

Cerca de 384 mil clientes da E-Redes continuavam hoje às 18:30 sem fornecimento de eletricidade em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, informou a empresa.

Segundo informação enviada à agência Lusa, o distrito de Leiria continuava, pelas 18:30, a concentrar a maioria das ocorrências, com cerca de 283 clientes afetados.

Além do distrito de Leiria, os distritos mais afetados pela falha de energia são os de Santarém (37 mil), Coimbra (27 mil), Portalegre (24 mil) e Castelo Branco (10 mil).

Numa nova enviada à Lusa, pelas 15:30, a E-Redes, empresa responsável pela distribuição de eletricidade, tinha indicado que as equipas no terreno identificaram 450 postes de Alta e Média Tensão "partidos ou danificados", assim como 24 subestações afetadas, das quais oito permaneciam por ligar, estando as dificuldades de acesso a condicionar a identificação total dos danos e a sua reparação.

No distrito de Leiria, o mais afetado pela passagem da depressão Kristin, a E-Redes ativou o "estado de emergência", tendo ali instalados 30 geradores e estando a ser mobilizados mais cerca de 200.

O pico de clientes sem energia foi registado pelas 06:00 de quarta-feira, quando cerca de um milhão de clientes ficaram afetados no território continental.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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Lusa /

CGD aprova medidas de apoio a famílias e empresas no valor de 300 milhões de euros

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) aprovou medidas "extraordinárias e de implementação imediata" no valor de 300 milhões de euros para apoiar famílias e empresas afetadas pela depressão Kristin, adiantou, num comunicado.

O banco público irá assim avançar com um conjunto de medidas que "atingem os 300 milhões de euros, podendo este valor, em caso de necessidade, ser ampliado", destacou, sendo válidas "para todos os clientes que declarem danos sofridos com a tempestade dos últimos dias".

De acordo com a CGD, as medidas relacionadas com crédito são "válidas para todas as novas propostas, com data de entrada até 31 março 2026 e com contratação/escritura até 31 de maio".

A CGD desenhou várias medidas, abrangendo diferentes tipos de crédito, com `spread` 0% e isenção de comissões no crédito habitação para obras e reabilitação.

O banco público oferece ainda "redução de taxa de juro/`spreads` para operações em vigor, moratórias de crédito e juros até 6 meses e alargamento de prazo até 10 anos, com hipótese de diferimento de 10% capital".

A CGD avança ainda com medidas de apoio ao crédito pessoal, isenção de comissões para novas operações de crédito a empresas e "apoio à tesouraria com carência de capital durante 6 meses, e de 12 meses para operações de médio-longo prazo e `leasings`".

"Estas medidas foram concebidas para responder às necessidades das famílias e empresas afetadas, garantindo soluções rápidas e eficazes refletindo a responsabilidade da Caixa", salientou, indicando que assim se criam condições que permitem "estabilizar a vida das populações e a recuperação mais célere da atividade económica das regiões afetadas".

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

 

 

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RTP /

Mais de mil ocorrências na região Oeste

O número de ocorrências provocadas pelo mau tempo desde as 16h00 de terça-feira foi de 1.014 na região Oeste, mobilizando 3.500 operacionais e 1.166 veículos, segundo o Comandante do Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste.
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RTP /

Santarém ativa Plano Municipal de Emergência por falhas de energia

O presidente da Câmara de Santarém ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil devido à interrupção generalizada do fornecimento de energia elétrica no concelho.
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RTP /

Mata do Cabeço do Peão em Figueiró dos Vinhos praticamente destruída

A mata municipal do Cabeço do Peão, ex-líbris de Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, ficou completamente devastada pela passagem da depressão Kristin, constatou a Lusa no local.

"Era uma mata com décadas, ex-líbris do concelho, e agora não sei se há uma árvore em pé", enfatizou o presidente da Câmara, Carlos Lopes.

Situada junto à malha urbana da vila, com mais de 33 hectares, era considerada o pulmão do concelho e possuía circuitos de manutenção, além de zonas de lazer e um parque de merendas.

A depressão Kristin deixou um rasto de destruição do concelho, com milhares de árvores caídas, muros e vedações destruídas, deslizamento de terras e taludes e estragos no agrupamento de escolas e sinalização vertical.

Ainda sem o levantamento exaustivo dos estragos, o presidente da autarquia de Figueiró dos Vinhos estima que exista "centenas de milhares de euros de prejuízo" entre privado e público.

Segundo o autarca, cerca de 120 agregados familiares sofreram estragos nos telhados das suas habitações, o que poderá levar a autarquia a proceder a realojamentos.

O concelho está desde a madrugada de quarta-feira sem eletricidade e telecomunicações, que deverão ser repostas até ao final do dia de hoje.

Lusa
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Momento-Chave
RTP /

Marcelo elogia a atuação da Proteção Civil, mas admite que é necessário "retirar lições" das falhas do SIRESP

A partir da Academia Militar, o Presidente da República considerou que "quer na prevenção, quer na resposta perante uma situação muito difícil", a resposta "teve problemas", mas que foi "relativamente rápida" nalgumas áreas.

No entanto, quando questionado pelas falhas no SIRESP, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou ocasiões anteriores em que "falharam sistemas a todos os níveis" e acha que "não há comparação" com erros anteriores, mas avisou ser necessário "retirar as lições" e corrigir os "erros" para o futuro, sobretudo para "prever estruturas".

O Presidente da República sugere a criação de um fundo que permita "guardar meios financeiros" para lidar com fenómenos anormais como este.

Marcelo justificou que o estado de calamidade - que é declarada pelo Governo - apenas foi decretado hoje, porque "ninguém ontem pediu" e que, a partir do momento em que houve uma "exata noção" dos acontecimentos, este foi decretado, para não abrir um "precedente".

O Presidente da República também confirmou que se irá deslocar aos locais afetados em breve, considerando uma recomendação dada pela Proteção Civil no início do seu mandato para que os responsáveis políticos, com exceção dos autarcas, não pareçam "cedo demais".

Neste momento, o primeiro-ministro encontra-se nos locais afetados e Marcelo Rebelo de Sousa a acompanhar a a situação em contacto com os autarcas.
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Momento-Chave
Lusa /

Cinco mortes e mais de 8.000 ocorrências devido à depressão Kristin - ANEPC

A Proteção Civil regista até ao momento cinco mortos e 8.160 ocorrências provocadas pela passagem da depressão Kristin por Portugal continental, maioritariamente queda de árvores e de estruturas, sendo as regiões mais afetadas Lisboa, Oeste e Coimbra.

De acordo com um balanço da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANEPC) até às 17:00 de hoje, e desde as 16:00 de dia 27, estão contabilizadas cinco vítimas mortais devido à passagem da depressão Kristin, contabilizando já a morte de uma mulher de 85 anos, em Ribeira de Alcantarilha, Silves, na quarta-feira, depois de o veículo onde seguia ter sido arrastado por um ribeiro.

A Proteção Civil contabiliza ainda "uma vítima mortal em Vila Franca de Xira, na sequência da queda de uma árvore sobre um veículo ligeiro; uma vítima em Carvide, atingida por uma chapa metálica; uma vítima em Fonte Oleiro, encontrada em paragem cardiorrespiratória numa obra; e uma vítima em Carvide, que ficou presa na estrutura da habitação".

Das mais de 8.000 ocorrências registadas até às 17:00 de hoje, 1.310 aconteceram na Grande Lisboa, 1.141 na zona Oeste e 802 na região de Coimbra, sendo estas as três regiões com maior número de ocorrências.

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Natália Carvalho /

Vamos a Votos. A tempestade é incontornável na campanha

António José Seguro visita zonas afetadas sem levar jornalistas.

André Ventura acusa Governo e Presidente da República de estarem "desaparecidos em combate". 

Ramalho Eanes, antigo Presidente da República, declara apoio a Seguro.
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Momento-Chave
RTP /

CNE sem indicação de impedimento de voto antecipado em mobilidade em Leiria e Coimbra

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) não tem indicação de impedimentos para o voto antecipado em mobilidade nos distritos de Leiria e Coimbra, os mais afetados pela depressão Kristin, disse hoje o seu porta-voz, André Wemans.

Foto: António Antunes - RTP

"Não nos chegaram indicações, até ao momento, de algo que pudesse impedir o voto antecipado em mobilidade, que será no dia 1 de fevereiro, ou seja, já este domingo. Ninguém nos informou de impossibilidades", afirmou André Wemans.

Segundo o porta-voz, a CNE está "a contar que o voto se proceda normalmente, com todos os eleitores que fizeram o registo para votar em qualquer um dos concelhos desses dois distritos agora em voto antecipado em mobilidade".

"Estamos a contar que correrá tudo pelo melhor e sem problemas", referiu, ressalvando que a CNE "não tem dados que lhe possam permitir dar garantias que em todos os concelhos de Coimbra e Leiria onde haja eleitores registados para fazer o voto antecipado em mobilidade" tal suceda.

O vereador da Câmara de Leiria Luís Lopes adiantou que o município ainda não está "em condições de validar" o local onde decorrerá o voto antecipado em mobilidade.

"Estamos ainda a confirmar a disponibilidade de dois espaços diferentes em função dos danos" originados pela depressão, declarou Luís Lopes, garantindo, contudo, que o voto antecipado em mobilidade vai manter-se e vai ser no centro da cidade.

Em relação ao dia 8 de fevereiro, dia das eleições presidenciais, o Município de Leiria está "a validar já com as freguesias todas os locais habituais onde as pessoas costumam ir votar", para ver "se reúnem ou não condições para que o ato eleitoral decorra nesse sítio" ou, caso contrário, para encontrar alternativas.

António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas.
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Lusa /

Bombeiros de Pedrógão Grande perderam antena de comunicações e parte do telhado

Os Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, no interior do distrito de Leiria, ficaram sem a antena de comunicações e a cobertura de uma parte do edifício na passagem da depressão Kristin, constatou a agência Lusa no local.

"Seriam 03:30 quando se ouviu um barulho muito forte com a queda da antena, que era muito alta, e o levantamento do telhado do salão", contou à agência Lusa José Nunes, residente junto ao quartel, que não ganhou para o susto.

O morador, de 71 anos, adiantou que se levantou a "tremer com o barulho e a zoada do vento, que metia medo".

"Nunca vivenciei nada deste género e espero que não se repita", frisou.

Nas imediações do quartel dos bombeiros são inúmeros os telhados afetados, com telhas levantadas e chaminés partidas, um cenário que se repete por todo o concelho, que desde a madrugada de quarta-feira está sem eletricidade e comunicações.

A vereadora Soraia Gomes confirmou à agência Lusa que, neste momento, chove dentro do quartel dos bombeiros, devido à destruição de parte da cobertura, e que existem muitos prejuízos por todo o concelho.

Nas piscinas municipais, a Câmara criou um centro de acolhimento e realojamento para 20, que hoje já deverá receber pessoas.

A autarca destacou os estragos nos telhados das habitações e a destruição de uma parte do património florestal do concelho, salientando que a autarquia está a efetuar "todos os esforços" para acudir às necessidades da população.

A freguesia da Graça, por onde a reportagem da agência Lusa passou, terá sido a mais afetada pelos ventos ciclónicos da depressão Kristin, com localidades inteiras a sofrerem danos nos telhados das casas.

"Não deve haver um telhado de pé nesta zona da freguesia", referiu à agência Lusa Sandra Baeta, que explora o café-restaurante O Minhoto, na localidade de Altardo, junto à povoação da Graça, sede de freguesia.

Nesta localidade, já não há água desde as 17:00 de quarta-feira.

Salientando que a chuva e o vento foram "uma coisa nunca vista", Sandra Baeta disse que o temporal "meteu muito medo e que achava que ia morrer".

A sua habitação e o café também sofreram danos materiais.

A Lusa constatou em vários locais do concelho a enorme destruição causada pela depressão, nomeadamente uma unidade fabril totalmente destruída na freguesia da Graça.

Também na zona industrial de Pedrógão Grande, encostada à vila, várias empresas sofreram danos nas coberturas.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.

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Lusa /

Autoridades alertam para "agravamento considerável" do estado no mar no Norte

A Autoridade Marítima Nacional e a Marinha alertaram hoje para as previsões de "agravamento considerável" do estado do mar na região Norte entre as 18:00 de sexta-feira e a noite de domingo, com ondas que poderão atingir 12 metros.

"A agitação marítima será caracterizada por uma ondulação proveniente do quadrante oeste-noroeste, com uma altura significativa que poderá atingir os sete metros e uma altura máxima de 12 metros", indicam as autoridades marítimas, em comunicado.

Quanto ao vento, as previsões apontam para a possibilidade de ocorrerem rajadas até 101 quilómetros/hora, com uma intensidade média até 56 quilómetros/hora.

O "agravamento considerável das condições meteorológicas e de agitação marítima" na região Norte de Portugal continental deverá registar-se entre as 18:00 de sexta-feira e as 00:00 de segunda-feira.

A Autoridade Marítima Nacional e a Marinha alertam, por isso, para os cuidados a ter, tanto na preparação de uma ida para o mar, como em zonas costeiras.

Assim, as autoridades recomendam o reforço da amarração e manutenção de "uma vigilância apertada das embarcações atracadas e fundeadas".

É ainda recomendado que a população evite passeios junto ao mar ou em zonas expostas à agitação marítima, nomeadamente molhes de proteção dos portos, arribas ou praias.

Além disso, é pedido que não se pratiquem atividades de pesca lúdica, em especial junto às falésias e zonas de arriba atingidas pela rebentação das ondas, "tendo sempre presente que nestas condições o mar pode facilmente alcançar zonas aparentemente seguras".

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Lusa /

Câmara de Castelo Branco declara Situação de Alerta

A Câmara de Castelo Branco declarou hoje a Situação de Alerta para todo o território do concelho, válida até sábado, sem prejuízo da sua eventual prorrogação caso a evolução da situação o justifique.

"A declaração tem por objetivo assegurar a coordenação institucional e operacional das entidades envolvidas, bem como reforçar a capacidade de resposta municipal face aos efeitos da depressão Kristin, atendendo à previsão de manutenção de condições meteorológicas adversas", informou o município de Castelo Branco.

Face à Situação de Alerta decretada pelo município, todas as entidades públicas e privadas com especial dever de cooperação ficam obrigadas a prestar o apoio solicitado pela Autoridade Municipal de Proteção Civil.

A declaração abrange todo o território do concelho de Castelo Branco, com efeitos imediatos e está em vigor até às 23:59 de sábado.

A autarquia justificou ainda esta decisão com base na informação meteorológica disponível, que mantém a previsão de persistência de condições meteorológicas adversas, suscetíveis de agravar os efeitos já verificados pela passagem da depressão Kristin, nomeadamente ao nível do vento forte, precipitação intensa e instabilidade das estruturas.

"Considerando que a situação descrita configura um agravamento excecional do risco coletivo, exigindo a adoção imediata de medidas de caráter preventivo, especial e excecional, com vista à salvaguarda de pessoas e bens, bem como à reposição da normalidade".

Neste âmbito, é determinada a manutenção da ativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, em modo de prontidão reforçada, reforçada a vigilância e monitorização de zonas de risco, prioridade absoluta às ações de socorro, salvamento e assistência às populações, incluindo realojamento temporário sempre que necessário e interdição ou condicionamento de acessos a vias rodoviárias, espaços públicos e edifícios que apresentem risco para a segurança de pessoas e bens.

São também reforçados os meios humanos e materiais afetos às operações de proteção civil, podendo ser determinado o prolongamento de horários e a mobilização excecional de recursos municipais e é garantia da operacionalidade dos serviços essenciais, nomeadamente energia, água, saneamento, comunicações e saúde, em articulação com as entidades competentes, entre outras.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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RTP /

Proteção Civil garante que manteve atividade operacional

Daniela Fraga, adjunta de Operações do Comando Nacional de Emergência e Proteção Civil fez na RTPNotícias, um balanço do que se passou durante a tempestade e uma previsão do que se pode esperar até à próxima semana.
Quanto às falhas do SIRESP, Daniela Fraga lembra a devastação causada pela tempestade que afetou severamente as comunicações. "Houve alguns constrangimentos mas face às dificuldades utilizamos sistemas redundantes de comunicação, o que nos permitiu manter todas as atividades operacionais", garantiu.

No balanço, a adjunta lamentou as "cinco vítimas" e apontou o "grau de destruição muito elevado", igualmente ao nível florestal e agrícola.

A rede eletrica sofreu grande impecto e a reposição do serviço eletrico "poderá demorar alguns dias", estando a ser avaliados os danos, "o mais rapidamente possível". As dificuldades no terreno poderão dificultar esta avaliação, sublinhou.

"Para as próximas horas vamos ter um cenário não tão extremo, mas vamos ter agravamento do estado do tempo", apontou ainda.

Além da região afetada pela tempestade, outras zonas poderão sofrer "risco de cheias e inundações" nos próximos dias, não só pela pluviosidade mas também pela saturação dos solos e a necessidade de descargas das barragens, alertou. 


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RTP /

DECO esclarece como acionar seguros

Margarida Pinto, jurista da DECO, Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, explica na RTPN como muitas pessoas vão ter de acionar os seguros nesta situação de catástrofe, para casas, automóveis, propriedades e empresas.
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RTP /

Águeda inundada. Subida das águas abrandou mas preocupação persiste

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Lusa /

Linhas ferroviárias do Norte e do Oeste mantinham-se suspensas pelas 17h00

A circulação na linha ferroviária do Norte, entre Lisboa e Porto, para os comboios de longo curso, e do Oeste mantinha-se às 17:00 de hoje suspensa devido a problemas causados pelo mau tempo, informou a CP -- Comboios de Portugal.

Fonte da CP disse à Lusa que, pelas 17:00, se registavam constrangimentos em troços das linhas ferroviárias do Douro, entre Régua (distrito de Vila Real) e Pocinho (concelho de Vila Nova de Foz Coa, distrito da Guarda), e da Beira Baixa, entre Ródão e Castelo Novo (ambos no distrito de Castelo Branco).

A essa hora, verificava-se também a suspensão do serviço regional entre Coimbra B e Entroncamento (distrito de Santarém), referiu fonte da empresa de transporte ferroviário.

"Devido a problemas na via causados pelo mau tempo, a circulação ferroviária continua suspensa nestas linhas e sem previsão de retoma", indicou à Lusa fonte da CP, num ponto de situação pelas 17:00, que mantém inalterado o balanço divulgado pelas 12:00 na página de Facebook da empresa.

Às 12:00, a circulação ferroviária já se encontrava retomada na linha da Beira Baixa, realizando-se o serviço regional no troço Guarda - Covilhã (distrito de Castelo Branco), bem como nos Urbanos de Coimbra, no troço Coimbra B - Alfarelos (concelho de Soure, distrito de Coimbra).

De acordo com a Infraestruturas de Portugal (IP), num ponto de situação pelas 16:00, a circulação ferroviária registava "constrangimentos em algumas linhas da rede nacional, devido às condições meteorológicas adversas da última madrugada, que provocaram falhas na rede elétrica, com impactos na catenária, e a queda de árvores sobre a infraestrutura".

Estas ocorrências, segundo a IP, estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço.

O ponto de situação da IP às 16:00 indicava que a circulação ferroviária estava suspensa em troços das linhas do Norte, entre Fátima (distrito de Santarém) e Alfarelos; do Douro, entre a Régua e Pocinho; da Beira Baixa, entre Ródão e Castelo Novo; do Oeste, entre Mafra e Amieira, e entre Louriçal e Figueira da Foz; e do ramal de Alfarelos, entre Alfarelos e a Figueira da Foz.

As equipas da IP estão no terreno a "desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança", informou a empresa.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou hoje situação de calamidade em cerca de 60 municípios.

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Rio Arade galgou as margens, caudal do Guadiana pode criar dificuldades

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RTP /

Castelo Branco. "Estamos devastados"

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Lusa /

Anacom admite dificuldades dos operadores para repor comunicações

A Anacom admitiu hoje que a situação "mantém-se complexa" e que persistem dificuldades para repor o serviço de comunicações nas regiões afetadas pela tempestade Kristin, apesar da deslocação para o terreno de "milhares de técnicos" dos operadores.

Segundo a entidade reguladora das comunicações, as condições atmosféricas adversas "danificaram algumas infraestruturas de telecomunicações, tendo-se registado queda de postes, queda de árvores ou de outras estruturas sobre os traçados aéreos de fibra ótica, danos em torres e mastros de comunicações".

A Anacom referiu também "a inoperacionalidade de `sites` por indisponibilidade de energia elétrica", num esclarecimento enviado à Lusa.

"Muitos `cell sites` móveis permanecem sem serviço, e a rede fixa só será restabelecida à medida que haja eletricidade nas residências, uma vez que os `routers` dependem de energia para funcionar", explicou o regulador.

"A Anacom está em contacto permanente com os operadores e com as autoridades de proteção civil e a acompanhar a situação no terreno", acrescentou.

Na quarta-feira, a Anacom referiu que mais de 300 mil clientes dos operadores de comunicações tinham sido afetados pelo mau tempo, em regiões como Coimbra, Castelo Branco, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal e Viseu.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.

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Governo decreta "estado de calamidade" até 1 de fevereiro em 60 municípios

Face ao impacto devastador da depressão Kristin, o executivo declarou esta tarde o "estado de calamidade" das 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro em cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

O decreto abrangerá cerca de 60 municípios que vão desde o concelho de Mira, a Norte, e os de Lourinhã e Torres Vedras, a sul, podendo ser acrescentados outros por despacho da ministra da Administração Interna, acrescentou o ministro da presidência, António Leitão Amaro, em conferência de imprensa após o conselho de ministros.
O ministro deixou ainda o alerta contra perigos que possam representar as infraestruturas danificadas pelas tempestades que fustigaram o país nos últimos dias: "Riscos não apenas da precipitação e das cheias, mas também infraestruturas, árvores, linhas de comunicação e elétricas que podem cair nestas horas e dias seguintes".

Leitão Amaro confirmou ainda que o Governo decretou a situação de calamidade “entre as zero horas de dia 28 até 1 de fevereiro às 23h59”.

O ministro da Presidência adiantou ainda que a decisão será reavaliada no final desse período.

Segundo Leitão Amaro, o decreto abrange seis dezenas de municípios que vão desde o concelho de Mira, a Norte, e os de Lourinhã e Torres Vedras, a sul.

Outros concelhos poderão – explicou - ser acrescentados por despacho da ministra da Administração Interna.

"O estado de calamidade não termina hoje porque há riscos que é importante continuar a acautelar", explicou.

Em relação aos meios envolvidos no combate, o Governo decidiu manter nesse período o estado de prontidão máxima das forças e serviços de segurança já no terreno na Zona Centro, bem como dos serviços de saúde e emergência médica e prestadores de serviços essenciais, como redes de energia elétrica e comunicações.

António Leitão Amaro garantiu ainda que o executivo aprovou "o enquadramento inicial de apoios às vítimas desta tempestade e dos fenómenos mais extremos", no que, acrescentou, se procura agilizar a ajuda a quem dela mais prioritariamente necessita.

O ministro da Presidência avisou que o apoio do Estado é sempre "complementar e subsidiário" e afirmou que os seguros são o meio normal de cobertura dos danos: "O apoio estadual é sempre complementar e subsidiário a uma obrigação imprescindível que é a cobertura de seguros".

Leitão Amaro precisou que o apoio público não "exclui nem prejudica" a ativação dos seguros, que classificou como o "meio normal" para a cobertura dos danos do mau tempo.

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Luís Montenegro. Governo está em contacto com Comissão Europeia

O primeiro-ministro revelou esta tarde que o Governo já está em contacto com Comissão Europeia "para perspetivar formas de financiamento para ajudarmos, as pessoas, as famílias, as empresas".

Luís Montenegro em Coimbra após passagem da temprestade Kristin Foto: Paulo Novais - Lusa

Luís Montenegro acrescentou que estão a ser mobilizados todos os meios da Proteção Civil que terão de continuar a apoiar as regiões afetadas "nos próximos dias", "porque vamos continuar a ter chuva, a ter vento".O primeiro-ministro promete fazer todo o possível para tentar antecipar "cheias e inundações" nos "concelhos tradicionalmente expostos a esse fenómeno", para suavizar "impactos", lembrando o exemplo do que já está a ser feito em Coimbra.

"A ajuda chegou desde a primeira hora, aliás até antes" do eventos, garantiu também, recusando falhas de antecipação no dispositivo de socorro. 

Montenegro defendeu a mobilização de meios e pessoas em antecipação à tempestade. "Fizemos o que era possível ser feito".

"Compreendo perfeitamente o grito de alerta dos responsáveis pelas populações, em particular dos autarcas" perante a situação "desafiante" e "complexo" de "não ter comunicações, energia elétrica e em muitos casos não ter abastecimento de água", acrescentou o primeiro-ministro.

"Estamos a por todas as nossas forças no terreno" para socorrer as populações, garantiu, lembrando que "não é fácil", porque "não conseguimos estar em simultâneo em todos os sítios".

"É um trabalho que está em curso", referiu, quando já antes tinha garantido que "está em marcha todo o apoio". O primeiro-ministro visitou diversos locais em Coimbra severamente afetados pela intempérie de quarta-feira.

Montenegro refere que os efeitos do impacto serão "muito vultuosos, mais do que era expectável no início", mas considera os obstáculos uma "outra prova de superação", apelando à cooperação de todos.

"Há sempre falhas que podem e devem ser corrigidas" referiu ainda, ao lado da autarca de Coimbra, Ana Abrunhosa.

Luis Montenegro agradeceu ainda o esforço "incansável" e "de grande solidariedade", de quem está a socorrer as vítimas da tempestade Kristin.
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Lusa /

Torres Vedras altera local de voto antecipado

O local em Torres Vedras onde vão ser instaladas as mesas para o voto antecipado da segunda volta das eleições presidenciais, no domingo, foi alterado devido à previsão de mau tempo, informou hoje a Câmara Municipal.

"As secções de voto da assembleia de voto em mobilidade do município de Torres Vedras sofreram uma alteração do local, motivado pela necessidade de manutenção do Pavilhão Expotorres, na sequência da passagem da depressão Kristin pelo território", divulgou em comunicado a autarquia do distrito de Lisboa.

As secções de voto vão funcionar no Edifício da Câmara Municipal, da Avenida 5 de Outubro, na cidade de Torres Vedras, mantendo-se o horário entre as 08:00 até às 19:00.

A inscrição para o voto antecipado por mobilidade pode ser feita até hoje em https://www.votoantecipado.pt/.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

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Mondego galga margens em Coimbra

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RTP /

Ordem dos Engenheiros aponta o que falta fazer na resposta a calamidades

Bento Aires, do Conselho Diretivo da Ordem dos Engenheiros, lembra as falhas recentes que revelam a falta de cultura de manutenção das infraestruturas em Portugal.
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Dia a dia pleno de problemas na Marinha Grande

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Lusa /

Impacto muito grande nas linhas de alta, média e baixa tensão de Leiria

A passagem da depressão Kristin teve "um impacto muito grande" nas linhas de alta, média e baixa tensão do distrito de Leiria e estão em funcionamento seis de 13 subestações, revelou hoje o secretário de Estado da Energia.

"Sete não estão a funcionar e destas sete há duas em que a E-Redes já está a trabalhar neste momento. Portanto, o trabalho neste momento da E-Redes é de repor a alta tensão e, a partir do momento em que se repõe a alta tensão, começar a energizar subestações através da média tensão", informou Jean Barroca.

Numa visita à Mata Municipal de Ansião, no distrito de Leiria, o secretário de Estado Adjunto e da Energia acedeu ao pedido do primeiro-ministro, Luís Montenegro, para explicar o que está a ser feito.

"Ao contrário do que aconteceu no apagão, isto não é só um desligar e ligar. Há impactos físicos na infraestrutura que precisam de intervenções, nomeadamente nas subestações em que os postes que levavam os cabos caíram e estão danificados. Há árvores que deitaram cabos abaixo e que neste momento são autênticos novelos e que levam mais tempo a repor", esclareceu.

Segundo o governante, a E-Redes tem 1.200 operacionais no terreno e está a trabalhar em todos os níveis de tensão para repor a eletricidade, dando prioridade às infraestruturas críticas e telecomunicações, embora ainda não exista uma previsão para a normalidade.

"É um processo gradual, não vai acontecer de uma vez só, porque também tem a ver com as reparações que vão ser feitas em cada uma das subestações", indicou, com Luís Montenegro a alertar que há infraestruturas danificadas em pontos quase inacessíveis.

De acordo com Jean Barroca, há também um conjunto de geradores postos à disposição da região, tendo Pombal e Ansião feito a requisição de dois destes equipamentos, que estão para chegar.

"Todos esses geradores também estão a ser postos, junto de, seja infraestruturas de água para garantir o abastecimento de água às populações ou zonas críticas, como seja hospitais, lares ou algumas infraestruturas que são também urgentes nesse aspeto", referiu.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.

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Lusa /

Cerca de 408 mil clientes da E-Redes sem energia pelas 15h30

Cerca de 408 mil clientes da E-Redes continuavam hoje às 15:30 sem fornecimento de eletricidade em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, informou a empresa.

Numa nota enviada à agência Lusa, a empresa responsável pela distribuição de eletricidade referiu que o distrito de Leiria continua a concentrar a maioria das ocorrências, com cerca de 290 mil clientes afetados, seguindo-se os distritos de Santarém (42 mil), Coimbra (34 mil), Portalegre (27 mil) e Castelo Branco (11 mil).

Segundo a E-Redes, as equipas no terreno identificaram 450 postes de Alta e Média Tensão "partidos ou danificados", assim como 24 subestações afetadas, das quais oito permanecem por ligar, estando as dificuldades de acesso a condicionar a identificação total dos danos e a sua reparação.

"O recurso a drones e os helicópteros vai permitir uma melhor e mais precisa identificação da extensão total, mas tal só será possível quando as condições meteorológicas o permitam", refere a nota.

No distrito de Leiria, o mais afetado pela passagem da depressão Kristin, a E-Redes ativou o "estado de emergência", tendo ali instalados 30 geradores e estando a ser mobilizados mais cerca de 200.

"Está a ser dada prioridade aos serviços essenciais, como saúde, água, saneamento e comunicações, no sentido de garantir a distribuição de energia. A somar a estes geradores está também deslocada para a região uma central móvel que vai permitir distribuir energia a mais clientes", adianta a E-Redes.

Para o distrito de Leiria estão mobilizados cerca de 1.200 operacionais para reposição do fornecimento de energia.

O pico de clientes sem energia foi registado pelas 06:00 de quarta-feira, quando cerca de um milhão de clientes ficaram afetados no território continental.

Pelo menos seis pessoas morreram em consequência da passagem da depressão Kristin por Portugal continental, que deixou um rastro de destruição e causou feridos e desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria, por onde a depressão entrou no território continental, Coimbra, Santarém e Lisboa.

A tempestade provocou quedas de árvores e de estruturas, o corte e o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.

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Lusa /

Parte substancial dos povoamentos florestais da Mata Nacional de Leiria foi derrubada

Parte substancial dos povoamentos florestais da Mata Nacional de Leiria foi parcial ou totalmente derrubada devido à depressão Kristin, revelou hoje à agência Lusa o Instituto da Conservação da Natureza e das Floresta (ICNF).

"A passagem da depressão Kristin levou a que uma parte substancial dos povoamentos florestais da Mata Nacional de Leiria tenha sido parcial ou totalmente derrubada, com danos igualmente em infraestruturas de apoio à gestão", referiu o ICNF em resposta a um pedido de informação da agência Lusa.

Segundo o ICNF, "atendendo à dimensão dos danos, e às dificuldades de deslocação e de comunicação ainda prevalecentes na região de Leiria e limítrofes, só será possível ter uma contabilização concreta dos estragos quando toda a área afetada estiver acessível".

O ICNF adiantou que, por todo o país, "acionou de imediato os seus operacionais para o apoio às populações na sua área de atribuições e em articulação com as autoridades de proteção civil", explicando que "a prioridade tem sido o apoio às famílias residentes em terrenos sob sua gestão, a desobstrução de vias florestais de comunicação e as demais ações de estabilização de emergência pós-catástrofe".

Desde a manhã de quarta-feira "foram já acionados perto de 300 operacionais, 63 veículos e 10 máquinas pesadas nas regiões mais afetadas (Centro e de Lisboa e Vale do Tejo)", dados que estão em permanente atualização, ressalvou o Instituto.

"Nestes operacionais incluem-se bombeiros sapadores florestais, sapadores florestais, agentes do Corpo Nacional de Agentes Florestais e operadores de máquinas, enquadrados por técnicos destas estruturas".

Além da intervenção nas áreas sob sua gestão, o ICNF "tem empenhados operacionais noutras áreas e concelhos, um pouco por todo o continente, a pedido das autoridades de Proteção Civil".

A Mata Nacional de Leiria, que ocupa dois terços do concelho da Marinha Grande, tem 11.021 hectares.

Nos incêndios de outubro de 2017, 86% da sua área ardeu, de acordo com o `site` https://mnleiria.icnf.pt/. Já a tempestade Leslie, um ano depois, afetou 1.137 hectares desta mata.

O Pinhal de Leiria ou Pinhal do Rei, como também é designado, é propriedade do Estado.

De acordo com informação do mesmo `site`, "a origem deste pinhal remonta a datas anteriores ao reinado de D. Dinis (1279-1325), mas foi com este monarca que foram feitas as grandes sementeiras com pinheiro-bravo, que o considerou como Mata da Coroa, estabelecendo as primeiras regras com vista à sua administração, dando-lhe, para este efeito, um primeiro regimento".

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas.

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RTP /

Amarante vigia subida do rio Tâmega

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RTP /

Baixa de Alcácer do Sal debaixo de água

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RTP /

Pombal recupera lentamente fornecimentos de eletricidade e água

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Lusa /

Governo defende que proteção civil funcionou e promete dar as respostas necessárias

O ministro dos Assuntos Parlamentares defendeu hoje que o sistema de proteção civil funcionou perante eventos climáticos extremos, advertiu que esta tragédia não pode ser tratada com ligeireza e prometeu que serão dadas as respostas necessárias.

 

Estas posições foram transmitidas por Carlos Abreu Amorim em plenário, na abertura do período de declarações políticas, numa intervenção em que começou por lamentar as vítimas em consequência da tempestade.

"É também com esse respeito pelas vítimas que devemos afirmar que esta tragédia não pode ser tratada com ligeireza nem com precipitação. Exige verdade, exige rigor e exige uma resposta à altura da complexidade do que enfrentámos e do que ainda enfrentaremos nos próximos dias", declarou.

O ministro dos Assuntos Parlamentares procurou depois assegurar que, "desde a primeira hora, o Governo acompanhou permanentemente a situação, os desenvolvimentos, o impacto e a resposta à tempestade".

"É imperativo afirmar que o sistema de proteção civil funcionou, antecipando-se aos riscos e minimizando as consequências que não eram inevitáveis. Quero deixar uma palavra de reconhecimento público às forças de socorro, proteção civil, aos bombeiros, às forças de segurança e aos autarcas. A prontidão com que todas as ocorrências foram enfrentadas demonstra a maturidade do nosso sistema de proteção civil, a coordenação institucional e, acima de tudo, a união do país nos momentos mais adversos", advogou.

Na sua intervenção, o membro do Governo fez também questão de deixar um alerta: "O perigo não cessou".

"Renovo o apelo ao país para que todos mantenham a prudência, sigam as orientações das autoridades e evitem a circulação em zonas mais afetadas. O foco do Governo é, agora, a reposição da normalidade, em especial no fornecimento de energia elétrica, nas vias de comunicação e nos meios de transporte", especificou.

Carlos Abreu Amorim apontou, depois, que o executivo tem "plena consciência das dificuldades que milhares de portugueses enfrentam, sobretudo na região centro litoral, com centenas de milhares de pessoas afetadas por cortes de energia".

"Estamos no terreno a avaliar os danos, a agilizar as intervenções necessárias e a ouvir todos os portugueses que mais precisam do Governo ao seu lado. O Governo declarou situação de calamidade nas zonas afetadas, de forma a agilizar todas as respostas, desbloquear meios adicionais e acelerar a recuperação", apontou.

No que respeita aos apoios e aos trabalhos de reconstrução, Carlos Abreu Amorim deixou uma garantia: "O Governo não deixará de dar as respostas necessárias".

Neste momento, na sua perspetiva, há "três prioridades essenciais: o apoio imediato às vítimas; o apoio às autarquias e aos serviços no terreno; e uma a avaliação rigorosa e transparente do que aconteceu".

"O Governo não se limitará a acompanhar acontecimentos. Assume a responsabilidade de agir, de mobilizar os meios necessários e de garantir que as famílias, as autarquias e os serviços públicos, os serviços sociais e as empresas têm o apoio de que precisam para recuperar, com dignidade e segurança. Cada decisão visa repor a normalidade rapidamente, sem deixar ninguém para trás", disse.

O ministro dos Assuntos Parlamentares admitiu mesmo que, se "for necessário ir mais longe, o Governo assim o fará".

"O Governo responderá a esta calamidade com seriedade, sentido de dever e respeito absoluto pelas vítimas e pelas populações afetadas. Mesmo quando o extremo da situação ultrapassa as previsões de todos, os portugueses podem confiar no Estado, na sua eficiência e na sua capacidade de resposta", acrescentou.

 

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Lusa /

Várias freguesias de Montemor-o-Velho mantêm-se sem energia elétrica

As infraestruturas elétricas do município de Montemor-o-Velho, no Baixo Mondego, foram os equipamentos mais atingidos pela passagem da depressão Kristin, na madrugada de quarta-feira, existindo várias freguesias que se mantêm às escuras, disse hoje o presidente da Câmara.

"Ontem [quarta-feira], ao fim do dia, tínhamos mais de 50% da eletricidade restabelecida, o que apontava para a possibilidade de haver aulas no concelho e o abastecimento dos lares de idosos e centro de saúde, também com geradores. Mas hoje, pela manhã, houve três freguesias [Montemor-o-Velho, Carapinheira e Meãs do Campo] onde a eletricidade quebrou novamente", disse à agência Lusa José Veríssimo.

Se na sede do concelho a energia já voltou a ser reposta, ao final da manhã, o autarca disse esperar que na Carapinheira e Meãs do Campo o mesmo aconteça ao longo do dia.

No entanto, e apesar dos meios da E-Redes estarem no terreno, acompanhados pela Proteção Civil e funcionários municipais, mantêm-se sem eletricidade, desde a madrugada de quarta-feira, quatro freguesias e parte do território de outras duas.

São estas Abrunheira e parte de Pereira, na margem esquerda do Mondego, a sul de Montemor-o-Velho, e Seixo de Gatões, Liceia, parte de Arazede e Tentúgal, a norte e a leste.

Perante a situação, o município decidiu manter as aulas em Arazede, mas não nas restantes freguesias onde a eletricidade falhou novamente ou ainda não foi regularizada.

"Recolhemos as crianças, garantimos-lhes o almoço e o apoio necessário, mas não as aulas", explicou José Veríssimo.

O autarca disse ainda que a situação de falta de energia está a impactar uma das mais importantes indústrias do concelho -- uma fábrica de batata frita, localizada em Tentúgal, "que está em vias de ser a maior da Península Ibérica, com uma grande obra que estão a fazer, e está sem eletricidade há quase dois dias", lamentou.

Pelo menos seis pessoas morreram em consequência da passagem da depressão Kristin por Portugal continental, que deixou um rastro de destruição e causou feridos e desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria, por onde a depressão entrou no território continental, Coimbra, Santarém e Lisboa.

A tempestade provocou quedas de árvores e de estruturas, o corte e o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.

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Lusa /

Associação empresarial de Coimbra pede medidas extraordinárias ao Governo

A Associação Empresarial da Região de Coimbra (NERC) pediu hoje ao Governo para que tome urgentemente medidas extraordinárias de apoio às empresas que registaram "danos relevantes nas suas instalações, equipamentos e atividade" devido à depressão Kristin.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a NERC mostrou-se muito preocupada com os danos provocados pela passagem da depressão e avisou que as empresas enfrentam agora "dificuldades acrescidas para retomar a normalidade, num contexto já exigente para a competitividade e sustentabilidade dos negócios".

Neste âmbito, pediu ao Governo que adote medidas extraordinárias de apoio às empresas afetadas, "de forma a assegurar uma recuperação célere da atividade económica, preservar postos de trabalho e evitar o encerramento de unidades produtivas essenciais ao desenvolvimento regional".

A NERC avançou que, "em articulação e coordenação com a AIP (Associação Industrial Portuguesa), irá promover inquéritos e a constituição de grupos de trabalho".

Além da AIP, serão envolvidas as associações empresariais regionais em que a NERC se integra e as Comunidades Intermunicipais das regiões afetadas, para que sejam inventariados os prejuízos, discutidas as medidas e monitorizada a sua aplicação, acrescentou.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.

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Lusa /

Governo vai abrir apoio a agricultores com taxas que podem chegar a 100%

O Ministério da Agricultura vai abrir uma medida de restabelecimento do potencial produtivo, devido ao impacto do mau tempo, para investimentos entre 5.000 e 400.000 euros, cuja taxa de apoio pode chegar aos 100%, avançou à Lusa.

Os formulários para as declarações de prejuízos estão disponíveis nos `sites` das CCDR -- Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e várias equipas estão a fazer uma primeira avaliação dos estragos.

"Com estas informações abriremos uma medida de restabelecimento do potencial produtivo para investimentos elegíveis entre 5.000 euros e 400.000 euros, cuja taxa de apoio pode chegar aos 100%, para os prejuízos até aos 10.000 euros", adiantou o Ministério da Agricultura e Mar, em resposta à Lusa.

Por sua vez, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), após a falência das comunicações nas sedes regionais, disponibilizou três linhas telefónicas -- uma no centro e duas em Lisboa e Vale do Tejo -, para mitigar situações urgentes.

O Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) disponibilizou à Proteção Civil equipas de sapadores florestais para apoiar ações no terreno.

Nas áreas que estão sob a responsabilidade do ICNF, nomeadamente matas públicas do litoral, incluindo o Pinhal de Leiria, Casal da Lebre e Mata do Urso, estão mobilizados cerca de 60 operacionais do instituto.

Esta primeira intervenção destina-se a repor a segurança e a circulação, seguir-se-á uma intervenção de recuperação.

De acordo com o Governo, registaram-se também estragos nos portos de Peniche e da Figueira da Foz, estando a ser feito o levantamento dos mesmos para posterior reporte às seguradoras.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.

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Lusa /

Vila de Rei disponibiliza unidade com 20 camas para receber desalojados

O município de Vila de Rei disponibilizou uma unidade com 20 camas para alojar as pessoas que se encontrem sem condições de habitabilidade na sequência da depressão Kristin.

"Foram centenas de casas atingidas fortemente pela tempestade, com estragos muito consideráveis nos telhados das habitações", referiu a Câmara de Vila de Rei em comunicado nas redes sociais.

Esta autarquia do distrito de Castelo Branco informou ainda que, em caso de necessidade, quem precisar de auxílio pode deslocar-se às instalações da Câmara Municipal ou ao quartel dos bombeiros "para solicitar algum tipo de auxílio ou quaisquer informações adicionais".

"Há pessoas desalojadas e, face às expectativas de elevada precipitação para os próximos dias, que causa ainda preocupação face à possível ocorrência de cheias, este número poderá aumentar exponencialmente".

Segundo o município, o número de árvores caídas no concelho é incalculável ao dia de hoje, criando situações de vias intransitáveis e ao isolamento de várias aldeias.

"A queda de árvores aumentou também os estragos existentes e contribuiu para que, em grande parte do concelho, não exista, de momento, acesso a telecomunicações, eletricidade e água".

A Câmara de Vila de Rei disponibilizou ainda para os funcionários que estão na primeira linha de socorro (bombeiros, Proteção Civil, GNR, trabalhadores de hospitais e de lares de idosos) a creche e o jardim-de-infância para receber as crianças.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

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Lusa /

Seguro cancela sessão em Almeirim devido tempestade que afetou região

A candidatura presidencial de António José Seguro decidiu cancelar a sessão de campanha que tinha prevista para esta noite em Almeirim, no distrito de Santarém, devido à tempestade que afetou a região e ativou planos de emergência no distrito.

"O Plano Distrital de emergência e proteção civil para o distrito de Santarém encontra-se ativo, bem como o Plano Especial de Emergência de cheias na Bacia do Tejo. Em função da situação que se vive nesta região do país, a candidatura de António José Seguro decidiu não realizar a sessão prevista para esta quinta-feira à noite, no Cine Teatro de Almeirim", refere-se numa nota enviada aos jornalistas.

A candidatura agradece "a compreensão de todos" e expressa "solidariedade a todas as pessoas afetadas", desejando que rapidamente se possa "regressar à normalidade nas zonas atingidas".

Seguro tinha revelado hoje que se deslocou sozinho na quarta-feira à região de Leiria e mostrou-se "chocado e impressionado" com o "grau de devastação" deixado pela tempestade Kristin, apelando à solidariedade nacional.

Em declarações aos jornalistas, em Palmela (distrito de Setúbal), sobre o adiamento da sessão de hoje em Almeirim, o candidato apoiado pelo PS considerou que "era o mínimo que devia fazer".

"As pessoas estão preocupadas com a sua vida. Agora, é normal que eu, mal termine hoje aqui a minha ação de campanha, que agora continuo ao telefone com dirigentes, com autarcas, saber o que é que acontece, e quero ir ao terreno, mas vou sozinho", afirmou.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou a situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.

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Frederico Moreno /

15h Hospital de Leiria pede cautela na ida às urgências

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Lusa /

CIM do Médio Tejo quer região abrangida por mecanismos excecionais de apoio

Sete municípios do Médio Tejo, no distrito de Santarém, pediram ao Governo apoios extraordinários no âmbito da situação de calamidade, alegando que a dimensão dos danos provocados pela depressão Kristin ultrapassa a capacidade normal de resposta das autarquias.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo e também presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, descreveu hoje um "estado caótico de destruição" em várias localidades, com danos extensos em infraestruturas públicas e privadas.

Nesse sentido, sete dos 11 municípios do Médio Tejo que ativaram os planos municipais de proteção civil --- Ferreira do Zêzere, Ourém, Tomar, Abrantes, Mação, Sardoal e Vila Nova da Barquinha --- pediram ao Governo que a região seja abrangida por mecanismos excecionais de apoio no âmbito da declaração da situação de calamidade.

"O Médio Tejo sofreu um grande impacto com esta depressão que atingiu gravemente toda a nossa região, particularmente estes sete municípios. Estamos numa situação extremamente difícil para as nossas comunidades", afirmou Valamatos.

Segundo o responsável, a prioridade imediata tem sido o restabelecimento da energia elétrica, uma vez que a falta de eletricidade está a comprometer outros serviços essenciais.

"Sem energia colapsa um conjunto de infraestruturas, nomeadamente o abastecimento público de água e as comunicações. Temos estado em contacto permanente com a E-Redes, mas não há ainda uma previsão concreta para o restabelecimento total", indicou.

Apesar de já ter sido reposta a eletricidade em algumas freguesias, Manuel Jorge Valamatos sublinhou que há muitas localidades onde tal ainda não foi possível, devido a danos em infraestruturas de média e alta tensão.

O presidente da CIM do Médio Tejo lembrou que sete municípios ativaram os respetivos planos municipais de proteção civil, o que levou também à ativação do plano distrital, estando as equipas no terreno focadas na resposta às situações mais urgentes.

"Estamos a responder ao que é mais emergente, mas somos confrontados com um estado de destruição imensa em muitas infraestruturas. Só com ajudas governamentais é que esta recuperação pode ser mais célere e eficaz", defendeu.

Para Manuel Jorge Valamatos, a inclusão destes municípios nos mecanismos previstos na declaração de calamidade é essencial para permitir uma recuperação mais rápida e eficaz.

"Precisamos que esta região seja olhada com muita atenção, porque precisamos muito da ajuda do Governo para que estas cidades e estes concelhos possam voltar à sua vida normal em breve", afirmou.

O Governo decretou hoje a situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin, o nível mais elevado de intervenção previsto na Lei de Bases da Proteção Civil, que permite a adoção de medidas excecionais para reposição das condições de vida nas áreas atingidas.

Na quarta-feira, a Proteção Civil do Médio Tejo registava 265 ocorrências relacionadas com a tempestade e 11 desalojados e deslocados em vários concelhos da região.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.

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Lusa /

Seguro admite ir hoje novamente sozinho a zonas afetadas face a "situação dramática"

"Estou muito, muito, muito preocupado. Estou chocado com as imagens que vi, com os relatos que tenho ouvido hoje dos presidentes de câmara e, portanto, é normal e natural que eu, sozinho, me desloque ainda hoje a algumas dessas zonas para expressar a minha solidariedade e sobretudo para perceber melhor a situação", disse hoje aos jornalistas na Academia de Formação ATEC, em Palmela (distrito de Setúbal).

Lembrando que já se deslocou sozinho a Leiria, na quarta-feira, e insistindo que não fará "absolutamente nada que interfira com as operações que estão a decorrer para que rapidamente se volte à normalidade", Seguro disse que é importante perceber que se está "a viver uma autêntica tragédia em alguns dos concelhos do nosso país", numa situação "dramática e de urgência".

"Há pessoas sem luz, há pessoas sem água, há terras onde não há uma loja de alimentos nem supermercados que esteja aberta, em determinados concelhos ainda há uma farmácia que está aberta, não há telecomunicações, as pessoas sentem-se completamente isoladas, não sabem o que é que está a acontecer", enumerou.

O candidato presidencial apoiado pelo PS apelou ainda a "quem quiser ajudar, designadamente com geradores para que se possa restabelecer situações de fornecimento de energia elétrica, unidades de saúde e lares, que contactem as câmaras municipais dos concelhos mais atingidos", bem como perguntar se as autarquias "necessitam de algum outro tipo de contributos ou alimentar ou de água".

"É muito, muito, muito importante que haja uma resposta solidária do nosso país e, em primeiro lugar, das instituições do Estado", e questionado sobre se o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, se deveria ter deslocado aos locais afetados, Seguro recusou "aproveitar este momento para qualquer aproveitamento político".

Revelando que já contactou com o presidente da Associação Portuguesa de Seguros ou com os autarcas de Ferreira do Zêzere, Bruno Gomes, da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, ou da Marinha Grande, Paulo Vicente - depois de já ter contactado com o de Leiria, Gonçalo Lopes - o candidato presidencial frisou que "neste momento o que é preciso é proteger as pessoas e restabelecer rapidamente a normalidade".

"Considero que é o meu dever dar uma palavra de coragem, de incentivo e estar ao lado das pessoas que estão neste momento sem meios, que são particularmente as pessoas dos autarcas, a fazer frente a uma tragédia de uma dimensão que no início pouca gente acreditava", disse, quando questionado se como Presidente da República já teria ido aos locais afetados.

Já sobre se estranhava ter sido o único a contactar Pedro Santana Lopes, que hoje se queixou de "silêncios" por parte dos órgãos de soberania mas saudou o contacto de Seguro, o candidato presidencial disse ser esse o seu dever "como cidadão e como candidato a Presidente da República".

Quanto a se esta é uma situação que justifica a chamada do primeiro-ministro, Luís Montenegro, ao Palácio de Belém, Seguro disse não querer "ser injusto" por não saber "o que é que foi feito".

 

 

 

 

 

 

 

 

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RTP /

Luís Montenegro visita as áreas mais afetadas

Permanecem quase um milhão de pessoas sem eletricidade, no aeródromo de Coimbra os prejuízos estão orçados num milhão de euros.
O primeiro-ministro está acompanhado pelo autarde da Coimbra.


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RTP /

Marinha Grande continua sem energia, água e rede

A Marinha Grande disse em comunicado que mantém ativo o Plano Municipal de Emergência na sequência dos impactos provocados pela depressão Kristin no concelho.

O município adianta ainda que persiste a interrupção do fornecimento de energia, água e telecomunicações, não havendo previsão para o fim dos trabalhos de reposição.

“As escolas do concelho mantêm-se encerradas, sem data prevista para o retomar das aulas, devido aos danos provocados nas instalações”, acrescenta.

“Estão empenhados meios humanos e materiais das corporações da Marinha Grande e de Vieira de Leiria, do Município e de outras entidades de Proteção Civil, com prioridade ao desimpedimento das vias e apoio à população”.

A Câmara Municipal continua a assegurar alojamento no Estádio Municipal às pessoas impossibilitadas de regressar às suas habitações.

Entretanto há também Wi-Fi disponível junto à Câmara Municipal.
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Lusa /

Principais estradas do país sem problemas de circulação

As principais vias rodoviárias do país não apresentam hoje problemas de circulação, registando-se apenas o corte no acesso à serra da Estrela, disse à Lusa fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR), apontando que algumas vias regionais e municipais têm constrangimentos.

Fonte da GNR disse à Lusa que as autoridades "estão a conseguir resolver" os impedimentos registados na quarta-feira, encontrando-se "troços cortados de acesso ao maciço central" da serra da Estrela, na região Centro.

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Lusa /

Prejuízos de milhões de euros em estufas e culturas agrícolas no Oeste

O mau tempo causou danos em estufas e culturas agrícolas na região Oeste, provocando prejuízos entre 5 e 10 milhões de euros (ME), estimou hoje a Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste (AIHO).

"Temos danos parciais ou totais nos plásticos e estruturas das estudas e culturas instaladas com perca total", sobretudo de tomate, cuja campanha está a começar, afirmou à agência Lusa o presidente da AIHO, Sérgio Ferreira.

"Houve estruturas resistentes até ventos de 150 quilómetros/hora que estão completamente ou parcialmente vergadas", detalhou.

Os produtores de morangos voltaram a ter danos nas estufas desta cultura.

Os prejuízos são estimados entre os 5 milhões de euros e os 10 milhões de euros.

A associação, que tem associados nos concelhos de Torres Vedras, Peniche e Lourinhã, está a dar apoio a todos os agricultores da região no sentido de fazer o levantamento dos prejuízos e os reportar ao Ministério da Agricultura.

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RTP /

Confederação das Cooperativas Agrícolas pede apoios do Governo

Na sequência da enorme destruição provocada pelas tempestades Ingrid, Joseph e Kristin, "que afetaram de forma particularmente severa o setor agrícola naciona", a CONFAGRI - Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal pede ao Governo "a implementação urgente de medidas de apoio extraordinário e a realização de um levantamento rigoroso dos prejuízos sofridos pelos agricultores, cooperativas e demais agentes da cadeia agroalimentar".
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RTP /

Ferreira do Zêzere sem comunicações em 95% do concelho

Bruno Gomes, presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere, diz que 95 por cento do concelho continua sem comunicações.

Ferreira do Zêzere está sem energia e o autarca não prevê que a situação seja regularizada nas próximas horas.

Bruno Gomes deixou um apelo ao Governo: "preciso de ajuda nacional". "Preciso de reforços, preciso de mais entidades", apelou.
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Lusa /

Câmara de Alcácer do Sal vai pedir ao Governo que decrete estado de calamidade

A Câmara de Alcácer do Sal tenciona pedir hoje ao Governo que decrete o estado de calamidade no concelho, devido aos prejuízos causados pelas inundações na cidade e estragos resultantes da passagem da depressão Kristin no município. 

"Ainda não conseguimos avaliar esses prejuízos e, por isso mesmo, é que dizemos que é importante a questão do estado de calamidade, porque temos uma série de estabelecimentos comerciais, casas particulares e o lar [de idosos que foi evacuado] que têm inundações grandes", disse hoje à agência Lusa, a presidente do município, Clarisse Campos.

De acordo com a autarca, a subida do Rio Sado causou várias inundações na baixa da cidade, nomeadamente na Avenida dos Aviadores, a zona mais crítica de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, causando prejuízos em estabelecimentos de "restauração, pastelaria e artesanato".

"De certeza que os prejuízos serão elevados, para além de serviços afetados desde o fim de semana naquelas regiões onde as estradas tiveram de ser cortadas e as populações isoladas" afetando "o negócio" nessas zonas, acrescentou.

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Momento-Chave
Lusa /

Dez estações meteorológicas registaram rajadas de vento superiores a 120 km/hora

Dez estações meteorológicas em Portugal continental registaram na quarta-feira rajadas de vento superiores a 120 quilómetros por hora, tendo a mais intensa atingido os 208,8 km/hora em Degracias, no concelho de Soure.

A rajada máxima associada à depressão Kristin foi registada às 05:40 de quarta-feira na Estação Meteorológica da Comunidade Intermunicipal da região Coimbra (CIM), situada no Parque Eólico das Degracias, disse à Lusa uma fonte oficial da CIM.

Contactada pela Lusa, uma fonte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) afirmou que esta situação está reportada no seu `site`, mas sublinhou que os dados ainda carecem de validação oficial.

"Trata-se de uma estação da Comunidade Intermunicipal de Coimbra, integrada na nossa rede", mas, explicou, nem sempre as estações operam exatamente com os mesmos parâmetros e, para efeitos de comparação, é necessário garantir que as condições são equivalentes.

A mesma fonte admitiu que a rajada registada em Soure poderá ter sido a mais forte até ao momento, mas ressalvou que poderão existir outras, eventualmente ainda mais intensas.

Observou também que a estação se encontra a 524 metros de altitude, um fator que impacta "muito em termos de vento".

Exemplificou que uma estação localizada a esta altitude pode registar rajadas nesta ordem, enquanto outra localizada a uma cota inferior, próxima de uma zona habitada, pode registar valores mais baixos, mas ter um impacto muito maior na vida das pessoas.

Até ao momento, a rajada mais forte validada pelo IPMA foi de 149 km/hora no Cabo Carvoeiro, Peniche, às 04:00 de quarta-feira, no entanto a base aérea de Monte Real registou uma rajada de vento com 176 quilómetros por hora pelas 5:00 e com 178 quilómetros por hora pouco tempo depois.

Na lista do IPMA seguem-se rajadas registadas em Ansião, no distrito de Leiria, (146 km/h, às 05:30), Leiria/aeródromo (142 km/h, às 05:00), Castelo Branco (137 km/h, às 06:20), Fóia, na Serra de Monchique, (135 km/h, às 06:40).

Em Vale Donas, em Tomar, foi registada uma rajada de vento de 133 km/h, às 05:30, no Cabo da Roca, 131 km/h, às 03:00, Santa Cruz, em Torres Vedras, 128,9 e Cavalos de Caldeirão, em Loulé, 120,2 km/hora, segundo dados publicados no `site` do IPMA consultados pela Lusa.

Em comunicado, o IPMA explicou a génese da tempestade Kristin, cujo principal impacto resultou da intensidade do vento.

"Um núcleo depressionário que se formou e desenvolveu no bordo sul da tempestade Joseph, sofreu um processo de ciclogénese explosiva a oeste da costa ocidental portuguesa (com rápida e significativa diminuição de pressão atmosférica no seu centro)", no período compreendido entre as 21:00 de terça-feira e as 03:00 quarta-feira.

Este núcleo foi nomeado pelo IPMA como tempestade Kristin.

Segundo o instituto, "esta tempestade sofreu intrusão de ar estratosférico, bastante seco, que ao entrar na sua circulação condicionou e determinou as suas características, que foram as de uma tempestade de vento".

"As correntes de ar seco vão evaporando e sublimando hidrometeoros (água e gelo), presentes na massa nebulosa, o que contribui para que se tornem progressivamente mais frias, densas e, consequentemente, acelerem à medida que vão descendo", explica.

"Em alguns casos, como no presente, essas correntes de ar podem alcançar a superfície junto à extremidade sul da massa nebulosa, onde produzem episódios de vento muito forte, em geral durante poucas dezenas de minutos, mas, frequentemente, bastante destrutivos", sublinha.

O IPMA acrescenta que o padrão observado por satélite e radar meteorológico está historicamente associado a este tipo de correntes, designadas pela comunidade científica como correntes de jato do tipo `Sting` (do inglês, "ferrão"), fenómeno claramente identificado neste caso.

"Em geral, a área onde o vento mais forte ocorre corresponde a um corredor relativamente estreito à superfície, da ordem de poucas dezenas de quilómetros", explica.

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Momento-Chave
RTP /

O que provocou as falhas de energia e quando serão resolvidas? Presidente da E-Redes em entrevista na RTP Notícias

Cerca de 400 mil pontos de entrega sem eletricidade no país, dos quais cerca de 300 mil no distrito de Leiria, cerca de 40 mil no distrito de Coimbra e 50 mil no distrito de Santarém, adiantou o presidente da E-Redes à jornalista Carolina Freitas.

“Foi uma devastação muito grande”, pelo que “houve muita infraestrutura danificada”, nomeadamente “muitos postes partidos e muitas linhas caídas no chão”, assim como árvores caídas sobre linhas de média e alta tensão, exemplificou.

Questionado sobre se poderá demorar semanas ou meses até que a normalidade seja reposta, José Ferrari Careto respondeu negativamente.

“Não conto com isso. Não vou dizer uma data precisa em relação a termos a situação totalmente resolvida, mas posso dizer que neste momento estamos muito focados na alta tensão” e nas subestações, para que possam ser depois repostas as linhas de média e baixa tensão, acrescentou.
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Lusa /

Câmara do Porto posiciona meios para eventuais cheias na zona ribeirinha

A Câmara do Porto já posicionou "todos os meios" necessários para eventuais cortes de via e para apoiar a população da zona ribeirinha em caso de cheias, disse hoje à Lusa a Proteção Civil Municipal.

De acordo com Ricardo Pereira, coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil e comandante dos Sapadores Bombeiros, os serviços têm "estado presencialmente na Ribeira e Miragaia durante todas as preia-mar" e na noite de quarta-feira tomaram diligências preventivas de apoio à população.

"Os moradores de Miragaia foram convidados a estacionar as suas viaturas no parque da Alfândega do Porto, gratuitamente, e os serviços municipais alocaram equipas em prevenção, caso fosse necessário deslocar e acomodar bens dos estabelecimentos", especificou o comandante, que acrescentou que a Polícia Municipal também esteve nestas zonas com reboques de prevenção, "caso fosse necessário remover viaturas da zona de Miragaia".

Já durante a manhã de hoje, "foram posicionados todos os meios para eventuais cortes de via".

Num balanço efetuado hoje às 12:15, já depois da preia-mar, o comandante adjunto da Capitania do Porto do Douro, Miguel Cervaens Costa, adiantou à Lusa que, entre as 11:00 e o 12:00, coincidindo com o pico da preia-mar, a água entrou nas caves do Postigo do Carvão e nas zonas baixas junto ao Hotel Pestana, na Ribeira, no Porto.

A situação deve-se ao elevado volume de água libertado pela Barragem de Crestuma-Lever, que regista atualmente caudais superiores a 4.500 metros cúbicos por segundo.

"O que nós esperamos a partir de agora, entrando na vazante, é que estas cotas se mantenham estáveis e até comecem a descer neste período", indicou aquele responsável.

A saturação dos solos, a pluviosidade, a água proveniente de Espanha e dos afluentes, mantém a bacia do Douro sob monitorização rigorosa. Na Régua, o nível da albufeira atingiu, na quarta-feira, a cota de 7,2 metros.

De acordo com o `site` da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Bacia do Douro encontra-se em "situação de risco" de cheias.

Na segunda-feira, a Proteção Civil Municipal andou a distribuir pelos comerciantes e moradores da zona ribeirinha do Porto um aviso em papel com a listagem de medidas preventivas, contactos de emergência e os "locais historicamente mais vulneráveis".

De acordo com o aviso distribuído à data, o Centro de Previsão e Prevenção de Cheias do Douro da Capitania do Porto do Douro promulgou na quarta-feira o aviso amarelo para todas as albufeiras do rio Douro, podendo verificar-se precipitação intensa e a possibilidade de alagamentos no estuário do Douro em locais como Postigo do Carvão, Ribeira, Miragaia, Cais do Ouro, Passeio Alegre e Rua das Sobreiras.

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RTP /

Marinha Grande acionou Plano Municipal de Emergência

O município da Marinha Grande acionou na quarta-feira o Plano Municipal de Emergência na sequência da passagem da depressão Kristin.

De acordo com um comunicado do gabinete de comunicação da autarquia enviado esta quinta-feira, a depressão provocou uma dezena de feridos ligeiros, cerca de meia centena de desalojados e uma situação de destruição por todo o território.

A energia elétrica, telecomunicações e abastecimento de água estão interrompidos, sem previsão de quando serão restabelecidos. As escolas do concelho estão ecerradas.

Face à gravidade da situação, o município da Marinha Grande apela a outros municípios “que possam empenhar meios humanos e materiais, bem como o transporte de água potável, para auxiliar os trabalhos de socorro e limpeza, bem como o abastecimento de água à população”.
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RTP /

Mais de metade do concelho de Montemor-o-Velho sem energia

Em Montemor-o-Velho, as escolas reabriram hoje, mas três continuam sem aulas por falta de energia. O concelho viveu um verdadeiro apagão, com a passagem da depressão, que levou telhados e destruiu produções agrícolas e derrubou centenas de árvores.

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Momento-Chave
Antena 1 /

Falhas do SIRESP são consequência da forma como sistema está ligado, alerta Associação de Proteção e Socorro

As falhas do SIRESP são inevitáveis porque o sistema atingiu o limite das capacidades, alerta a o presidente da Associação de Proteção e Socorro. João Paulo Saraiva diz que a ligação por cabo das estações retransmissoras é ainda o principal problema e defende o regresso aos 'minilinks' entre estes sistemas comunicativos.

Foto: Paulo Cunha - Lusa

O responsavel por esta associação diz que as ligações entre estações, ainda por cabo, acabam por ficarem danificadas quer nos incendios, quer com estas tempestades invernais.
O estudo para a modernização ou substituição estavam previstas para dezembro do ano passado, mas verifica-se um atraso.
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RTP /

Cerca de 60 pessoas alojadas provisoriamente no estádio da Marinha Grande

A Câmara da Marinha Grande avança, em comunicado, que após reunião na noite de ontem com a Proteção Civil e outras entidades envolvidas nos esforços após a tempestade, foi decidido o alojamento provisório de cerca de 60 desalojados no Estádio Municipal.

Foi também decidida a abertura de estradas e verificação de situações de risco, assim como o patrulhamento policial noturno para proteger zonas comerciais.

“A Força Aérea pode ceder tendas de campanha para até 50 pessoas”, acrescenta.

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Lusa /

Reposição de serviços em Leiria enfrenta maiores dificuldades, diz Vodafone

A Vodafone Portugal adiantou hoje que a reposição dos seus serviços em Leiria, um dos distritos onde se registaram mais estragos devido à depressão Kristin, enfrenta ainda dificuldades, uma vez que está dependente do acesso às infraestruturas afetadas.

"O distrito de Leiria, por ter sido particularmente afetado, é também aquele onde a reposição dos serviços enfrenta maiores dificuldades, já que está dependente de condições de acesso às infraestruturas afetadas e da reposição do fornecimento de energia", indicou fonte oficial da Vodafone Portugal, numa nota enviada à Lusa.

Persistem assim dificuldades na reposição da rede móvel, mas a Vodafone fez deslocar para a cidade de Leiria, em articulação com a Proteção Civil, duas estações base móveis para reposição e reforço da cobertura em locais considerados estratégicos.

Paralelamente, está a ser reforçada a autonomia energética em três `sites` móveis, com a colocação de geradores.

O serviço físico já se encontra recuperado, mas o acesso de clientes está dependente do restabelecimento da energia elétrica nas suas casas.

A Vodafone também reforçou a autonomia energética de `sites` móveis na Marinha Grande, Nazaré, Figueira da Foz, Fátima e Peniche.

Em particular, na Figueira da Foz já estão recuperados os serviços móvel e fixo.

A empresa perspetiva ainda que ainda hoje outras localidades da zona Centro tenham também os seus serviços restabelecidos.

Segundo a mesma nota, a Vodafone Portugal ativou igualmente a sua equipa de voluntários de resposta a situações de emergência, "que vai dar apoio de conectividade a locais com necessidades criticas".

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Lusa /

Forças Armadas envolvidas no apoio à população, diz Nuno Melo

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, disse hoje que as Forças Armadas estão envolvidas no apoio às populações prejudicadas pela tempestade Kristin, referindo ainda que houve estruturas militares afetadas.

"As Forças Armadas estão envolvidas no apoio à população civil, também neste caso, sendo que as próprias Forças Armadas receberam avultados os prejuízos, infelizmente", afirmou Nuno Melo.

O ministro disse ter dado instruções ao Exército para, no limite das suas capacidades, auxiliar a população civil.

Esta manhã, na Turquia, à margem da cerimónia que assinalou o início da construção do primeiro de dois navios reabastecedores e logísticos para a Marinha portuguesa, Nuno Melo foi questionado sobre os impactos da tempestade em Portugal nas infraestruturas das Forças Armadas, depois de a Base Aérea N.º 5, Monte Real, em Leiria, ter registado vários danos.

"Infelizmente os prejuízos são avultados e são avultados desde logo por uma base aérea em particular com equipamento danificado", afirmou.

"Enquanto falamos, há militares do Exército e também da Força Aérea que estão empenhados, o alojamento de populações também está a ser assegurado pelas Forças Armadas", afirmou, mais tarde, em declarações aos jornalistas no aeroporto de Istambul, Turquia, de onde vai regressar mais cedo para Portugal, adiando a ida à Polónia.

Nuno Melo adiantou que há ainda um caso "muito particular em Lisboa" em que o Exército acolheu 34 refugiados ucranianos em duas instalações.

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Lusa /

Mais de 60 vias afetadas no distrito de Santarém

O distrito de Santarém regista hoje 65 vias afetadas por inundações, cortes e condicionamentos devido ao mau tempo, de acordo com o comunicado emitido pelo Comando Regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo.

Segundo a Proteção Civil, prevê-se que os caudais continuem a subir nas próximas horas, o que poderá agravar os galgamentos e a acumulação de água nas zonas ribeirinhas e em vias municipais e nacionais do distrito.

Em Santarém, permanecem submersas a Estrada Nacional (EN) 365-4 na Ponte de Alcaides, a Ponte do Celeiro, a Ponte do Alviela (EN365) entre Pombalinho e Vale de Figueira e a Estrada do Campo (Estrada Municipal -- EM 1348) em Vale de Figueira, além do cais da ribeira de Santarém.

Há ainda cortes e dificuldades em Pernes, com a Estrada do Livramento e a Ponte da Ribeira de Pernes submersas, bem como registo de cedência de talude na estrada de acesso ao centro histórico pela zona de Alfange.

No Cartaxo, estão inundadas a EN114-2, entre Setil e a ponte do Reguengo, e a EN3-2 entre Reguengo e Valada, além de troços municipais como a EM587 (Lance das Três Pontas--Vale de Santarém).

Em Salvaterra de Magos, há submersões na Estrada do Paúl entre Marinhais e Foros de Salvaterra e noutros arruamentos entre Escaroupim e a Estrada dos Toiros.

Em Golegã, além de campos agrícolas inundados nas freguesias da Golegã, Azinhaga e Pombalinho, a EM572 (São Caetano--Quinta da Cardiga--Vila Nova da Barquinha) tem uma ponte em risco de colapso.

Em Vila Nova da Barquinha, o cais do Almourol e o parque ribeirinho estão interditados e há condicionamentos na EN3 entre os cruzamentos da praia do Ribatejo e da Fonte Santa.

Em Alpiarça, estão cortadas a EN368 (Alpiarça--Tapada) e a EM1391, mantendo-se interditados outros troços usados como alternativa.

Em declarações à agência Lusa, o segundo comandante sub-regional da Lezíria do Tejo, Rodrigo Bertelo, afirmou que a última madrugada foi "um pouco mais calma" na Lezíria do Tejo, depois de a chuva e o vento terem abrandado, embora persistam várias situações ainda em resolução devido ao mau tempo registado na quarta-feira.

O comandante explicou que, entre a madrugada de hoje e a anterior, se registaram "cerca de 250 ocorrências", incluindo limpezas de via, salvamentos aquáticos, quedas de árvores, movimentos de massa, inundações e quedas de estruturas, sublinhando que os dados ainda estão a ser atualizados.

Entre as situações mais recentes, o comandante revelou que o tabuleiro da antiga Ponte da Escusa, no concelho de Coruche, "abateu e caiu ao rio", depois de já se encontrar encerrado, acrescentando que o desvio alternativo usado pela população ficou igualmente submerso.

O responsável confirmou ainda danos no complexo desportivo de Rio Maior, uma fuga de gás no Centro de Saúde de Rio Maior e um incidente com libertação de hipoclorito de sódio no Porto Alto, em Samora Correia, motivado pela queda de uma estrutura.

Sobre os concelhos mais afetados da Lezíria do Tejo, o comandante destacou Santarém, com 87 ocorrências, seguido de Almeirim, com 29, e Benavente, com 27, mantendo-se os restantes concelhos com cerca de duas dezenas de situações cada. 

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RTP /

Baixa de Alcácer do Sal inundada e lar de idosos evacuado

A baixa de Alcácer do Sal está totalmente inundada. Por precaução, foi evacuado um lar de idosos. Na manhã desta quinta-feira, também já foram retiradas algumas pessoas que ficaram isoladas nas habitações.

A autarquia pede que seja decretado o estado de calamidade.
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RTP /

Autarca da Marinha Grande fala em "milhões e milhões de prejuízos"

Na Marinha Grande, a tempestade fez estragos nas três freguesias do concelho. Habitações, comércio, indústria e várias infraestruturas municipais foram arrasadas pelo mau tempo.

O presidente da Câmara diz que há "milhões e milhões" de prejuízos.
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Momento-Chave
RTP /

Muitas zonas de Leiria continuam sem eletricidade, água e comunicações

O presidente da Câmara de Leiria espera que ainda esta quinta-feira seja restabelecido o abastecimento de água em todo o município. Estão também em curso os trabalhos de reposição de energia elétrica e de limpeza das ruas.

Há muitas infraestruturas públicas destruídas no concelho e, com a chuva das últimas horas, muitos moradores sentem ainda mais dificuldades devido aos estragos nos telhados.
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Momento-Chave
Primeiro-ministro em Leiria
RTP /

"Todos os municípios serão auscultados". Montenegro admite recurso a apoios europeus

Em deslocação ao concelho de Leiria, um dos mais severamente atingidos pela depressão Kristin, o primeiro-ministro começou por exprimir condolências "às famílias das vítimas que morreram no decurso da passagem" da intempérie pelo território continental.

"Temos uma noção agora ainda mais próxima da dificuldade que muitas famílias e concidadãos estão a sentir fruto da inacessibilidade da comunicação com quem quer que seja. Desde a primeira hora, quer nas ações preventivas antes do evento, quer no decurso do evento, quer nos momentos imediatamente seguintes, temos colocado todas as nossas capacidades, quer do perímetro público, quer do perímetro privado e social alocadas ao espaço onde os impactos foram mais significativos, para acudir às situações mais urgentes e para repor a normalidade, nomeadamente naquilo que é mais importante, como seja o abastecimento de água, o fornecimento de energia elétrica e o funcionamento de infraestruturas essenciais, como a área da saúde", enumerou Luís Montenegro.

Quanto à decisão de decretar a situação de calamidade na zonas mais afetadas, tomada em sede de Conselho de Ministros ao início da manhã, o chefe do Executivo explicou que não se trata de elevar "a prontidão em termos de recursos e meios disponíveis": "O que começamos a desenhar são os mecanismos para de uma forma mais célere, menos burocrática, mais expedita, podermos colocar todos os trabalhos de recuperação no terreno".Montenegro propôs-se "instar todas as entidades que têm responsabilidades, nomeadamente as companhias seguros, a cumprirem o seu papel", para acrescentar que será também assumida "a responsabilidade que cabe aos poderes públicos".

O primeiro-ministro salientou, em seguida, o "espírito de solidariedade" dos portugueses, embora reconhecendo também a "revolta" face à violência do fenómeno meteorológico que se abateu sobre o país.

O Governo, admitiu ainda Montenegro, ainda não dispõe da "exata dimensão" dos custos e está a estudar mecanismos de financiamento para fazer face às necessidades dos municípios. "Todos serão auscultados", afiançou.
Relativamente à possibilidade de recorrer a mecanismos europeus de solidariedade, o primeiro-ministro afirmou: "Do ponto de vista do financiamento, estamos em contacto com as autoridades e instituições europeias. Este não é um problema exclusivo de Portugal e portanto, desse ponto de vista, os mecanismos de solidariedade a que pudermos recorrer, recorreremos".

"Apelamos à tranqulidade e à serenidade", insistiu o governante.
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Lusa /

Tempestade Kristin derrubou 61 postes de muita alta tensão

A passagem da depressão Kristin, na madrugada do dia 27, deixou inoperacionais 774 quilómetros (7%) de linhas de muita alta tensão e derrubou 61 postes, informou hoje a Rede Nacional de Transporte de Eletricidade (REN).

Em comunicado, a REN referiu que várias das dez linhas afetadas têm importância crítica, nomeadamente na ligação das Zonas Norte e Sul do Sistema Elétrico Nacional (SEN).

Ainda assim, as operações técnicas e medidas de prevenção adotadas nas horas que antecederam a tempestade asseguraram que não houve quaisquer perturbações de abastecimento do SEN atribuíveis às infraestruturas operadas pela REN, referem.

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Lusa /

Associação está a recolher informação sobre danos cobertos por seguro

A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) está a recolher informação junto das empresas do setor para apurar dados sobre o impacto da depressão Kristin "relativamente aos danos cobertos por seguro", disse à Lusa fonte oficial da entidade.

A mesma fonte da APS, associação que representa mais de 99% do mercado segurador nacional, indicou que "as equipas das empresas de seguros estão já no terreno a avaliar os prejuízos e a ajudar os clientes afetados" pela intempérie que provocou danos pessoais e materiais em várias regiões.

Reafirmou ainda a necessidade de se encarar os "eventos extremos da natureza e dos riscos catastróficos de forma integrada", assim como a "disponibilidade do setor segurador para ser parte de uma solução abrangente que permita assegurar maior proteção aos cidadãos e empresas afetadas por estas catástrofes".

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Lusa /

Marcelo concordou com estado de calamidade e visitará mais tarde áreas afetadas

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi informado pelo primeiro-ministro e concordou com a decisão do Governo de decretar o estado de calamidade nas áreas mais afetadas pela tempestade Kristin, que visitará mais tarde.

Esta informação consta de uma nota publicada na página oficial da Presidência da República na Internet.

"O Presidente da República foi previamente informado pelo primeiro-ministro da decisão do Governo, com a qual concordou, de decretar o estado de calamidade, nos termos da Lei de Bases da Proteção Civil. Passada a fase em curso de intervenção da Proteção Civil, o Presidente da República visitará as áreas mais afetadas", lê-se na nota.

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RTP /

Luís Montenegro já está em Leiria

O primeiro-ministro chegou há momentos a Leiria, onde está agora a verificar os danos causados pelo mau tempo, acompanhado pelo presidente da Câmara. O primeiro local visitado pelo chefe de Governo é o terminal rodoviário de Leiria, que ficou destruído pela tempestade.

Luís Montenegro dirige-se agora para o estádio Magalhães Pessoa e deverá depois prestar declarações aos jornalistas no quartel dos bombeiros, onde está montado o gabinete de crise.
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RTP /

Ventura critica "desaparecimento" do Governo e do presidente perante "intempérie terrível"

O candidato presidencial André Ventura criticou hoje o “desaparecimento” do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante a “intempérie terrível” causada pela depressão Kristin.

“Senti, francamente, que da parte do Governo, da parte do presidente da República, houve um certo desaparecimento nesta matéria. E este é daqueles momentos em que os agentes políticos devem estar presentes”, disse aos jornalistas em Coimbra.

Sobre a visita do primeiro-ministro a Leiria agendada para hoje, Ventura entende que Montenegro “já devia ter tomado essa iniciativa, assim como decretado o estado de calamidade”, algo que aconteceu esta manhã.

Questionado sobre como teria atuado como presidente da República, o candidato respondeu que o teria feito “com proximidade”.

“Aliás, notou-se até que Marcelo Rebelo de Sousa teve proximidade noutros contextos e que agora decidiu não o fazer. É uma opção do próprio”, criticou.
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RTP /

Mau tempo provoca dois feridos em Alvaiázere

Em Alvaiázere, distrito de Leiria, há a registar dois feridos, um ligeiro e outro em estado grave, em consequência do mau tempo.

O presidente da Câmara de Alvaiázere, João Guerreiro, diz que atualmente há duas pessoas desalojadas e 11 alunos de uma residência escolar tiveram de ser retirados devido a inundações.
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RTP /

"Situação limite" na Marinha Grande, avisa autarca

A equipa de Proteção Civil na Marinha Grande foi reforçada com cerca de 40 elementos do Corpo Especial de Intervenção e a PSP também foi reforçada na última noite.

“Neste momento continuamos a desobstruir as vias de comunicação”, adiantou à RTP o presidente da Câmara da Marinha Grande.

“Estamos com bastantes dificuldades na retoma de energia elétrica”, o que afeta também o abastecimento de água, não havendo “previsão nenhuma” de quando a questão estará resolvida, declarou Paulo Vicente.

“Estamos mesmo numa situação limite”, alertou. “A situação está dramática. Já apelámos à região para nos fornecer cisternas para abastecermos a população, mas está muito difícil”.
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RTP /

"Há muito trabalho de limpeza a fazer", diz presidente de Leiria

Leiria foi uma das regiões mais afetadas pela depressão Kristin. Depois de o pior já ter passado, o presidente da Câmara da região disse que "há muito trabalho de limpeza a fazer".

"Não vai ser trabalho de um dia ou dois. Vão ser semanas e meses", disse Gonçalo Lopes, afirmando estar "motivado para voltar a erguer Leiria".
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Lusa /

Nuno Melo antecipa regresso a Portugal e adia ida à Polónia

 

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, antecipou hoje o regresso a Portugal, que estava previsto para sexta-feira, adiando a ida à Polónia, devido à situação no país causada pela tempestade Kristin.

Nuno Melo viajou num KC-390 até Istambul, na Turquia, na passada terça-feira, para avaliar oportunidades de parceria com este país no âmbito das indústrias de Defesa e reequipamento das Forças Armadas.

O périplo incluía ainda uma passagem, na quinta-feira, pela capital da Polónia, Varsóvia, onde teria uma reunião com o seu homólogo, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, "com vista à criação de sinergias entre os dois países".

Esta manhã, na Turquia, à margem da cerimónia que assinalou o início da construção do primeiro de dois navios reabastecedores e logísticos para a Marinha portuguesa, Nuno Melo foi questionado sobre os impactos da tempestade em Portugal nas infraestruturas das Forças Armadas, depois de a Base Aérea N.º 5, Monte Real, em Leiria, ter registado vários danos. 

"Infelizmente os prejuízos são avultados e são avultados desde logo por uma base aérea em particular com equipamento danificado", afirmou. 

Nuno Melo disse ter dado instruções ao Exército para, no limite das suas capacidades, auxiliar a população civil.

"As Forças Armadas estão envolvidas no apoio à população civil, também neste caso, sendo que as próprias Forças Armadas receberam avultados os prejuízos, infelizmente", acrescentou.

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Lusa /

Junta das Meirinhas em Pombal antecipa 500 milhões de euros de prejuízo

O presidente da Junta de Freguesia das Meirinhas, concelho de Pombal, antecipou hoje prejuízos na ordem dos 500 milhões de euros e garantiu que das 180 empresas da freguesia 170 "estão sem telhado" devido à depressão Kristin.

"Neste momento, eu quantifico mais de 500 milhões [de euros] de prejuízo só na freguesia das Meirinhas. Em 95% da minha freguesia as pessoas estão a viver à chuva", afirmou à agência Lusa João Pimpão, presidente daquela junta do distrito de Leiria.

Segundo o autarca, uma das empresas da freguesia, a Adelino Duarte da Mota, que "fornece 80% da pasta para a cerâmica nacional, tem mais de 30 milhões de euros de prejuízo".

"A fábrica subiu e rodou [devido ao vento], está em risco a fileira da cerâmica nacional", avisou, adiantando que na empresa Transportes Central Pombalense "os telhados voaram todos, estão mais de 10 milhões de euros de prejuízo".

João Pimpão acrescentou que "todas as empresas, mas todas, todas, todas, que têm infraestruturas, têm as máquinas à chuva", e alertou que se não forem colocados geradores nas maiores empresas da freguesia vai haver "um prejuízo incalculável".

"Isto está muito, muito, muito difícil, muito duro, isto está uma desgraça, está uma vergonha, está um horror", relatou, avisando que a freguesia não tem eletricidade, nem telecomunicações.

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RTP /

Confederação dos Agricultores de Portugal regista cerca de 40 ocorrências

A Confederação dos Agricultores de Portugal deu, pelas 11h00, conta do impacto que teve a tempestade na agricultura. Houve cerca de 40 ocorrências relatadas, sendo que só duas estavam asseguradas. Uma vacaria sofreu danos avultados e vários olivais tiveram oliveiras arrancadas pela raiz.
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RTP /

Descargas de água no Alqueva são "manobra de segurança" e permitem produção de energia

José Pedro Salema, engenheiro responsável da EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, explicou à RTP que as descargas adicionais de água na barragem são “uma manobra de segurança”.

“Só quando há uma conjugação de fatores, com o nível elevado de armazenamento e uma velocidade de subida superior àquela que conseguimos escoar pelas turbinas, é que temos necessidade de fazer as descargas desta forma”, elucidou.

Há também água a ser utilizada para a produção de energia elétrica. “Essa é sempre a prioridade. Nós tentamos gerir o armazenamento apenas por turbinamento. Quer dizer que escoamos a água pelas turbinas e geramos eletricidade”, vincou.

Neste momento, os quatro grupos hidroelétricos de Alqueva, que “têm uma potência de 520 megawatts”, estão todos a produzir em contínuo.

“A monitorização é feita hora a hora, segundo a segundo” e as descargas irão manter-se pelo menos durante o dia de hoje, acrescentou.
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Lusa /

Prejuízos em Penela ultrapassam os dois milhões de euros

Os prejuízos causados pela passagem da depressão Kristin no concelho de Penela poderão ultrapassar os dois milhões de euros, disse o presidente da Câmara à agência Lusa, sublinhando que a estimativa é "inicial e muito conservadora".

"Os prejuízos no município ainda não consigo quantificar, mas arriscaria atirar com um valor superior a dois milhões de euros [ME] de prejuízos, por baixo. É uma previsão muito conservadora", afirmou Eduardo Nogueira Santos.

Segundo o autarca, foram registadas cerca de 130 ocorrências até às 18:00 de quarta-feira, com o mau tempo a causar danos "em todos os edifícios públicos", como os Paços do Concelho, a Biblioteca Municipal, a ETP Sicó, todas as escolas do Agrupamento e também no quartel dos bombeiros.

"Várias empresas sofreram danos elevados", acrescentou.

Hoje, reabria apenas a escola sede do Agrupamento em Penela, permanecendo encerradas a creche da Santa Casa da Misericórdia e as escolas do 1.º ciclo do Espinhal e da Cumeeira.

"Ainda não estão reunidas as condições de segurança mínimas para retomar a atividade", referiu este autarca do distrito de Coimbra.

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Momento-Chave
RTP /

Seguro em contacto com autarcas das zonas afetadas

O candidato presidencial António José Seguro foi ontem a Leiria, mas esclareceu que prefere não fazer ações de campanha nas zonas mais afetadas para não atrapalhar os trabalhos das autoridades.

O socialista assegurou que tem estado em contacto com os autarcas, tendo falado ainda hoje com o presidente da Câmara de Castelo Branco.

“A minha preocupação tem sido a de me pôr à disposição dos autarcas e perguntar em que é que posso ajudar, em que é que posso ser útil”, disse aos jornalistas numa ação de campanha em Almada.

No entanto, ao chegar ontem à sua zona de residência, nas Caldas da Rainha, e ver árvores caídas, pensou: “não posso estar aqui sem ir a Leiria”.

“E, portanto, fui a Leiria, à Marinha Grande. Andei por ali e, de facto, é chocante. Impressionou-me”, contou.

O candidato a Belém disse ainda que, quando estava na autoestrada a chegar a Leiria, notou que “parece que houve uma lâmina que passou e cortou completamente as árvores a meio”.

“Foi uma destruição brutal. Não há palavras”, acrescentou.
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Momento-Chave
RTP /

Governo decreta situação de calamidade nas zonas mais afetadas

O Conselho de Ministros, que continua a decorrer a esta hora, já decidiu decretar a situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin. A informação foi avançada num comunicado do gabinete do primeiro-ministro.

Luís Montenegro irá hoje visitar as zonas afetadas no distrito de Leiria e Coimbra, acrescenta o comunicado.

“Informamos também que o primeiro-ministro decidiu cancelar a agenda externa, prevista para os próximos dias, nomeadamente as viagens a Andorra e à Croácia”, pode ler-se.

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Momento-Chave
RTP /

Barragem do Alqueva com descargas que não se viam desde 2013

Há 13 anos que não se viam descargas como as desta quinta-feira na barragem do Alqueva. Neste momento estão a ser descarregados 600 metros cúbicos por segundo mas, como estão a turbinar nos quatro grupos, aproveitando uma parte para fazer energia elétrica, estão a ser turbinados 1.400 metros cúbicos por segundo.
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Momento-Chave
RTP /

Confederação dos Agricultores fala em plantações completamente destruídas

O rasto da passagem da depressão Kristin não se confinou às cidades. O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal traçar um retrato pouco animador um pouco por todo o país. Álvaro Mendonça e Moura relata cenários de plantações completamente destruídas, assim como dificuldades nas explorações de gado. Sem acesso à eletricidade, vários sistemas estão comprometidos.
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Momento-Chave
Lusa /

Troços das Linhas do Norte, Beira Baixa, Oeste e Ramal de Alfarelos suspensos

A circulação em vários troços das Linhas do Norte, da Beira Baixa, do Oeste e no Ramal de Alfarelos, em Coimbra, estava hoje às 09:00 suspensa devido a problemas causados pelo mau tempo, segundo a Infraestruturas de Portugal (IP).

Em comunicado, a IP informa que está suspensa a circulação de comboios na Linha do Norte entre Fátima e Alfarelos, na Linha da Beira Baixa entre Ródão e Castelo Novo (Castelo Branco) e na Linha do Oeste entre Mafra e Amieira e entre Louriçal e Figueira da Foz.

Está igualmente suspensa a circulação no Ramal de Alfarelos entre Alfarelos e a Figueira da Foz.

O Ramal de Alfarelos une as estações de Alfarelos, na Linha do Norte, e a Bifurcação de Lares, na Linha do Oeste.

"Estas ocorrências estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço", refere ainda a IP.

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Momento-Chave
RTP /

Autoridades preocupadas com subida do caudal dos rios

Com o aproximar das 12h00, hora em que se vai registar o pico da maré cheia na região do Porto, as autoridades revelam alguma preocupação com a subida do caudal dos rios. O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Pimenta Machado, explica que, relativamente ao Douro, a situação até está acutelada. Já o Tâmega, presentemente na cota 4,2, a subida da maré pode inundar zonas comerciais em Amarante.
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Lusa /

Lousã alerta para subida rápida da água em rios e ribeiras

A Câmara Municipal da Lousã alertou hoje para uma subida rápida do volume de água em rios e ribeiras do concelho, devido ao mau tempo, e apelou à adoção de medidas preventivas.

Numa publicação nas redes sociais, a autarquia avisou que está prevista "uma subida rápida dos caudais dos cursos de água no concelho (nomeadamente rios e ribeiras)".

Entre as medidas preventivas recomendadas pela Câmara da Lousã, no distrito de Coimbra, e pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, está a necessidade de se evitar a permanência ou circulação junto a rios, ribeiras e zonas inundáveis; não atravessar linhas de água, a pé ou de viatura, ou redobrar cuidados em deslocações, sobretudo em vias próximas de cursos de água.

Destaque ainda para a adoção "de medidas preventivas para a proteção de pessoas e bens, assegurando a salvaguarda de viaturas, equipamentos e outros bens em zonas suscetíveis a inundações" e "garantir a desobstrução de sistemas de drenagem junto a habitações".

A mesma fonte acrescentou que as equipas municipais e os agentes de Proteção Civil mantêm-se em permanente acompanhamento da situação, atuando sempre que necessário.

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Lusa /

Mira desativa Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil

O município de Mira, no distrito de Coimbra, desativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, após o mau tempo provocado pela passagem da depressão Kristin.

Numa publicação nas redes sociais, a Câmara Municipal afirmou que, "na sequência da avaliação das ocorrências resultantes da passagem da tempestade Kristin pelo território, verificou-se que estão reunidas as condições para a reposição da normalidade".

Assim, o presidente da autarquia, Artur Jorge Ribeiro Fresco, determinou a desativação do Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil.

"Mantém-se, no entanto, o alerta à população para que continue vigilante e atenta às comunicações e indicações da Proteção Civil, adotando, sempre que necessário, os comportamentos adequados".

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Lusa /

Escolas do concelho da Sertã fechadas por questões de segurança

As escolas do concelho da Sertã, no distrito de Castelo Branco, continuam hoje fechadas por questões de segurança, anunciou a Câmara Municipal.

"Após a situação vivida na madrugada de 28 de janeiro, registaram-se inúmeras ocorrências por todo o concelho, nomeadamente a queda de árvores, de postes de eletricidade de baixa e média tensão, e o destelhamento de diversos edifícios", referiu, em comunicado, o município da Sertã.

A autarquia explicou ainda que, apesar da normalidade se estar a restabelecer, por questões de segurança todos os estabelecimentos de ensino do concelho estarão encerrados durante o dia de hoje.

O município da Sertã ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil às primeiras horas da manhã de quarta-feira, em virtude da passagem da depressão Kristin pelo concelho.

Atendendo ao elevado número de ocorrências registadas, as corporações de bombeiros voluntários da Sertã e de Cernache do Bonjardim, forças de segurança e o Serviço Municipal de Proteção Civil têm respondido às diversas situações com a brevidade possível.

Contudo, a autarquia salientou que há ainda algumas ocorrências que carecem de resolução devido à sua complexidade.

"Apesar de neste momento não existir nenhuma via de comunicação principal interdita ou condicionada (EN2 e IC8), adverte-se para a existência de estradas e caminhos municipais condicionados, assim como arruamentos de acessos a algumas localidades, pelo que o município da Sertã apela à máxima precaução durante a circulação nas estradas".

A Câmara da Sertã informou também que, até ao momento, não se registaram vítimas nem feridos e deixou um apelo à calma e serenidade da população até à reposição da normalidade.

"A energia elétrica e as telecomunicações estão a ser repostas gradualmente por todo o concelho".

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Lusa /

PCP pede declaração de calamidade e apoios imediatos às populações

O secretário-geral do PCP defendeu hoje no Tramagal, Abrantes, que o Governo deve ponderar declarar o estado de calamidade nas zonas mais afetadas pelo mau tempo e avançar sem demora com apoios imediatos a populações e empresas.

Em declarações à agência Lusa, no Tramagal, distrito de Santarém, Paulo Raimundo começou por apresentar as condolências às famílias das vítimas, realçando que "o país enfrentou um fenómeno com uma intensidade que há muito não se via, particularmente em algumas regiões".

À margem de uma ação junto à porta da fábrica da Mitsubishi Fuso, em contacto com trabalhadores numa iniciativa contra a proposta de pacote laboral, o dirigente comunista sublinhou a necessidade de identificar rapidamente os danos causados pela intempérie.

"Muita gente ficou sem habitação, há empresas paradas por razões da intempérie. É preciso identificar rapidamente esses problemas e o Governo não pode enrolar nas medidas que se impõem já, de apoio e de garantias, em articulação com as autarquias para responder no concreto", afirmou.

Paulo Raimundo referiu que o PCP já questionou o Governo sobre a resposta à situação e criticou a hesitação quanto à eventual declaração do estado de calamidade.

"Hoje ouvimos notícias de que não se pode decretar o estado de calamidade por esta ou por aquela razão. Eu acho que depende da dimensão do que aconteceu e do que se vai conhecendo a cada hora que passa. O Governo devia ponderar se sim ou não decretar", defendeu.

O secretário-geral do PCP considerou que, apesar de os impactos não terem sido iguais em todo o território, trata-se de "um impacto nacional" que exige uma resposta célere do executivo.

"Foi tão lesta a decisão do IRC para os grandes grupos económicos, também não devia haver hesitação na rapidez para responder às necessidades das pessoas", acrescentou.

Questionado sobre se pondera visitar alguns dos locais afetados, Paulo Raimundo respondeu que essa deslocação só fará sentido se for para ajudar.

"Se é para ajudar, vai-se. Se é para atrapalhar, não vale a pena. O que é preciso agora é que se restabeleçam as condições mínimas, comunicações, água, que se garantam os apoios imediatos e que se dê espaço à Proteção Civil, aos bombeiros e aos serviços para trabalharem", afirmou.

O dirigente comunista concluiu, apelando a que ninguém interfira no trabalho das equipas no terreno: "Espero que ninguém ouse atrapalhar quem está a trabalhar nesta situação".

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

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RTP /

Kristin provoca inundações em Alcácer do Sal

Alcácer do Sal está a braços com as inundações provocadas pela depressão Kristin. Na quarta-feira, 20 utentes de um lar de idosos tiveram de ser retirados.

Clarisse Campos, presidente da Câmara de Alcácer do Sal, prevê um agravamento da situação durante a tarde, coincidente com o período da maré cheia, e pede que a população se mantenha vigilante.
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Lusa /

Presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos pede socorro

O presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, pediu hoje socorro e a declaração de calamidade, e alertou que o concelho, devido ao mau tempo, está "a viver um dos piores momentos da sua história".

"Estou a ligar do telefone satélite dos bombeiros porque, efetivamente, não temos comunicações. Nenhuma rede móvel funciona nesta terra, neste concelho. Nós não temos possibilidade nenhuma de falar com o exterior e estamos neste momento a pedir socorro", afirmou à agência Lusa Carlos Lopes.

Carlos Lopes disse esperar que este pedido de socorro "possa chegar a todos aqueles que têm responsabilidades neste país, na área da Proteção Civil e na área da segurança das pessoas".

"Estamos, neste momento, completamente desesperados e não sabemos o que é que podemos fazer", adiantou.

Segundo o autarca, o concelho tem "um rasto de destruição por todo o território".

O concelho "não tem comunicações, não tem energia", tem, neste momento, "água nas freguesias para mais cerca de 12 horas" e "grandes dificuldades em termos daquilo que é a manutenção dos lares" de idosos, alertou.

"Estamos completamente isolados. Figueiró dos Vinhos considera-se completamente isolado do resto do distrito, da região e do país", declarou o presidente do município, apelando para que o Governo "olhe para este território e também consiga, de alguma forma, equacionar a possibilidade de decretar o estado de calamidade".

A destruição inclui infraestruturas municipais, sinalização, muros e derrocadas, com os serviços a tentarem resolver onde conseguem chegar.

Referindo que em todas as povoações do concelho há "centenas de coberturas de habitações destruídas", o autarca explicou que há pessoas que terão, provavelmente de ser realojadas, "porque já não há condições para as manter" nas suas casas, pois muitas "estão a céu aberto".

"Precisamos muito da solidariedade do Governo, precisamos muito da solidariedade das entidades públicas, precisamos muito de dar uma resposta a uma população que está a viver, em poucos anos, a segunda maior tragédia das últimas décadas", salientou, numa alusão aos incêndios de Pedrógão Grande, em junho de 2017, que também atingiu, entre outros, o concelho de Figueiró dos Vinhos.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

(Lusa)

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RTP /

"Impacto devastador" da passagem da Kristin na Figueira da Foz

Nuno Pinto, comandante dos sapadores da Figueira da Foz, diz que o impacto da passagem da depressão Kristin na Figueira da Foz, na madrugada de quarta-feira, "foi devastador" e fala em "consequências volumosas".

Os sapadores estão agora a responder a todas as situações e Nuno Pinto salienta que o trabalho de recuperação vai durar alguns dias.
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Momento-Chave
Lusa /

Falta de energia elétrica mantém cinco escolas fechadas em Castelo Branco

Cinco escolas do concelho de Castelo Branco continuam hoje encerradas por falta de condições de funcionamento, nomeadamente falta de energia elétrica, informou a Câmara Municipal.

"Após avaliação técnica efetuada no terreno, não se encontram reunidas as condições necessárias para a reabertura de alguns estabelecimentos de ensino no concelho", anunciou o município de Castelo Branco.

Apesar de todos os esforços desenvolvidos para repor a normalidade, os estabelecimentos de ensino e jardins de infância em Sarzedas, Cebolais de Cima e Retaxo, Alcains, Malpica do Tejo e Salgueiro do Campo encontram-se fechados.

A autarquia explicou ainda que, em relação ao estabelecimento escolar de Salgueiro do Campo, irá ainda avaliar a situação durante a manhã de hoje.

"A situação está a ser acompanhada de perto, em articulação com as entidades responsáveis, estando a reabertura dependente da reposição dos serviços de eletricidade e comunicações".

O município salientou ainda que as equipas municipais, em colaboração com as direções escolares e restantes entidades competentes, "procederam às verificações das infraestruturas, acessos e condições de funcionamento, confirmando a possibilidade do regresso das atividades letivas".

Apesar da aparente normalização da situação, a Câmara de Castelo Branco recomenda a adoção de comportamentos preventivos, nomeadamente atenção a eventuais ocorrências relacionadas com as condições meteorológicas recentes.

"O Serviço Municipal de Proteção Civil continuará a acompanhar a evolução da situação e apela à colaboração de todos, solicitando que qualquer ocorrência relevante seja comunicada às autoridades competentes".

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

(Lusa)

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Lusa /

Câmara de Pedrógão Grande apela ao uso racionado de água

A Câmara de Pedrógão Grande, que já ativou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, apelou hoje ao uso responsável e racionado da água, na sequência da passagem da depressão Kristin.

Sem energia elétrica desde a madrugada de quarta-feira, o município de Pedrógão Grande tem estado igualmente sem comunicações móveis.

Numa nota nas redes sociais publicada hoje às 08:00, esta Câmara do distrito de Leiria lembrou que, "tendo em conta a falha da rede elétrica, poderão ocorrer constrangimentos no abastecimento público de água, situação que será restabelecida com a maior brevidade possível".

Nesse sentido, apelou a que não haja consumos excessivos.

"As principais vias encontram-se desobstruídas, nomeadamente IC8, EN2, EN350, ER236, EN236-1 e CM1160, ainda que com limitações e presença de obstáculos em vários locais. As restantes vias secundárias ainda apresentam constrangimentos, encontrando-se as equipas no terreno a proceder às intervenções necessárias".

A Câmara disse ainda que, "não sendo possível garantir, neste momento, condições de segurança, e desconhecendo-se quando o fornecimento de energia será totalmente restabelecido, as escolas do concelho manter-se-ão encerradas durante o dia de hoje".

"Informa-se a população que a recolha de resíduos urbanos, tanto indiferenciados como dos ecopontos, se encontra atualmente com constrangimentos, em resultado da tempestade. Apela-se à colaboração de todos para que não sejam depositados resíduos fora dos contentores, de forma a evitar riscos para a saúde pública e facilitar o trabalho das equipas no terreno", refere também.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

(Lusa)

 

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RTP /

Cerca de 450 mil pessoas sem luz, a maioria em Leiria

Cerca de 450 mil pessoas estão ainda sem energia em Portugal devido ao mau tempo, das quais 300 mil no distrito de Leiria. Também Santarém, Coimbra e Castelo Branco estão a ser afetados.

“A rede elétrica foi ontem bastante impactada pelas condições meteorológicas adversas provocadas pela depressão Kristin, causando vários danos na infraestrutura física de distribuição de eletricidade”, escreveu a E-Redes em comunicado há momentos.

Na zona de Leiria “a rede foi muito afetada”, tendo havido “a queda de postes e linhas de Alta Tensão, que demoram mais tempo a reparar, e que limitam o restabelecimento do abastecimento na Média e Baixa Tensão”.

“As condições metereólogas mantêm-se adversas, o que motiva o aparecimento de avarias em outras zonas do país para além de Leiria”, acrescenta.

A E-Redes diz ainda ter equipas operacionais a trabalhar em contínuo no terreno, estando a haver um reforço de pessoas e equipamentos na zona Centro do país, vindos de outras áreas, continuando cerca de 1.200 operacionais no terreno.
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RTP /

Autarca de Leiria descreve "cenário de guerra", com concelho sem água nem luz

Em entrevista à RTP Notícias, o presidente da Câmara de Leiria explicou que esta quinta-feira o principal desafio é “recuperar aquilo que foi destruído por esta catástrofe, que arrasou a cidade e que é um cenário de guerra, como foi comprovado”.

A E-Redes está a tentar repor a energia, que está a ser o principal problema, já que causa também falhas no abastecimento de água.

O concelho está “completamente em blackout”, disse Gonçalo Lopes, adiantando que “a nossa expectativa hoje na reunião que vamos ter às 10h00 é fazer um ponto de situação sobre o período que ainda é necessário para reparar toda a estrutura da REN e da E-Redes”.

Para os habitantes que ficaram sem telhado, estão a ser distribuídas lonas para que possam temporariamente fazer a cobertura dos telhados e enfrentar assim os próximos dias de chuva.

“Hoje o apelo é que permaneçam em casa”, afirmou o autarca. No entanto, aos leirienses que estão fora da cidade e não conseguem contactar com as suas famílias, quis transmitir que “a situação hoje está mais tranquila”.

“Estamos a tentar fazer a primeira operação de limpeza profunda, com a retirada de todo o material vegetal que caiu, que foi muito. As principais árvores de Leiria, dos nossos jardins, desapareceram”, vincou.

“Hoje temos uma operação montada com várias empresas para repor a imagem de Leiria e tentar fazer essa limpeza”.
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RTP /

Devastação em Leiria

A cidade de Leiria acordou esta quinta-feira ainda sem luz na maioria da cidade e com o rasto de devastação ainda bem presente deixado pela passagem da depressão Kristin. Grande parte do comércio está fechada por falta de energia e também quebras no abastecimento de água. Quanto às telecomunicações, a população queixa-se da ausência de rede em quase toda a cidade, como nos relata o jornalista da Antena 1, Joaquim Reis, esta manhã.
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Antena 1 /

Depressão Kristin. Portugal pode acionar Mecanismo Europeu de Proteção Civil

A passagem das várias depressões meteorológicas em Portugal deixaram um vasto rasto de destruição um pouco por todo o território, com incidência na região centro. Para ajudar a ultrapassar situações de catástrofe, qualquer país da União Europeia pode pedir a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

Foto: Paulo Cunha - Lusa

Este mecanismo tem por base o auxilio às populações através do envio de material, como geradores de emergência, bombas de água e até kits de primeiros socorros ou pessoal médico para ajudar o país atingido.
Andrea Neves - Antena 1

O território afectado deve apresentar o pedido de auxílio à Comissão Europeia no prazo de 12 semanas a contar da ocorrência da catástrofe. O auxílio financeiro proposto pela Comissão deverá, em seguida, ser sujeito à aprovação do Conselho e do Parlamento Europeu.

As ajudas que Bruxelas pode dar, se Portugal pedir
Ouve-se falar mais desta possibilidade durante os incêndios mas o Mecanismo Europeu de Proteção Civil está disponível todo o ano e para todo o tipo de catástrofes.
Para ser ativado é preciso que a Bruxelas chegue um pedido expresso de Portugal especificando as necessidades mais urgentes.

O mecanismo prevê o envio, por exemplo, de geradores. Foi o que fez o ano passado quando enviou 13 para a Irlanda depois da tempestade Eówyn que deixou 278 mil pessoas sem eletricidade.

Também já foram enviados para a Ucrânia, mas neste caso por causa dos ataques russos terem danificado as infraestruturas elétricas do país
Os países que podem vir a disponibilizar geradores só precisam de saber a voltagem e a quantidade. O que deve ser expresso no pedido, caso Portugal opte por os pedir.
A comissão europeia está atenta e o comissário com a pasta da energia já veio dizer, na rede social X, que Bruxelas está em contacto próximo com as autoridades portuguesas e com a Rede Europeia de Operadores de Redes de Transporte de Eletricidade porque a prioridade é que garantir a segurança e retorno da energia aos cidadãos prejudicados.

O Comissário tem uma visita a Portugal agendada para sexta-feira precisamente para analisar questões de energia e habitação.

Mas o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, que ainda não recebei nenhum pedido de Portugal, pode também disponibilizar kits de primeiros socorros, equipamento médico e abrigos e bombas de água por exemplo.

A Comissão Europeia tem avançado com várias iniciativas para convocar os cidadãos para a prevenção sobretudo em caso de catástrofes naturais ou outras.

Bruxelas indica que todos os cidadãos devem ter em casa tudo o que precisarem para ser autossuficientes por 72 horas o que inclui uma lanterna, um rádio, pilhas, comida, água e medicamentos básicos bem como algum dinheiro em numerário e fotocópias de documentos importantes.

Vários países da União Europeia já aconselharam os seus cidadãos a terem esse kit em casa ou num lugar seguro.

Mais tarde, e uma vez avaliados os danos, o governo português pode recorrer ao Fundo europeu de solidariedade para catástrofes que tem regras específicas.
Este fundo ajuda a cobrir custos de emergência, reparação de infraestruturas, alojamento temporário e limpeza, demonstrando a solidariedade europeia. 

Como regra geral, o FSUE pode conceder auxílio financeiro nos casos em que o total dos prejuízos diretos provocados por uma catástrofe exceda 3 mil milhões de euros (a preços de 2011) ou 0,6 % do rendimento nacional bruto (RNB) de um país da UE, consoante o que for mais baixo.


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Leiria
RTP /

Dezenas de pequenas inundações na região

O Comando sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria dava esta manhã conta, pelas 6h45, de "algumas dezenas de ocorrências relacionadas com pequenas inundações", devido à ausência de telhados em habitações.As escolas dos concelhos de Ansião, Marinha Grande, Pedrógão Grande e Pombal continuam encerradas devido ao mau tempo, de acordo com as respetivas câmaras, em publicações nas redes sociais.

"A esta hora começam a surgir algumas dezenas de ocorrências relacionadas com pequenas inundações, motivadas não pela chuva excessiva, mas, principalmente, pela falta de telhados", adiantou o segundo comandante sub-regional, Ricardo Costa, ouvido pela Lusa.

De acordo com o mesmo responsável, haverá "muitas centenas e, eventualmente, milhares de casas que terão problemas nos telhados": "As pessoas estão a pedir ajuda, tendo em conta que chove continuamente, não muito forte, mas está a causar muitos danos nas habitações".

"São situações em que não é fácil haver uma intervenção dos bombeiros, porque o nível de água dentro das habitações é muito baixo", prosseguiu, para enfatizar que "estão a ser sinalizadas"."Nas mais emergentes ou em que a quantidade de água assim o justifica, são despachados meios, mas, neste momento, estão a ser definidas prioridades e é nisso que continuamos a trabalhar".

Durante a última noite prosseguiram trabalhos de limpeza dos principais eixos rodoviários. Mas há vias municipais em que "ainda não é possível circular".

"Pedimos à população que se mantenha junto das suas habitações, tentem ajudar os vizinhos, tentem ajudar a reparar aquilo que foram os danos ou os pequenos danos que tiveram, porque, naturalmente, ainda não foi possível aos serviços municipais e aos corpos de bombeiros chegarem a todas as situações", exortou.

Explicando que foram definidas prioridades, no âmbito do abastecimento de água e de energia, como estabelecimentos prisionais, hospitais, lares ou centros de diálise, Ricardo Costa assinalou que estes casos estão "a ser supervisionados e apoiados pelos serviços municipais".

"Gradualmente, nos próximos dias, porque estamos a falar de dias, vão ser resolvidas, mas com bastante tempo e muito trabalho pela frente", vincou o segundo comandante.
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Batalha
RTP /

Seis desalojados. Rede SIRESP deixou de operar

O mau tempo de quarta-feira fez seis desalojados no concelho da Batalha, onde a rede de comunicações SIRESP deixou de funcionar, confirmou o presidente da Câmara local, em declarações à agência Lusa.

O Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal, adiantou André Sousa, "funcionou de manhã e à tarde deixou de funcionar. Nunca mais voltou a funcionar, a não ser em algumas zonas em São Mamede".

Ainda segundo o autarca da Batalha, ouvido pelas 22h00 a partir de Fátima, para onde se deslocou para obter rede de telemóvel, "a rede SIRESP funcionou desde as 5h00 até às 11h00, 12h00" de quarta-feira. "A partir daí, deixou de funcionar completamente, a não ser em algumas zonas em São Mamede".

Relativamente às estradas, é possível circular em todas as vias principais.

"Há muitas árvores caídas, eu arrisco-me a dizer centenas ou milhares de árvores caídas", observou o autarca.
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Figueira da Foz
RTP /

Situação mais calma ao início da manhã

Nove pessoas ficaram desalojadas em consequência da depressão Kristin na Figueira da Foz. O quadro nesta cidade costeira acalmou, todavia, durante a noite, como detalhou a equipa de reportagem da RTP.
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Monte Real
RTP /

Força Aérea procura repor normalidade na base

A Força Aérea estava, nas últimas horas, a tentar restabelecer a normalidade da atividade na Base Aérea N.º 5 em Monte Real, Leiria. As instalações militares sofreram "danos significativos" na quarta-feira, sem notícia de feridos.

A "Força Aérea mantém operacional a missão de defesa aérea do país", sublinha em comunicado este ramo das Forças Armadas.

A Força Aérea assinaça ainda ter começado "a atuar de imediato para restabelecer a normalidade da atividade da Unidade, dando prioridade à segurança dos militares e trabalhadores civis que ali prestam serviço".

Na base aérea, foi registada uma rajada de vento de 178 quilómetros por hora.
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Lusa /

Alvaiázere com "cenário catastrófico"

O presidente do Município de Alvaiázere disse que o concelho tem um "cenário catastrófico" e referiu que foi sem apoio regional ou nacional que os agentes locais da Proteção Civil responderam ao embate da depressão Kristin.

"Em Alvaiázere, temos um cenário catastrófico com centenas de habitações muito danificadas estruturalmente, algumas pessoas desalojadas", afirmou João Paulo Guerreiro, na quarta-feira, pelas 23:00, em conversa telefónica com a Lusa a partir de Leiria, onde conseguiu ter rede de telemóvel.

De acordo com João Paulo Guerreiro, na quarta-feira conseguiu-se desobstruir estradas, "das principais até às secundárias", mas, ainda assim, "ficaram [vias] muito secundárias" por desimpedir.

"Montámos uma zona de acolhimento que, neste momento, está com cinco pessoas, com apoio médico, com apoio psicológico, e estamos, infelizmente, sem eletricidade e sem comunicações", referiu o autarca.

O presidente da Câmara adiantou que a "principal prioridade é terminar os trabalhos de remoção das dezenas de milhares de árvores caídas", assim como "manter a segurança das pessoas e restabelecer a normalidade na eletricidade e na comunicação".

Elencando dificuldades de contacto com a E-Redes e operadoras de telecomunicações, João Paulo Guerreiro explicou que "o único meio de comunicação" que havia "era via rádio e essa via estava a ser usada para questões táticas e mais de comando e de estratégia de decisão".

O autarca destacou a inexistência de vítimas, salientou que há "edifícios municipais também muito danificados, quase todos, de uma forma ou de outra, foram atingidos", e repetiu a existência de um "cenário catastrófico".

"Estou com alguma dificuldade em definir, porque estávamos à espera de um evento difícil, não estávamos à espera de um evento desta magnitude. A palavra que utilizo para definir é catástrofe, porque foi, efetivamente, o que aconteceu em Alvaiázere", reiterou.

Por outro lado, realçou o trabalho exemplar de "todos os agentes da Proteção Civil", mesmo "com comunicações muito limitadas e sem energia".

"Sozinhos, sem nenhum apoio a nível regional ou nacional, conseguimos, com os meios que tínhamos disponíveis no concelho, dar uma resposta eficaz neste primeiro dia de embate. Agora, o importante é procurar restabelecer, o mais rapidamente possível, comunicações e energia elétrica, para que as instituições e as famílias possam funcionar dentro da normalidade possível", acrescentou João Paulo Guerreiro.

O Plano Municipal de Proteção Civil está ativado e agora a autarquia espera ajuda do Governo, com medidas, para particulares e entidades, que possam ajudar a ultrapassar a situação e permitir a reconstrução do concelho.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.

Lusa

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Norte, Beira Baixa e Oeste
RTP /

Linhas ferroviárias continuam suspensas

Pelas 6h30, a circulação nas linhas ferroviárias do Norte, entre Lisboa e Porto, para os comboios de longo curso, da Beira Baixa e do Oeste continuava suspensa devido a problemas decorrentes do mau tempo, segundo indicação da CP.

Na quarta-feira, a empresa anunciara a suspensão da venda de bilhetes, para esta quinta-feira, destinados aos comboios Alfa Pendular e Intercidades das linhas do Norte, Beira Alta e Beira Baixa.Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, citada pela agência Lusa à mesma hora, não houve registo de "ocorrências significativas" durante a noite e madrugada; ainda assim, o portal da ANEPC referia uma centena.

A circulação ferroviária esteve igualmente suspensa nas linhas do Douro, Sul, de Évora, Beira Alta e nono Ramal de Tomar e no serviço regional entre Coimbra B e Aveiro (Linha do Norte).
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Ponto de situação
RTP /

Agitação marítima deixa dez distritos debaixo de aviso laranja

  • Esta manhã, são dez os distritos sob aviso laranja por causa da agitação marítima - Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal e Viana do Castelo. As ondas podem atingir os 12 metros de altura. A meio da tarde, estes avisos passam a amarelo;


  • Há ainda 12 distritos de Portugal continental com avisos amarelos por causa da chuva. Para Bragança e Évora, todavia, não há qualquer aviso;


  • A Proteção Civil registou 5.400 ocorrências até às 22h00 da última noite. Leiria foi particularmente atingida pelos efeitos da depressão Kristin, assim como toda a Região Oeste. Seguiram-se os distritos de Coimbra, Santarém e Lisboa;


  • A situação em Leiria mantém-se crítica, com falta de luz, de água e de comunicações. O hospital local tem ainda autonomia de água para dois dias e luz através de um gerador para três dias - deram entrada nesta unidade 177 pessoas com diferentes tipos de trauma. Devem começar esta quinta-feira os trabalhos de limpeza;


  • No Oeste, 14 pessoas ficaram desalojadas e quatro ficaram fertidas, entreb as quais um bombeiro. Em Torres Vedras, dezenas de hectares ficaram destruídos. Este município e os da Lourinhã, Óbidos, Alcobaça e Nazaré ativaram os planos municipais de emergência. Esta quinta-feira, as escolas da Lourinhã permanecem encerradas;


  • Na Figueira da Foz, nove pessoas ficaram desalojadas e uma teve ferimentos ligeiros. O vento forte provocou danos em edifícios, carros, na esquadra da PSP e no hospital;


  • Em Coimbra,a tempestade deixou pessoas desalojadas. A Câmara local refere situações pontuais "com realojamento junto de familiares". O vento afetou ainda vários edifícios, como por exemplo escolas e o aeródromo, cujo telhado voou, provocando estragos já avaliados em um milhão de euros. O Metrobus da cidade já está a funcionar no troço urbano, mas com constrangimentos;


  • A maioria das ocorrências está relacionada com queda de árvores e estruturas, ou com o corte ou condicionamento de estradas e linhas ferroviárias. Há ainda cortes generalizados de luz, água e telecomunicações;


  • A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil mantém-se em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo da escala, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal;


  • A depressão kristin provocou cinco mortes. Quatro pessoas morreram no distrito de Leiria e uma em Vila Franca de Xira. Há ainda mais três mortes que podem estar relacionadas com a intempérie - a Proteção Civil está ainda a investigar este possível nexo;


  • O presidente da República esteve na sede da Proteção Civil. Marcelo fez a visita acompanhado pela ministra da Administração Interna e o objetivo foi conhecer em detalhe as consequências da depressão kristin. Foi apenas divulgada uma nota no portal da Presidência, na qual o chefe de Estado lamentou as mortes causadas pelo mau tempo. Também o primeiro-ministro, Luís Montenegro, esteve na Proteção Civil com Maria Lúcia Amaral;


  • O primeiro-ministro admite, de resto, ativar a situação de calamidade em Leiria. Para já, pretende obter uma avaliação aos estragos.
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RTP /

Depressão Kristin. Montenegro não exclui declarar situação de calamidade

O primeiro-ministro não exclui declarar situação de calamidade para apoiar as zonas mais afetadas mas diz que primeiro é preciso fazer uma correta avaliação dos estragos.

De manhã, em contacto permanente e ao início da tarde, com presença na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
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RTP /

Depressão Kristin provocou pelo menos cinco vítimas mortais

Quatro mortes foram registadas no distrito de Leiria e um homem em Vila Franca de Xira.

Há mais três mortes a ser investigadas. Duas podem estar relacionadas com falta de socorro do INEM.
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RTP /

Depressão Kristin entrou em Portugal por Leiria

O vento espalhou muita destruição arrancou árvores e levantou os telhados de vários edifícios.

O distrito está sem eletricidade e há grandes dificuldades no abastecimento de água e nas comunicações.

O presidente da câmara pede que seja declarado o estado de calamidade.
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RTP /

Depressão Kristin. Aeródromo com prejuízos de um milhão de euros

Em Castelo Branco, as escolas estiveram fechadas e houve também dezenas de incidentes com árvores caídas.

No distrito de Coimbra, o telhado do aeródromo voou com o vento e provocou estragos de um milhão de euros.
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RTP /

Torres Vedras. Concelho ativou Plano Municipal de Emergência

Na zona oeste, mais concretamente em Torres Vedras, dezenas de hectares agrícolas ficaram destruídos por causa do mau tempo. O prejuízo pode chegar aos dez milhões de euros.

Além do vento forte, a chuva intensa agravou as situações de inundações também em Évora.

Várias estradas estiveram cortadas por causa da queda de árvores.
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RTP /

Em Vila Real e na Guarda. Kristin trouxe nevão e obrigou ao fecho de escolas

Em Trás-os-Montes e em zonas do interior a tempestade Kristin trouxe neve. Várias escolas foram encerradas no distrito de Vila Real.

Também na Guarda não houve aulas porque a cidade acordou debaixo de um nevão.
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