Acidente em Espinho aconteceu depois do limite de aterragem e descolagem, diz INAC

O Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) esclareceu hoje que a colisão de domingo entre uma aeronave e um carro, no Aeródromo Municipal de Espinho, aconteceu para lá do limite estipulado para as aterragens e descolagens.

Agência LUSA /

O INAC enviou, junto com o comunicado onde esclarece a sua posição sobre o acidente, uma fotografia aérea do aeródromo mostrando a pista cortada ao meio por uma estrada.

"O comprimento de rolagem declarado para operações de aterragem ou descolagem é de 490 metros", diz o INAC.

Todas as actividades operacionais das aeronaves só poderão ter lugar neste segmento, certificado pelo INAC, embora a pista tenha no total 1.500 metros.

Entre o limite operacional e a estrada onde ocorreu a colisão existem mais 110 metros de pista, esclarece ainda o INAC no comunicado.

O acidente, escreve o INAC, "ocorreu 110 metros para lá do limite estipulado para aterragens naquele aeródromo".

No site do "Aeroclube Costa Verde", responsável pela pista, refere-se que esta é "atravessada por um caminho público" e pede-se "atenção ao movimento de pessoas e viaturas".

A colisão entre a aeronave e o automóvel que circulava na estrada que atravessa o aeródromo de Espinho provocou a morte do condutor da viatura e ferimentos graves no piloto da aeronave, que está internado no hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, com prognóstico reservado.

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