Advogado de Pinto da Costa considera falso depoimento que sustenta acusação relativa ao jogo Beira Mar/Porto
O advogado do presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, considerou "falso" o depoimento em que se baseia a acusação feita ao líder portista, no âmbito do caso relativo ao jogo Beira Mar/Porto, na época 2003/2004.
Num comunicado enviado à Lusa, o advogado salienta que a acusação foi proferida "em sede de um inquérito que, tal como outros, tinha já sido arquivado por decisão de um magistrado do Ministério Público".
Em causa está o jogo Beira Mar/FC Porto, disputado a 18 de Abril de 2004, com arbitragem de Augusto Duarte, que se terá deslocado a casa do presidente do FC Porto dois dias antes deste encontro, que terminou com um empate.
"A acusação em causa assenta nos mesmos factos que levaram ao anterior arquivamento", refere o advogado, admitindo que a situação pode ter sido alterada por "declarações que foram prestadas por uma testemunha, autora de recente best-seller", numa alusão a Carolina Salgado, ex-companheira de Pinto da Costa.
O advogado do presidente do FC Porto questiona a credibilidade do depoimento desta testemunha e critica a "leviandade" com que Pinto da Costa é acusado, frisando que a única novidade no processo "é um depoimento falso e motivado por razões de `revanche` e outras, quiçá mais obscuras".
Para o advogado, "seria de esperar que o Ministério Público, como era sua obrigação, distinguisse o trigo do joio".
Neste quadro, revela que decidiu requerer a abertura de instrução "por forma a demonstrar o infundado do testemunho, a grave lesão que uma acusação ligeira causa ao bom nome (de Pinto da Costa e do FC Porto) e o desperdício de meios humanos e financeiros da máquina judicial que o, mais que previsível, malogro da acusação irá acarretar".
Numa entrevista publicada segunda-feira pelo jornal Público, o presidente do FC Porto negou que alguma vez tivesse pago ou mandado pagar a árbitros para que o seu clube fosse beneficiado nos resultados desportivos.
Por outro lado, Pinto da Costa desvalorizou as acusações feitas pela sua antiga companheira, considerando que "tanta invenção e falsidade só serão compreendidas quando todos souberem com quem Carolina Salgado se reuniu antes do livro, depois de ele ser escrito, quem acrescentou coisas e cortou outras".