Adiada leitura do acórdão devido à greve da Função Pública

Lisboa, 30 Nov (Lusa) - A leitura do acórdão do julgamento de Manuel Subtil, que se barricou na RTP em Janeiro de 2001, foi hoje adiada para 10 de Dezembro, devido à greve da função pública, disse à Lusa fonte do Tribunal da Boa-Hora.

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Segundo uma funcionária da 6ª vara deste tribunal, a leitura do acórdão - que estava prevista para 14:30 de hoje - teve de ser adiado por falta de oficiais de justiça.

Manuel Subtil, que se barricou nas instalações da RTP exigindo uma indemnização por eventuais danos causados à sua empresa por uma reportagem da RTP sobre alegadas burlas na legalização de emigrantes em França, começou a ser julgado a 22 de Fevereiro, por crimes de sequestro, extorsão tentada, coacção grave, ofensa a pessoa colectiva e posse de arma.

Sobre si recai ainda um pedido de indemnização da RTP pelos prejuízos sofridos no dia em que o arguido se barricou nas antigas instalações da televisão pública, na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa.

A defesa de Manuel Subtil tem defendido a absolvição do arguido, alegando, nomeadamente, que este não pode ser condenado por sequestro, porque os familiares, que permanecerem com ele na casa de banho, o fizeram de livre vontade.

No dia 4 de Janeiro de 2001, Manuel Subtil entrou na RTP cerca das 07:30, ameaçou o segurança com uma pistola e "very-ligths" e só saiu várias horas depois, após a intervenção de negociadores e das forças policiais.

Manuel Subtil protestava contra o facto de a RTP ter transmitido uma reportagem a 19 de Junho de 1990 sobre alegadas burlas na legalização de emigrantes, tendo a sua empresa sido fechada pelas autoridades francesas. Mais tarde, o Tribunal da Relação de Lisboa deu razão a Subtil.

CC/FC.


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