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Advogado de Matosinhos dá "receita" para acabar com atrasos na Justiça

Advogado de Matosinhos dá "receita" para acabar com atrasos na Justiça

Um advogado de Matosinhos exortou hoje os 500 mi l portugueses lesados com atrasos na Justiça a recorrerem ao Tribunal Europeu do s Direitos do Homem e aos tribunais administrativos para pedirem uma indemnizaçã o ao Estado por estes "horrores".

Agência LUSA /

"Se assim agirmos, acabam-se os horrores. E o Estado português teria de arranjar soluções para o problema, sob pena de falir com tantas acções e conden ações nos tribunais administrativos e no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem pelo facto de ter processos a demorar anos", afirma o advogado Jorge J. F. Alves em carta ao presidente da sua ordem profissional.

Este advogado diz já ter ganho cinquenta acções do género, a última das quais no passado dia 17, quando o Tribunal Europeu condenou o Estado português a pagar 6.500 euros a uma mulher da Maia que viu um processo-crime arrastar-se n o Tribunal de Paredes durante nove anos.

Num processo em que arguido faltou 11 vezes ao julgamento, a mulher ped iu a aceleração do processo no tribunal nacional, mas o Conselho Superior da Mag istratura indeferiu-o, pelo que também é responsável pela condenação do Estado p ortuguês, refere o acórdão do Tribunal Europeu.

A justiça europeia considerou que o arrastamento do processo configurou uma violação do artigo 6/o da Convenção Europeia dos Direitos do Homem, que obr iga os Estados a julgar as causas em prazo razoável.

As queixas deste tipo no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem só são possíveis quando estão em causa processos-crime, mas nos processos de matriz cív el pode recorrer-se ao Tribunal Administrativo.

Jorge Alves admitiu que os advogados contribuem muitas vezes para o arr astamento dos processos, ao suscitarem "todo o tipo de incidentes processuais", mas remeteu as responsabilidades para o legislador .

"Se a lei prevê esses expedientes, é porque são para usar. A culpa é do legislador", disse o advogado à agência Lusa.

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