Acidentes de trabalho na União Europeia baixaram 17 por cento entre 2000 e 2004
O número de acidentes de trabalho na União Europeia baixou 17 por cento entre 2000 e 2004, revelou hoje o director-geral do Emprego e Assuntos Sociais da Comissão Europeia.
Além da redução do número de acidentes, o espaço comunitário registou ainda uma diminuição de 80 por cento no número de dias de faltas ao trabalho em consequência de acidentes ou doenças profissionais.
Nikolaus van der Pas falava na Conferência "Melhorar a Qualidade e a Produtividade no Trabalho", no âmbito da Nova Estratégia Comunitária sobre Saúde e Segurança no Trabalho 2007-2012, que a Comissão Europeia aprovou em 21 de Fevereiro e que pretende reduzir em 25 por cento os acidentes de trabalho e doenças profissionais até ao final desse prazo.
Segundo o alto funcionário da Comissão, ainda ocorrem por ano quatro milhões de acidentes laborais na União Europeia, com impacto económico nas finanças públicas de cada estado-membro, perdendo-se cerca de mil milhões de euros por ano devido ao absentismo dos trabalhadores vítimas desses acidentes.
"Trata-se também de uma questão de concorrência e de custos para a UE, daí a segurança e a saúde no trabalho ser fulcral", adiantouan der Pas.
Dos acidentes registados, 90 por cento acontecem nas pequenas e médias empresas, envolvendo maioritarimente os sectores de transportes, agricultura e construção civil.
O director-geral do Empreg referiu também a "emergência de novas doenças, do foro psicológico e do aparelho locomotor, e sublinhou a necessidade de todas as partes interessadas se envolverem na melhoria da legislação em matéria de segurança no trabalho, desde governos centrais, regionais, empresas, etc.
"Todos têm de se envolver nesta nova estratégia e é preciso fomentar estratégias coerentes e adaptadas ao contexto de cada Estado e promover o diálogo social entre parceiros sociais", acrescentou Nikolaus van de Pas.
Por seu turno, Edwin G. Foulke, secretário de Estado norte-americano para a Segurança e Saúde Ocupacional (EUA), falou da experiência nos Estados Unidos, onde os planos têm tido um enfoque na prevenção da sinistralidade e ajudas às pequenas e médias e empresas.
Foulke reportou-se a "um trabalho iniciado em 1971", e apontou formas mais eficazes para que haja uma cultura de prevenção, numa altura em que "somos constantemente desafiados para diminuir os acidentes de trabalho" , não só perante "as novas tecnologias, como também o terrorismo e a gripde pandémica", apelando ainda para "um trabalho conjunto", de forma a "criar uma ponte de diálogo entre os Estados Unidos e a União Europeia sobre o assunto.
Edwin Foulke chefia a delegação norte-americana de 70 pessoas, a maior de sempre dos EUA nos trabalhos, neste caso para a 5ª Conferência Conjunta União Europeia/Estados Unidos sobre Segurança e Saúde no Trabalho, que terá lugar nos próximos três dias em Cascais.