Adopção evita abate de um terço dos cães capturados em Matosinhos
Um em cada três cães recolhidos no canil de Matosinhos acabam por ser adoptados, mas o objectivo anunciado hoje pela autarquia é conseguir o pleno, evitando assim que o cumprimento da lei que determina o seu abate.
"O nosso objectivo é, neste caso, fazer com a que a lei não se cumpra", disse hoje o vice-presidente da autarquia, Guilherme Pinto, durante uma visita ao canil municipal, o primeiro do Grande Porto concessionado a uma empresa privada.
Para alcançar este objectivo, a autarquia conta com a colaboração do Movimento Internacional em Defesa dos Animais (MIDAS), associação a que atribuiu também o papel de "fiscal" do trabalho do canil.
Em 2004, deram entrada no canil de Matosinhos 981 cães, dos quais 322 foram reclamados ou adoptados, de acordo com estatísticas da Serub, empresa privada com a qual a Câmara de Matosinhos contratualizou este serviço.
O canil de Matosinhos inclui um hotel animal, onde cães e gatos podem permanecer durante viagens dos seus proprietários e uma clínica para vacinação e tratamento dos animais.
Durante a visita ao canil, a dirigente do MIDAS Graça Marco classificou Matosinhos como "exemplo" para outros municípios do Grande Porto na forma como lida com animais abandonados.
Sublinhou ainda a "sensibilidade" do presidente da Câmara, Narciso Miranda, para a problemática da defesa dos animais.
"Há presidentes de Câmara que preferem organizar concursos de tiro aos pombos ou corridas de touros", acusou.